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Desvendando a Bíblia

Desvendando a Bíblia

O que é, e para que serve a Bíblia

A palavra Bíblia vem do original grego “Biblos”, que quer dizer: coleção de livros. Se juntarmos vários livros e os encadernarmos fazendo um só livro, teremos uma Bíblia.

Quanto a esse livro que chamamos de Bíblia Sagrada, chamamos - o assim, porque trata-se de uma coleção de livros sagrados.  

O nome Bíblia para o conjunto dos livros sagrados foi usado pela primeira vez por Crisóstomo, no IV século depois de Cristo.

 Nela há 66 livros que foram escritos em aproximadamente 1500 anos por 40 autores diferentes que viveram também em épocas distintas. Esses autores foram homens de formações e culturas diversificadas. Entre eles estavam pescadores, pastores de ovelhas, médico, cobrador de impostos, reis, profetas etc..

O livro sagrado divide-se em antigo e novo testamento. O primeiro é formado por 39 livros e o segundo por 27.  É interessante observarmos que o novo testamento não é aceito pelos judeus como livro sagrado.

As Bíblias quando publicadas por editoras católicas, são chamadas de Bíblias católicas. Essas possuem sete livros a mais que as Bíblias usadas pelos evangélicos em geral, todavia esses livros acrescentados às Bíblias católicas, são chamados de apócrifos, ou seja, não inspirados. Por isso, não são aceitos pelos evangélicos muito menos pelos judeus.

         Esse livro sagrado foi escrito originalmente em hebraico, grego e aramaico. O velho testamento com exceção do capítulo doze de Daniel, foi escrito em Hebraico. Enquanto que o novo testamento com exceção do livro de Mateus, foi escrito em grego.

É interessante saber que a tradução do original para outras línguas trouxe algumas conseqüências desastrosas. Muitos erros acompanharam essa tradução de maneira que em algumas circunstâncias, fica difícil a compreensão correta de alguns textos sem recorrermos à tradução original da Bíblia. Por isso, não estranhe se em alguns textos eu precisar usar o texto original, pois de outra forma não haveria uma compreensão clara.

 

OS VERDADEIROS NOMES DO LIVRO SAGRADO

 

 A Bíblia é um nome dado pelos homens aos escritos sagrados, porém não consta em parte alguma desse livro o famoso nome (Bíblia). Portanto, esse não é o nome dado por Deus ao livro sagrado. Bíblia, é um nome dado apenas pelos homens.

Se não é esse o verdadeiro nome dado ao sagrado livro, qual é o verdadeiro ou os verdadeiros nomes dele?

Um dos verdadeiros nomes foi dado por Jesus. Disse Ele: “Nunca leste nas Escrituras, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como angular e é maravilhoso aos nossos olhos? (Mateus 21:42). Observe um detalhe no texto: “nunca leste nas Escrituras.” Na época de Jesus Escrituras era o nome mais usado pelo povo de Deus, por isso que o Messias fez questão de usá-lo com mais freqüência.

Outro nome dado por Jesus ao livro sagrado é: palavra de Deus. Ele disse: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e as executa.” (Lucas 8:21).

O profeta Isaias inspirado por Deus denominou o livro sagrado de livro do Senhor. Disse ele: “Buscai no livro do Senhor e lede.” (Isaias 34:16).

Diante dos textos lidos anteriormente pode-se observar que, os nomes originais do sagrado livro são: Escrituras, Palavra de Deus e Livro do Senhor. O livro sagrado possui outros nomes, todavia os mencionados anteriormente são os mais usados.

É muito importante se entender que a Bíblia foi escrita por homens de variadas culturas e em épocas diferentes, porém não há nela nenhuma contradição. A maioria dos escritores nem mesmo se conheciam, mas mesmo assim, não se contradisseram, pois foram inspirados pelo mesmo Espírito. O apóstolo Pedro afirma: “Porque nunca qualquer profecia foi dada por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pedro 1:21). Deve-se atentar para um detalhe muito importante nesse texto lido. Nenhuma profecia foi dada por vontade de homem algum. Dessa forma se entende que os escritores sagrados não escreveram o que eles queriam, mas o que foram orientados a escrever. No momento em que eles recebiam a orientação divina, não prevalecia à vontade deles, mas a de Deus.

De acordo com o texto citado anteriormente as escrituras sagradas foram inspiradas pelo Espírito Santo de Deus, mas será que realmente todas as escrituras foram inspiradas por Deus? Diz o apóstolo Paulo: ”Toda escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, corrigir, instruir em justiça para que o homem seja habilitado para toda boa obra” (II Timóteo no capítulo 3:16). Portanto não é apenas uma parte da Bíblia que é inspirada por Deus, mas toda, ou seja, do Gênese ao Apocalipse.

É importante entender que foram os homens que escreveram a Bíblia sagrada e não Deus. Ele apenas os inspirou.

 Existem apenas duas partes das escrituras que foram o próprio Deus que as escreveu. A primeira delas foi os Dez mandamentos, a quem O eterno escreveu com suas próprias mãos.  “E voltou Moisés, e desceu do monte, com as duas tábuas do testemunho na sua mão, tábuas escritas de ambas as bandas; de uma e de outra banda estavam escritas. E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas.” (Êxodo 32:15,16).

Outra parte é a que está escrita em Daniel 5:5. “Na mesma hora, apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na estucada parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo.” Neste texto estava escrito: Menen, Menen Tequel e Ufarzin, que significa: pesado fostes na balança e achado em falta. Portanto, o texto: Menen, Menen Tequel e Ufarzin, foi outro texto escrito pelo próprio Deus.

O restante das Escrituras foi escrito pelos homens, mas sob a inspiração do Espírito de Deus. Todavia é importante entender que não foram homens quaisquer que as escreveram, e sim homens santos de Deus, ou seja, homens separados por Deus para esse ministério.

Na idade média a Escritura Sagrada foi o livro mais perseguido. Muitas pessoas até perderam a vida por possuí-la em suas casas. No Brasil um religioso chamado Júlio Maria Lombarde, autorizado pela igreja mãe juntou quantas Bíblias pode e as queimou na rua. Na revolução francesa a Bíblia foi um dos livros a ser queimado em praça pública.

Robespier um dos líderes revolucionários chegou a dizer que em pouco tempo, Deus seria apagado da mente humana. Hoje a casa desse filósofo se tornou deposito de Bíblias. Isso prova que a sua maléfica profecia não se cumpriu, pois Deus zela por sua palavra.

Hoje a Bíblia é o segundo livro mais vendido e o primeiro mais possuído, infelizmente é o livro menos lido. É verdade que existem milhões de pessoas que lêem esse maravilhoso livro, mas com objetivos errados. Muitos o lêem como objetivo de questioná-lo. Outros com objetivo de justificar suas próprias crenças. Existem também pessoas que estudam a Bíblia com objetivo de combater pessoas de denominações diferentes da sua ou que pensam diferente. Também existem pessoas que lêem a Bíblia porque são pregadores e precisam ter conteúdo para pregar, mas não estudam para a edificação espiritual.

E qual deve ser o correto objetivo da leitura Bíblica? Disse Jesus: “Examinais as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna e são elas mesmas que testificam de mim.” (S. João 5:39). Deve-se estudar esse livro sagrado com o objetivo de encontrar nele a vida eterna. Mas o que significa vida eterna? Será que a pessoa que estuda a Bíblia irá ficar imortal? Claro que não é isso que Jesus queria dizer. Na verdade vida eterna é uma vida sem fim, mas ninguém irá ficar imortal só porque lê a Bíblia. O que o autor quer dizer é que, deve-se estudar esse santo livro com o objetivo de encontrar e conhecer a Deus. Leia a Bíblia para ser sábio. Creia nela para ser salvo; viva seus ensinos para ser santo. Pela graça de Cristo, isto é possível fazer e alcançar, pois ela nos conduz a Ele. (João 5:39; Atos 16:31).

Quando fizer isso estará lendo esse livro da forma correta. E ele garante que todos os que estudarem a Bíblia da forma certa, ou seja, com o objetivo de ter um encontro com Deus, terão no mundo porvir a vida eterna.

Mas além da garantia de vida eterna no porvir para todos os que estudam esse livro da forma certa, existem outras bênçãos desfrutadas pelos fieis leitores do livro sagrado. Uma delas é a verdadeira paz. Disse o salmista: “Grande paz têm os que amam a tua lei e para ele não há tropeço” (Salmos 119: 165). Todos aqueles que fazem das escrituras sagradas seu guia, são pessoas de genuína paz.

 

AS BÊNÇÃOS RESULTANTES DA LEITURA DA BÍBLIA

 

Como agente educador, a Bíblia não tem igual. Não há nada que amplie a visão, fortaleça a mente, eleve os pensamentos e enobreça as afeições como o estudo das sublimes e estupendas verdades da revelação. O conhecimento de seus princípios é preparação essencial para toda vocação. À medida que é estudada e seus ensinos recebidos, fortalecem-se o caráter, as ambições nobres, a acuidade de percepção e o são juízo de Deus. De todos os livros, nenhum contém, como a Bíblia, lições tão instrutivas, preceitos tão puros, nem tão grandiosas promessas.

Como guia, a Bíblia não tem rival. Dá paz tranqüila ao que crê e firme esperança no futuro. Resolve os grandes problemas da vida e do destino, e inspira um viver de pureza, paciência e piedade.

 Existe outra benção no estudo das Escrituras. Ela através de Deus tem o poder de transformar vidas. Nenhum outro livro tem o poder de transformação.

O livro “Origem das espécies” de Darwin é um dos livros mais estudado e falado no mundo contemporâneo, mas nunca se ouviu dizer que alguém teve a vida transformada em função da leitura dele. Outro livro muito conhecido e respeitado no meio das pessoas de saber foi “O Capital”, de Marx, todavia nunca se ouviu falar que um bandido deixou sua vida de crimes após a leitura desse livro.

Aportou certa vez na ilha Fiji um jornalista ateu, cheio de teorias evolucionistas. Ali encontrando-se com alguns fijianos cristãos, começou a desmerecer as escrituras sagradas e sua fé na mesma, jactando-se de ser ele incrédulo. Respondeu um humilde nativo:

- Vê o senhor aquele velho forno? Disse o fijiano. Ali era onde assávamos carne humana. Se não fosse o evangelho e esse livro que nos ensinou a amar o próximo, talvez a estas horas o senhor já teria sido assado em um desses fornos.

Por isso mesmo diz o salmista: "Maravilhosos são os teus testemunhos". A Bíblia tem feito maravilhas no mundo. O evangelho tem transformado os moradores do nosso planeta. Mais uma vez sejamos gratos a Deus por esta bênção tão maravilhosa, que nos concedeu. 

Existe uma falsa ideologia de que a Bíblia é um livro para ser lido por pessoas ignorantes, mas isso é uma conjetura falsa, pois homens de muito saber do passado e presente se deleitaram com a leitura dela. Entre eles pode-se citar o grande físico Newton, autor das três leis que levam o seu nome. Ele foi um assíduo leitor da Bíblia e por causa disso escreveu várias obras sobre o livro de Daniel, de muita importância para a sua época e também para hoje. Outro nome de reconhecimento mundial foi o grande cientista Louis Pasteur. Ele também foi um assíduo estudante da Bíblia sagrada.

Deve-se atentar para um detalhe muito importante com respeito à leitura da Bíblia. Mesmo sendo o livro mais possuído, também é o livro menos compreendido.  Qual seria a razão dessa tão pouca compreensão?

Em primeiro lugar o livro sagrado pode ser feito de papel, tinta, couro e outros materiais, mas o seu entendimento é diferente dos demais livros publicados. Esse livro trata de coisas espirituais e coisas espirituais se entendem de maneira espiritual. Não é uma simples leitura que trará um entendimento da vontade de Deus.

Para se entender e descobrir qual é a vontade de Deus expressa nesse livro, é necessário seguir alguns princípios, sem os quais, não haveria como entendê-lo.

 

COM ENTENDER A BÍBLIA

 

O primeiro princípio é: nunca estude esse livro como se fosse um livro qualquer. Saiba que nele está expressa a vontade de Deus. Mas não se descobrirá a vontade de Deus simplesmente lendo-o. É necessário que se estude com oração. São de Jesus as seguintes palavras: ”Tudo o que pedirdes em oração, crendo o recebereis (Mateus 21:22). Portanto, antes de estudar esse livro conscientize-se de que está lendo um livro que trata de verdades e valores eternos. Por isso fale com Deus antes de abrir o sagrado livro. Diga que quer ouvir a voz divina. Peça que esclareça a sua palavra. Se nesse momento você for sincero e crer nas palavras de Jesus, com certeza que sua petição será atendida e a leitura da Bíblia não será uma simples leitura, mas uma revelação da vontade divina.

Deve-se buscar auxilio do Espírito Santo. (João 16 :13 e João 14 :26). "O verdadeiro conhecimento da Bíblia só pode ser alcançado mediante o auxílio daquele pelo qual a Palavra foi dada." –  Educação, 189.

"Sem a guia do Espírito Santo estamos continuamente sujeitos à torcer as Escrituras ou interpretá-las erradamente". TS 2 :309.

O segundo principio é: estude com humildade. São de Jesus as seguintes palavras: bem-aventurado os humildes porque deles é o reino de Deus (Mateus 5:2). Portanto, na hora que for ler a Bíblia faça de forma humilde. Reconheça que você não sabe nada e que irá aprender com o maior professor do universo, que é o próprio Deus. Não estude a Bíblia como se você fosse um experte no assunto. Mesmo conhecendo bem um texto, entenda que sempre haverá novas mensagens a serem descobertas nele. Portanto, esteja disposto a ouvir a voz divina e mais disposto ainda a praticar os ensinamentos apresentados, mesmo que a mensagem seja desagradável. Entenda que a humildade é a chave para a compreensão das verdades divinas.

O terceiro princípio é: estude a Bíblia comparando os textos. Em Isaias 28:10 reza que é mandamento sobre mandamento, que é um pouco aqui e um pouco ali. Isso significa que o que está escrito em um texto, também está escrito em outro texto, porém com palavras diferentes. Se você quer entender um assunto, não estude um texto isoladamente. Deve estudar vários textos que falam do mesmo assunto e compará-los. Se você quer entender um texto, leia o texto anterior, depois o posterior. Se mesmo assim não entendeu, busque os textos que falem do mesmo assunto e estude-os com humildade e oração. "No estudo diário, o método de estudar versículo por versículo, é muitas vezes o mais eficaz. Tome o estudante um versículo e concentre nele o espírito em descobrir o pensamento que Deus ali pôs para ele. . ."( – Educação, pág. 188).

 E o quarto princípio é: estude a Bíblia sem pressa. “Bem pouco beneficio se tira de uma leitura apressada das escrituras. Poder-se-á ler a Bíblia inteira e contudo deixar de reconhecer-lhe a beleza ou compreender-lhe o sentido profundo e oculto. Uma passagem que se estuda até que seu sentido seja claro ao espírito, e evidente sua relação para com o plano da salvação, é de maior valor que a leitura de muitos capítulos sem ter em vista nenhuma instrução positiva.”

Nunca examine as escrituras com o objetivo de defender seu ponto de vista. Estude-a com o coração aberto, disposto a aceitar a mensagem de Deus quer seja agradável ou não. Decida a pôr em prática os ensinamentos sagrados não importando se os mesmos não estão de acordo com o seu ponto de vista. Entenda que na Bíblia estão os conhecimentos que tratam das realidades eternas, que deveriam ser de interesse de toda humanidade. Não terá valor algum estudar o livro sagrado pensando apenas em adquirir conhecimento, se não estiver disposto a praticá-lo. No livro do apocalipse no capítulo 1: 3 existe um texto que confirma o que estou falando. Lá diz: ”Bem-aventurado aquele que lê, os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nelas estão escritas; porque o tempo está próximo.” Portanto caro leitor, é importante entender a palavra de Deus, mas é mais importante ainda praticar o que nela está escrito.

E o quinto e último principio é: Estude diariamente. (Atos 17:11).

"Penaliza-me os homens que não lêem a Bíblia diariamente". Presidente Wilson. A leitura da Bíblia deve ter a primazia no início e no fim de cada dia. A melhor hora do dia é a parte da manhã. (Mat. 6 :33).

 

O VERDADEIRO OBJETIVO DO ESTUDA DA BÍBLIA

 

É admirável saber que tudo o que foi escrito nas Escrituras foi escrito com um objetivo e está relacionado com a nossa salvação. Existem passagens que podem até parecer sem importância ou desatualizadas, mas saiba que todas elas têm valor, pois do contrário, não estariam na Bíblia. As Escrituras são de significado e valor eterno. A sua utilidade e durabilidade não está resumida à uma época, local ou a uma vida neste planeta. Diz a palavra de Deus: “Seca-se a erva e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.” (Isaias 40:8). Isso nos leva a entender que a palavra de Deus durará eternamente.       

Como já vimos, a Bíblia sagrada foi e ainda é um livro lido por muitos vultos importantes da humanidade. Ela mesma fala de pessoas que deram muito valor a sua leitura. O patriarca Jó afirma: ”dos preceitos dos teus lábios nunca me apartei, as palavras da tua boca guardei mais que o meu alimento.” (Jô 23:12). O Rei Davi chegou afirmar que a Bíblia era para ele como uma lâmpada que iluminava seu caminho. Ele diz no livro de salmos capítulo 119:105: “lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho”.

Então caro leitor. Depois de todos estes exemplos, creio que você compreendeu o que é realmente a Bíblia e qual o seu verdadeiro valor para a humanidade. Ela é o guia para uma vida feliz.

Trata-se de um livro que pode transformar vidas pelo poder de Deus. E ele pode transformar a tua vida também. Basta que você permita.

Se já tem esse livro em sua casa, comece a lê-lo todos os dias seguindo as orientações dadas neste blog, que com certeza você logo será muito feliz.

Se ainda não o tem. Adquira-o, comece a estudá-lo e a pôr em pratica os seus ensinos que assim você será muito feliz.

Lembre-se: “Bem - aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:3).

 

Referencias

WHITE, Hellen. Educação. CPB, Tatuí, 2010.

O maior acontecimento sobrenatural da história

       

Neste nosso planeta temos presenciado eventos que têm chamado muito a atenção dos habitantes deste mundo. Temos visto terremotos, maremotos, guerras, furacões, inundações, secas etc. Mas, nenhum deles irá chamar mais a atenção que o retorno de nosso Senhor Jesus Cristo.

Com respeito a esse acontecimento, pode-se até pensar que a divulgação dele é coisa recente, mas isso não é verdade. Pessoas que pertenceram às primeiras gerações de habitantes deste planeta já falaram a respeito da segunda vinda de Jesus. Entre elas podemos citar Enoque, o sétimo depois de Adão. Ele afirmou que um dia o nosso Senhor viria com seus milhares de anjos. “E destes profetizou, também, Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor, com milhares dos seus santos, Para fazer juízo contra todos e condenar, de entre eles, todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele..” (Judas 14).

Pela leitura do texto pode-se observar que essa vinda a que o patriarca se refere, não é a primeira, que foi para salvar a humanidade, mas sim, a segunda, onde virá buscar os que aceitarem a salvação.

Antes de ir para o céu Jesus se importou em falar a respeito de sua vinda. E são Dele estas palavras: “Não se turbe o vosso coração: credes em Deus, crede, também, em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós, também.“ (São 14:1-3).

 

OBJETIVOS DA VINDA DE JESUS

 

1° objetivo: Juntar os escolhidos.

 “E logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos, com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos, desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mateus 24:29-31). Este texto trata da vinda de Jesus, onde Ele a chama de vinda do filho do homem e já mostra os objetivos da vinda do grande rei da glória. De acordo com o verso trinta do mesmo capítulo, a vinda de Jesus tem como objetivo juntar os seus escolhidos.”E ele enviará os seus anjos, com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos, desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” Observe que o texto diz que os anjos juntarão os escolhidos, mas isso não significa que juntarão para deixá-los aqui, mas para levá-los com Jesus.

 

2° objetivo: Separar justos dos injustos

 

 “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos do meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado, desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.” (Mateus 25:31- 36).

Na segunda vinda de Jesus Ele irá separar os seus escolhidos dos injustos. Será nesse momento que se saberá quem é realmente filho da luz, ou filho das trevas. Quem fielmente serviu a Deus ou ao príncipe do mal. Nesse dia não haverá meio termo.

Da mesma forma como um pastor de ovelhas separa as ovelhas dos bodes, assim Deus separará os seus verdadeiros filhos dos filhos do Diabo.

Assim se entende que pela vinda de Jesus será separada a escória do ouro, ou seja, os fieis dos infiéis. Afinal de contas essa é uma das finalidades da vinda de Jesus.

 

3° objetivo: Levá-los para o reino de Deus

 

 “E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós, também.” (São João 14:3)

Este texto é bastante claro quando diz que Jesus virá para buscar os seus escolhidos. Ele diz: ”e vos levarei para mim mesmo.” Observe que Jesus fala em levar os seus escolhidos para estar com ele.

É verdade que existem doutrinas errôneas que contrariam este ensino. Existem religiosos que acreditam que Jesus virá ou até que já veio, mas com objetivo diferente do que acabamos de ver nas escrituras sagradas. Mas eu conclamo a você leitor a acreditar nas Escrituras Sagradas somente, e em nada mais.

Portanto, a segunda vinda de Jesus não será apenas um passeio do filho de Deus ao planeta, mas uma libertação total do pecado. Ele virá para buscar os seus filhos.

Resumindo podemos afirmar que os objetivos básicos da vinda de Jesus são:

  • Juntar os seus escolhidos.
  • Separar os justos dos injustos.
  • Levar os salvos para o seu reino.

 

         No meio evangélico também existe a tese de que antes da volta de Jesus haverá um arrebatamento secreto que tem como objetivo, levar os salvos para o céu. Durante esse período que os salvos estiverem no céu, surgirá aqui na terra, o “anti-cristo” que reinará por sete anos e perseguirá os santos do altíssimo, e é no final desses sete anos que acontecerá a vinda de Jesus que terá como objetivo: vencer o anti-cristo. Outra tese defendida por essa escola teológica é a de que nesse período de sete anos, os ímpios terão uma segunda oportunidade de se arrependerem.

         Quero que entenda a razão para não aceitarmos essa crença é que: se Deus vai dar uma segunda chance para esses ímpios, Ele estará sendo injusto com os demais ímpios que morreram em outras épocas e não tiveram uma segunda oportunidade.

Outra razão para repugnarmos esta doutrina é que ela reza que o anti-cristo perseguirá o santos. Mas observe bem, os santos não foram levados para o céu pelo arrebatamento secreto, como poderão ser perseguidos aqui nesta terra? A não ser que esses “santos” sejam os que se apostaram, todavia isso não faz sentido. Se eles se apostaram é porque não são santos. Vejamos a definição bíblica de santos. ”Aqui está a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”(Apocalipse 14:12). De acordo com a Bíblia sagrada santos são os que guardam os mandamentos de Jesus e não os apostatados.

Os defensores desta doutrina usam a profecia das setenta semanas para justificar este ensino. É por isso que recomendo que estude as lições adicionais para melhor compreender o que o texto das setenta semanas quer realmente dizer. Você verá que a mesma trata de acontecimentos relacionados à primeira vinda de Jesus e não a respeito da segunda vinda. Portanto, no final desse curso, não deixe de ouvir as lições adicionais.

Outra doutrina é a que, Jesus já voltou em 1914 de forma invisível e que está reinando com seus filhos aqui nesta terra. Entretanto, não existem fundamentos bíblicos para este ensinamento.

 

COMO SERÁ A VINDA DE JESUS?

 

1° Característica: Visível.

 

          “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”.  (Apocalipse 1:7). Este verso enfatiza com clareza que a segunda vinda de Jesus será visível, pois todos os olhos o verão, até mesmo aqueles que o traspassaram. Você pode perguntar: como poderão aqueles que o mataram vê-lo voltar, se agora eles estão mortos? Se as Escrituras dizem que eles O verão, isso significa que antes da segunda vinda esses terríveis homens maus, ressuscitarão para ver o rosto daquele de quem eles zombaram. Eles ressuscitarão para a vergonha eterna. São de Jesus as seguintes palavras: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação.” (São João 5:29).

Portanto, uma das características da vinda de Jesus será a visibilidade. Todo olho verá.

Pode-se perguntar: Se Jesus vier pelo pólo norte, como poderá uma pessoa que está no pólo sul vê-lo? Para responder a esta sua indagação se deverá responder a outras perguntas também muito importantes como estas: Como poderá uma pessoa que perdeu a vida há dois mil anos voltar a viver? Como poderá uma pessoa que morreu comida por animais selvagens viver novamente? Como poderá viver novamente uma pessoa que foi queimada e suas cinzas espalhadas por varias partes do mundo?

É bom entender que existem coisas impossíveis para o homem, mas não para Deus.  Deus tem poder para ficar visível em toda e qualquer parte do universo ao mesmo tempo. Saiba que existem limitações apenas para o homem, mas não para Deus. O importante é entender que Jesus pela sua segunda vinda a este mundo e pelo seu poder, se fará visível a todos. Ele possui um atributo chamado onipresença, que estudará sobre ela mais adiante.

 

2° Característica: Poder e glória

 

 “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.” Observe que: “...todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu.” (Mateus 24:30).

A segunda vinda de Jesus não será de forma silenciosa e desapercebida.  Ela será com grande poder e muita glória. Seria impossível que todos os povos da terra não vejam esse acontecimento. Todas as pessoas que estiverem vivas na face da terra observarão esse tremendo acontecimento, ou seja, verão a Jesus vindo nas nuvens do céu.

 

3° Característica: Corpórea.

 

“E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o aos seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões, vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que de entre vós foi recebido em cima, no céu, há de vir, assim, como para o céu o vistes ir.”(Atos 1:9 -11).

Jesus antes de ir para o céu comeu peixe com os discípulos. “E não o crendo eles ainda, por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa de comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado e um favo de mel. O que ele tomou e comeu diante deles.”(Lucas 24:41- 43). Observe que se Jesus comeu peixe, era porque ele tinha corpo e carne como todos nós. E foi desta forma que ele foi ao céu. Ele foi em corpo. E de acordo com os dois varões, ou seja, os dois anjos que se apresentaram aos discípulos no dia ascensão de Jesus, ele virá da mesma forma que foi para o céu, ou seja, em corpo.

Portanto, Ele não virá em espírito como muitos crêem, mas em corpo.

Resumindo, a vinda de Jesus terá as seguintes características: será visível, em poder e glória e em corpo.

Pelo período da vinda de Jesus outro fenômeno espetacular acontecerá. Todos aqueles que morreram em Cristo ressuscitarão. “Porque o mesmo Senhor descerá do céu, com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” (II Tessalonicenses 4:15-17). É interessante notar que os que estiverem vivendo em Cristo, serão arrebatados juntamente com todos os que foram ressuscitados, para encontrar com o Senhor nos ares.

É interessante que a ressurreição também será um fenômeno sobrenatural. Até hoje, na história da humanidade, nunca houve um caso de ressurreição que não tenha sido por um milagre. A Bíblia conta alguns casos de ressurreição, tanto na época do velho testamento, quanto na do novo, mas todas elas foram frutos do poder divino.

Todavia existe uma grande diferença entre as ressurreições passadas, mencionadas na Bíblia e a grande ressurreição também por ela mencionada, que acontecerá no dia da vinda de Cristo. Nas ressurreições do passado, as pessoas foram ressuscitadas, mas morreram depois de alguns anos, enquanto que na ressurreição que acontecerá pelo período da vinda de Jesus, os ressuscitados em Cristo nunca mais morrerão. Mas, somente os ressuscitados em Cristo.

Algo fabuloso também acontecerá no dia da vinda de Jesus. Tanto os salvos ressuscitados quanto os salvos que estiverem vivos quando Jesus voltar, serão transformados. “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto, que é corruptível, se revista da incorruptibilidade, e que isto, que é mortal, se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.” (I Coríntios 15:51-54).

Este texto mostra que as pessoas que estiverem mortas em Cristo, ressuscitarão transformadas ou seja, perfeitas. Mesmo que essas pessoas quando em vida não tivesse defeitos físicos, mas por natureza elas eram imperfeitas, pois eram pecadoras e propensas ao mal. De alguma forma tinham alguma deficiência. Mas na vinda de Cristo elas ressuscitarão com um corpo incorruptível, ou seja, perfeito.

A mesma coisa acontecerá com os que estiverem vivos em Cristo por essa ocasião. Eles serão transformados num abrir e fechar de olhos. Aqueles que tiverem defeito físico serão transformados. Aqueles que não tiverem defeitos físicos, também terão seus corpos corruptíveis transformados em incorruptíveis.

E quanto àqueles que estiverem mortos, porém sem Cristo, naquele dia, o que acontecerá com eles? “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram.” (Apocalipse 20:5).

Quanto às pessoas que durante todas as suas vidas não se importaram com as coisas de Deus, e nem em fazer a vontade de Deus, terão uma grande decepção. “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Apocalipse 6:15-17). Essas pessoas sem exceção, ricos, pobres, livres, poderosos, sem poder etc.., terão a oportunidade de se deparar com aquele de quem tanto zombaram. Quem sabe não zombaram de forma direta, mas fizeram de forma indireta.

É bom entender que todas as vezes que professamos servir ou temer a Deus, mas fazemos de forma que desonra o Seu nome, estamos zombando de Deus.

É comum se ver milhares de pessoas em época de natal comemorar o nascimento do filho de Deus, fazendo exatamente aquilo que desagrada ao Criador. Outros nos dias de semana santa dizem estar comemorando a morte e ressurreição de Jesus, mas fazem coisas que desagradam a Jesus. Todas estas pessoas querendo ou não, estão zombando do filho de Deus.

No dia da vinda de Cristo essas pessoas sairão com medo pedindo aos rochedos que caiam sobre elas e os escondam do rosto daquele que está sentado no trono e da ira do cordeiro. Mas eles não terão esse tipo de morte. Eles serão obrigados a ver o rosto daquele de quem tanto zombaram. E você pode indagar: E o que acontecerá em seguida com eles? “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda.” (II Tessalonicenses 2:8). Entende-se que após os ímpios contemplarem contra a vontade o rosto daquele de quem tanto zombaram, eles serão derretidos pela glória do filho de Deus.

Mas, não sucederá assim com aqueles que estiverem preparados para a segunda vinda de Jesus. “E, naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará: este é o Senhor, a quem aguardávamos: na sua salvação, gozaremos e nos alegraremos” (Isaias 25:9). Portanto, os salvos ao contrário dos ímpios, receberão a Jesus com grande regozijo, pois afinal de contas se prepararam a vida inteira para esse evento.

O apóstolo Paulo nos traz uma grande mensagem a esse respeito. “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” (I Tessalonicenses 4:18).

Caro leitor. Depois de fazer este estudo sobre esse extraordinário acontecimento denominado de volta de Jesus, como você gostaria de estar naquele dia, preparado ou despreparado? De que maneira você quer receber a Jesus, com regozijo, de braços abertos ou você prefere sair correndo com medo, juntamente com os outros ímpios procurando a morte?

Que depois deste estudo você possa se decidir em se preparar para estar entre os santos quando Jesus voltar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mil anos de paz

Na lição anterior aprendemos um pouco sobre a vinda de Jesus. Aprendemos que Jesus virá de forma visível, em glória, acompanhado de milhões de anjos e em corpo.

Também nessa ocasião haverá duas classes de pessoas que podem ser subdivididas em quatro classes. De forma geral haverá os salvos e perdidos. Mas, de formar mais detalhada haverá os salvos mortos e salvos vivos, perdidos mortos, e perdidos vivos.

Também estudamos que os ímpios que estiverem vivos pelo período da vinda de Jesus, serão destruídos pela glória de Deus (II Tessalonicenses 2:8). E eles permanecerão mortos durante mil anos. ”Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição.” (Apocalipse 20: 5).

Nesta lição se irá estudar o que acontecerá depois da vinda de Cristo. Jesus já terá vindo buscar a sua igreja, os salvos estarão no céu, os ímpios estarão mortos e agora, o que acontecerá em seguida ao grande acontecimento da história chamado de vinda de Jesus?

“E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos; E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois, importa que seja solto por um pouco de tempo.” (Apocalipse 20:1, 2).

Depois da vinda de Jesus Satanás estará preso por um período de mil anos. E durante esses mil anos, ele não terá como sair desse planeta. E a terra se tornará uma prisão de circunstâncias para o Diabo e seus anjos, pois não terão a quem tentar.

Quanto ao planeta terra, ele estará passando por uma situação bem diferente da que temos presenciado em nossos dias. Jeremias inspirado por Deus afirma: ”Observei a terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que homem nenhum havia e que todas as aves do céu tinham fugido. Vi, também, que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira.” (Jeremias 4:23-26).

A Terra inteira se parecerá com um deserto assolado. As ruínas das cidades e vilas destruídas pelo terremoto, árvores desarraigadas, pedras escabrosas arrojadas pelo mar ou arrancadas da própria Terra, espalham-se pela sua superfície, enquanto vastas cavernas assinalam o lugar em que as montanhas foram separadas da sua base.

            A terra durante esses mil anos se tornará um deserto. E Satanás juntamente com os seus anjos, serão os únicos habitantes deste mundo durante esse período. “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois, importa que seja solto por um pouco de tempo.” (Apocalipse 20:2, 3). Satanás ficará preso por apenas mil anos, e depois será solto, mas por pouco tempo.

“Durante mil anos Satanás vagueará de um lugar para outro na Terra desolada, para contemplar os resultados de sua rebelião contra a lei de Deus. Durante esse este tempo os seus sofrimentos serão intensos. Desde a sua queda, a sua vida de incessante atividade baniu a reflexão; agora, porém, está ele despojado de seu poder e entregue a si mesmo para contemplar a parte que desempenhou desde que a princípio se rebelou contra o governo do Céu, e para aguardar, com temor e tremor, o futuro terrível em que deverá sofrer por todo o mal que praticou, e ser punido pelos pecados que fez com que fossem cometidos.” (O Grande Conflito pág. 575).

Depois dos mil anos, Satanás sairá de sua cadeia de circunstancias, pois terá a quem tentar. Se ele (Satanás) depois dos mil anos terá a quem tentar, é porque depois desses mil anos os ímpios que estiverem mortos, ressuscitarão. “Os outros mortos não reviverão, até que os mil anos se acabem. Esta é a primeira ressurreição. Bem - aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre este, não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.” (Apocalipse 20:5, 6).

Se existirá a segunda morte é porque existirá a primeira. E se existirá a primeira ressurreição, é porque existirá a segunda. Disse Jesus: ”Não vos maravilheis disto; porque vem à hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação.” (São João 5:28,29).

Jesus fala de duas ressurreições; a dos justos e a dos ímpios, todavia, elas não acontecerão na mesma ocasião. Haverá uma distanciação de mil anos entre uma e outra. Os que fizeram o bem, ou seja, os que serviram a Deus e morreram antes de Jesus voltar, ressuscitarão por ocasião da volta Dele, enquanto que os que fizeram o mal, ou seja, não serviram a Deus, ressuscitarão depois dos mil anos para receberem a sentença final.

Os que participarem da primeira ressurreição serão bem-aventurados, ou seja felizes, isso nos faz entender que a primeira ressurreição é a dos salvos também chamados de santos, que acontecerá pela vinda de Jesus.”Porque o mesmo Senhor descerá do céu, com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.” (II Tessalonicenses 4:16, 17).

A segunda ressurreição é a dos ímpios, que acontecerá depois dos mil anos. Será em função dessa ressurreição que Satanás será solto de sua prisão, pois a partir daí ele terá a quem tentar.

Quanto a primeira e a segunda morte, se deve entender que a primeira morte é morte física, que nem sempre os santos estão livres dela. A morte física para ser bem claro, é aquela que acontece como conseqüência da velhice, doenças, acidentes e até mesmo a morte dos ímpios causada pelo resplendor da vinda de Jesus. A segunda morte é a morte eterna. Passarão por ela os que tiverem rejeitado a Cristo, ou seja, os perdidos. Esses passarão pela primeira morte, que é a morte física e depois dos mil anos ressuscitarão e finalmente receberão a condenação eterna, ou seja, a segunda morte.

A primeira morte acontecerá antes dos mil anos, enquanto que a segunda morte acontecerá somente depois que esses mil anos se passarem.

O que acontecerá com Satanás depois dos mil anos? ”E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gog e Magog, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.” (Apocalipse 20:7,8). Depois dos mil anos Satanás sairá a enganar os ímpios ressuscitados e os juntará para uma grande batalha contra os santos. Mas esse será o assunto da próxima lição.

            Caro leitor. No estudo desta lição você aprendeu que depois da vinda de Jesus haverá mil anos entre a primeira ressurreição e a segunda. Nessa ocasião os ímpios estarão mortos, os salvos estarão no céu e Satanás preso nesta terra. Onde você pretende passar estes mil anos, no céu reinando com Cristo, ou aqui na terra juntamente com o diabo e seus anjos? Você gostaria de se preparar desde já para estar com Jesus no céu durante estes mil anos?

 

 Referencias

 

WHITE, Hellen Good. O Grande Conflito. CPB, Tatuí, SP, 2010.

 

 

 

Um paraíso na terra

Na lição anterior vimos que depois dos mil anos, Cristo descerá dos céus juntamente com os seus santos que terá reinado com Ele. 

Os ímpios serão ressuscitados e por causa disso Satanás será solto de sua prisão. Ele sairá a fazer o que lhe é próprio, que é enganar. Enganará as nações novamente e as juntará para pelejar contra o exercito de Deus e também para tomar a cidade santa que terá vindo do céu com Jesus com seus escolhidos depois dos mil anos.
Mas no momento do ataque, cairá fogo dos céus e destruirá Satanás, seus anjos e todos os ímpios.
O fogo que queimar os ímpios, refinará a Terra. Toda marca de maldição será removida. Apenas uma lembrança permanecerá: nosso salvador sempre levará os sinais de Sua crucifixão. Em Suas mãos e pés, estarão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou. “Se alguém lhe perguntar: “Que feridas são essas nas tuas mãos?”, responderá ele: “São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos.” (Zacarias 13:6).
”São sinais de humilhação, mas são também a Sua mais elevada honra e através da eternidade os ferimentos do Calvário Lhe proclamarão o louvor e declararão o poder.” (O Grande Conflito pág. 678).
Como será esse paraíso? Os que estiverem preparados para a vinda de Jesus não serão totalmente ignorantes com respeito à morada celestial. Contudo, "as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que O amam". (I Cor. 2:9). Ser humano algum terá palavras adequadas para descrever a recompensa dos justos, pois o espírito finito enquanto estiver nesta terra, não poderá em sua totalidade, compreender a glória do Paraíso de Deus.
Esse paraíso será a realização do sonho de Deus para todos os seus filhos. Nele haverá a árvore da vida que produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações (Apocalipse 22:2).
Nele "O meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso." (Isaías 32:18).
"E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniqüidade." (Isaias. 33:24).
Deus habitará com os salvos. "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus." (Apocalipse. 21:3).
“Na cidade de Deus "não haverá noite". Ninguém necessitará ou desejará descanso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos a frescor da manhã, e sempre estaremos longe de seu termo. "Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia." (Apocalipse. 22:5). A luz do Sol será sobrepujada por um brilho que não é ofuscante e, contudo, suplanta incomensuravelmente o fulgor de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independentemente do Sol.
"Nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus todo-poderoso, e o Cordeiro." Apocalipse. 21:22. O povo de Deus terá o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. (I Coríntios. 13:12).
Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de separação. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.” (O grande Conflito pág. 678).
Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.
Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.
E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprenderem os homens acerca de Deus, mais Lhe admirarão o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor.
“O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro estará purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibrará por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor.” (O grande Conflito pág. 678).
Teremos um novo reino com uma nova capital que se chama nova Jerusalém. Você pode confirmar esta assertiva em apocalipse 21:9, 10 que reza “E veio um dos sete anjos, que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me, em espírito, a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.”
Essa capital será perfeita, pois será projetada e construída pelo próprio Deus. “Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.” (Hebreus 11:10).
Sendo a capital do novo reino construída pelo próprio Deus, será feita do melhor material que se possa imaginar. “E a fábrica do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro. E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedónia; o quarto, esmeralda; O quinto, sardónica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, ametista. E as doze portas eram doze pérolas: cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente.” (Apocalipse 21:18 – 21). No reino de Deus não teremos problemas com o ouro ou qualquer tipo de pedras preciosas, pois a cidade santa será constituída dos metais e pedras mais preciosos que se possa idealizar.
Hoje vivemos em um mundo onde a corrupção prevalece. Não se sabe quem é honesto ou desonesto. A mentira é a arma mais usada por pessoas que detém o poder. A injustiça e a desonestidade reinam de forma abundante. Mas nós podemos ter certeza de que no reino de Deus tudo será diferente, pois não teremos um governo qualquer, pois Jesus será o nosso governo supremo e Ele é honesto e justo. “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve, no céu, grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser do nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”. (Apocalipse 11:15).
É importante saber que coisas ruins não haverá nessa cidade ou seja, no novo reino, pois “Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21:4).
Quando Deus tirou os filhos de Israel do Egito e os conduziu pelo deserto, não os prometeu levá-los a uma terra de utopia, mas a uma realidade que eles comprovaram quando entraram naquela terra prometida. Na verdade era uma terra que manava leite e mel.
Deus também está tirando um povo do pecado e os está conduzindo-os por um deserto de dificuldade até chegar em um paraíso sem fim. Trata-se de uma realidade e não de uma fantasia. Não será um paraíso abstrato, mas real. O profeta Isaias afirma que: “morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca do áspide, e o já desmamado meterá a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”. (Isaias 11:6 – 9).
Todavia é importante saber que não entrarão nesse reino “os tímidos, os descrentes, os abomináveis, os homicidas, os devassos, os feiticeiros, os idólatras, e a todos os mentirosos.” (Apocalipse 21:8).
É também interessante também entender que existe uma condição para morar na nova terra. Somente poderão entrar neste novo reino aqueles que tiverem seus nomes escritos no livro da vida. (Apocalipse 21:27).
Também será maravilhoso habitar nessa cidade, pois nela os salvos terão a companhia do próprio Deus. E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão; E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome. E ali não haverá mais noite e não necessitarão de lâmpada, nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia; e reinarão para todo o sempre. (Apocalipse 22:3-5).
Mas o que precisamos ser, se queremos morar nesta santa cidade? Vejamos o que diz a Bíblia: “Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.” (Apocalipse 21:7).
Portanto, caro leitor. Se você quiser herdar todas estas coisas, deverá ser um vencedor. Vencedor do pecado, das paixões, dos prazeres, de tudo aquilo que desonra a Deus.
Você está consciente do que deve fazer para morar nesta cidade?

 

 Referencias

WHITE, Hellen Good. O Grande Conflito. CPB, Tatuí, SP, 2010.

Como falar com Deus

Antes da entrada do pecado não existia nenhuma barreira de comunicação entre Deus e o homem. Deus falava com os nossos pais da forma direta ou seja face a face. “E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia ..” (Gêneses 3:8).: 

Depois do pecado o criador ainda falava com o homem, porém já havia algumas restrições e não era mais face a face, pois o pecado criara uma barreira entre Deus e o homem. Certa vez Moisés pediu para ver a sua glória ou seja, a sua presença e o eterno disse: “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá.” (Êxodo 33:20).
Logo depois do pecado alguns homens ainda podiam ouvir a voz de Deus, mas não com muita freqüência. Como foram os casos de Noé, Abraão etc.. . Porém depois de algum tempo o pecado corrompeu tanto a humanidade que ficou muito difícil Deus se comunicar diretamente com ela. Para isso Deus precisou usar alguns instrumentos para se comunicar com seus filhos. Esses instrumentos eram chamados de profetas ou videntes. (I Samuel 9:8, 9).
Hoje nós não precisamos mais de um profeta para falar com Deus, pois podemos fazer isso nos dirigindo diretamente a Ele através de Jesus, o nosso intercessor. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, a nós, falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez, também, o mundo, O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito, por si mesmo, a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;” (Hebreus 1:2, 3).
A esse método de se dirigir a Deus através de seu filho chamamos de oração. “A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que seja necessário, a fim de tornar conhecido a Deus o que somos; mas sim para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele” (Caminho a Cristo pág. 60).
Com respeito à oração, Jesus foi o nosso maior exemplo, Ele mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações. Ele é nosso exemplo em todas as coisas. “E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.” (São Marcos 1:35). “Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte.” (São João 6:15).
Jesus aconselhou aos seus discípulos como também aconselha a nós a orarmos. Ele diz: “Vigiai e orai para que não entrei em tentação: na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41).
As orações "venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo" - saberemos o que isto significa, quando ouvirmos o relato de mártires que morreram por sua fé - "puseram em fugida os exércitos dos estranhos". (Hebreus. 11:33 e 34).
Certo dia um estudante da Universidade de Oxford, na Inglaterra, foi ter com o presidente e lhe perguntou qual a melhor garantia de uma vida de êxito no colégio e na carreira posterior. O presidente disse: "Misture um pouco de oração com tudo o que você faça, e tudo o que diga."
Deus está pronto para ouvir a oração sincera do mais humilde de Seus filhos, e contudo ainda existe oposição de nossa parte, para tornar conhecidas a Deus nossas necessidades!

CONDIÇÕES PARA QUE AS ORAÇÕES SEJAM ATENDIDAS

1° condição - Sentir necessidade de Seu auxílio. Deus prometeu: “Derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca.” (Isa. 44:3). Aos que têm fome e sede de justiça, que anelam a Deus, podem ter certeza de que suas aspirações serão satisfeitas.(São Mateus 5:6). “O coração tem de estar aberto à influência do Espírito; ao contrário não pode ser obtida a bênção de Deus” (Caminho a Cristo pág. 61). “Livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude.” (Salmos 72:12).
Nossas orações não devem ser uma solicitação egoísta, meramente para nosso próprio benefício. Devemos pedir para podermos dar. O princípio da vida de Cristo deve ser o princípio de nossa vida (WHITE, 2010). Portanto, se queremos ter nossas preces atendidas, devemos antes de tudo sentir necessidade da ajuda divina. Nenhuma pessoa que de coração foi até Jesus voltou de mãos vazias. Se quisermos ser atendidos pelo salvador, devemos ir até Ele de todo coração e teremos nossas necessidades satisfeitas.

2° condição – As orações devem ser feitas em nome de Jesus. São de Jesus as seguintes palavras: “E, tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.” (São João 14:13). Precisamos não só pedir em nome de Cristo, mas também pela inspiração do Espírito Santo. Isto explica o que significa o dito de que: "O mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis." (Rom. 8:26). Tais orações Deus Se deleita em atender. Quando proferirmos uma oração com fervor e intensidade no nome de Cristo, há nessa mesma intensidade o penhor de Deus de que Ele está prestes a atender à nossa súplica "muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos". (Efésios. 3:20).
“Orar em nome de Jesus, porém, é mais do que simplesmente mencionar-Lhe o nome no começo e fim da oração. É orar segundo o sentimento e o espírito de Jesus, ao mesmo tempo que Lhe cremos nas promessas, descansamos em Sua graça, e fazemos Suas obras.” (Caminho a Cristo pág. 65).

3° condição – Pedir com fé. Disse Jesus: “E, tudo o que pedirdes em oração, disse Jesus, crendo, o recebereis.” (São Mateus 21:22). “Devemos, porém, mostrar firme e inabalável confiança em Deus. Às vezes Ele tarda a responder para provar-nos a fé ou experimentar a sinceridade de nosso desejo. Quando surgirem perplexidades, e dificuldades vos confrontarem, não espereis auxílio de homens. Confiai inteiramente em Deus. O costume de contar as dificuldades a outros, só nos torna fracos e não lhes traz força” (WHITE 2010).
“A certeza que Ele nos dá é ampla, ilimitada; e fiel é Aquele que prometeu. Se não recebemos exatamente as coisas que pedimos e ao tempo desejado, devemos não obstante crer que o Senhor nos ouve, e que atenderá às nossas orações (Caminho a Cristo pág. 62).
“Quando nossas orações ficam aparentemente indeferidas, devemos apegar-nos à promessa; pois virá por certo a ocasião de serem atendidas, e receberemos a bênção de que mais carecemos. Mas pretender que a oração seja sempre atendida exatamente do modo e no sentido particular que desejamos, é presunção. Deus é muito sábio para errar, e bom demais para reter qualquer benefício dos que andam sinceramente. Não receeis, pois, confiar nEle, ainda que não vejais a resposta imediata às vossas orações.”(Caminho a Cristo pág. 62).

4° condição – Pedir bem. Existem situações em que nossas orações deixam de ser atendida porque pedimos mal? Com certeza que sim. Diz o apóstolo Tiago: “Cobiçais, e nada tendes; sois invejosos, e cobiçosos, e não podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque nada pedis; Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”. (Tiago 4:2, 3).
Necessitamos verdadeiramente daquilo que estamos pedindo? É alguma coisa necessária, ou apenas desejamos aquilo? Queremos pedir somente para nossa própria satisfação, ou para nosso bem individual?
Às vezes, quando pedimos alguma coisa, o papai e a mamãe nos dão o que desejamos; outras vezes, não. O mesmo acontece com nosso Pai celestial. Algumas vezes. Ele diz: "Sim, meu filho." Outras vezes Ele diz: "Não tal coisa não é para seu bem." Mas sempre responde. Pode ser que a resposta seja "Não" quando queremos que seja "Sim".
Nosso Pai, que sabe muito bem o que serve para nosso bem, dará sempre a melhor resposta. Ele nos ama muito ternamente e deseja que sempre recebamos que for melhor. Talvez nem sempre pensemos que uma coisa seja a melhor; mas, uma vez que somos Seus filhos sempre devemos dizer: "Seja feita Tua vontade".
Certa vez uma mulher pobre se mudou para o interior. Era idosa, sem nenhum parente e se achava cansada. Um dia, ao prosseguir o navio em sua viagem, ela se sentiu bastante doente. Orou, em sua cadeira, ao Pai do Céu para lhe dar uma laranja. Então, adormeceu onde estava. Enquanto dormia, alguém lhe pôs duas laranjas no colo. Ao acordar, quão feliz se sentiu! "Como meu Pai é bom para comigo", exclamou ela, "pedi uma laranja, e Ele me deu duas! Isto é que é um Pai bondoso!"
Pedir bem é pedir de acordo com a vontade de Deus. “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (I São João 5:14). Muitas vezes temos deixado de ser atendidos por Deus porque queremos que Ele seja o nosso capacho, queremos que ele faça tudo o que queremos.
Muitos anos atrás, na Holanda, havia uma senhora pobre com seus filhos. Certo dia, nada havia para comer nem ao menos um pedacinho de pão, que seria uma bênção para as crianças famintas. Ela, então, juntou os filhos ao seu redor e, de joelhos, orou para que Deus provesse alimento. Quando se ergueram da oração, o pequenino Mário abriu a porta.
– Por que abriu a porta? – interrogou a mãe.
– A Bíblia Sagrada conta como Elias foi alimentado pelos corvos, mamãe, disse a criança. Abri a porta para que eles nos venham alimentar.
Dentro de pouco tempo o Prefeito da cidade passou pela rua. Viu a porta aberta e parou para perguntar por que havia sido deixada assim.
– Venha cá – disse ele a Mário, depois de ter ouvido a história –, você vai receber o que comer.
Levou-o até sua residência e, depois, mandou-o de volta, com muitos alimentos para todos. Não tiveram que ir dormir com fome.
O pequenino Mário e a mãe sabiam que Deus havia ouvido sua oração e lhes tinha dado aquilo de que necessitavam.
Todavia, alimentação e roupa não são tudo que precisamos. Deus responde às orações, quando estamos em perigo ou em dificuldade.
Caro leitor, Seu Pai e meu Pai nos dará o que necessitamos quando for preciso mesmo, se for para nosso bem.

5° condição – Persistência. Outra condição para Deus atender nossas preces é pedir com persistência. Jesus contou uma parábola com respeito à necessidade de persistirmos em nossas orações. “Havia, numa cidade, um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem. Havia, também, naquela mesma cidade, uma certa viúva, e ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário.
E, por algum tempo, não quis, mas, depois, disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens, todavia como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que, enfim, não volte, e me importune muito. E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça.” (Lucas 18:1-7) “Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe; Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar. Digo-vos que, ainda que se não levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que precisar. E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á: buscai, e achareis: batei, e abrir-se-vos-á;” (Lucas 11:5-9).
“Na parábola, o suplicante foi repelido várias vezes; porém não desistiu de sua intenção. Assim, nossas orações nem sempre parecem serem atendidas imediatamente; mas Cristo ensina que não devemos cessar de orar. A oração não se destina a efetuar qualquer mudança em Deus, deve elevar-nos à harmonia com Ele. Ao Lhe fazermos alguma petição, pode ver que nos é necessário examinar o coração e arrepender-nos do pecado. Por isso nos faz passar por dificuldades, provações e humilhações, para que vejamos o que impede em nós a operação do Espírito Santo.” (Parábolas de Jesus pág. 143).
“Devemos, porém, mostrar firme e inabalável confiança em Deus. Às vezes Ele tarda a responder para provar-nos a fé ou experimentar a sinceridade de nosso desejo. Havendo nós pedido em harmonia com Sua Palavra, devemos crer em Sua promessa, e insistir em nossas petições com determinação inabalável.
Deus não nos diz: Pedi uma vez, e dar-se-vos-á. Requer que peçamos. Persistir incansavelmente em oração. A súplica persistente põe o peticionário em atitude mais fervorosa, e dá-lhe maior desejo de receber o que pede. Junto ao túmulo de Lázaro, Cristo disse a Marta: "Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?" (São João 11:40).
“Muitos, porém, não possuem fé viva. Esta é a razão de não provarem mais do poder de Deus. Sua fraqueza é conseqüência da incredulidade. Têm mais fé em seu próprio recurso do que na operação de Deus por eles. Procuram guardar-se a si mesmos. Planejam e arquitetam, mas oram pouco e têm pouca confiança real em Deus. Pensam possuir fé, mas é somente o impulso do momento. Por não reconhecerem sua própria necessidade ou a voluntariedade de Deus em dar, não perseveram em apresentar perante o Senhor suas súplicas. Nossas orações devem ser tão fervorosas e persistentes, quanto a petição do amigo necessitado que solicitava os pães à meia-noite. Quanto mais sincera e perseverantemente pedirmos, tanto mais íntima será nossa união espiritual com Cristo. Receberemos maiores bênçãos, porque possuímos maior fé.” (Parábolas de Jesus pág. 146).

6° condição – Ser fiel a Deus. Diz Salomão: “O que desvia o seu ouvido de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Provérbios 28:9). Todas as dádivas são prometidas sob a condição de obediência. Deus tem um Céu cheio de bênçãos para aqueles que com Ele cooperarem. Todos quantos Lhe são obedientes podem com confiança pedir o cumprimento de Suas promessas. “Se, atendemos ainda à iniqüidade em nosso coração, se nos apegarmos a algum pecado consciente, o Senhor não nos ouvirá; mas a oração da alma penitente e contrita será sempre aceita. Depois de termos reparado todas as faltas de que temos consciência, poderemos crer que Deus atenderá às nossas petições. Nossos próprios méritos jamais nos recomendarão ao favor de Deus; é o mérito de Cristo que nos salvará, Seu sangue é que nos purificará; nós, porém, temos uma obra a fazer para cumprir as condições da aceitação.” (Caminho a Cristo pág. 62).
São do apóstolo Paulo os seguintes conselhos para a igreja de Deus no decorrer dos tempos: “Orai sem cessar.” (I Tessalonicenses 5:17).
Caro leitor. Você está disposto a orar para receber as bênçãos de Deus e vencer o pecado?

 

 

Referencias

WHITE, Hellen Good. O Grande Conflito. CPB, Tatuí, SP.
WHITE, Hellen Good. Caminho para Cristo. CPB, Tatuí, SP.

O que deve-se fazer para ser salvo?

Um dia nós nascemos, crescemos, ficamos adultos e começamos a morrer. Com os nossos filhos acontecerá à mesma coisa. Um dia eles nasceram ou ainda irão nascer, mas semelhantemente a nós, eles também irão morrer. Mas até quando as pessoas irão continuar simplesmente nascendo, crescendo e morrendo?

         Durante muito tempo os homens têm procurado explicações e soluções para a morte. Na verdade ninguém quer morrer. Mesmo que se aceite que a morte é um fenômeno certo para todos os seres humanos, ninguém gostaria de passar por ela. Bem porque o homem não foi criado para morrer.

 Hoje em dia com o desenvolvimento científico e tecnológico e com o estudo das células-tronco, o homem já sonha em fabricar células perfeitas e de alguma forma vencer as doenças e até mesmo a morte.

         O ser humano muito se assemelha a uma máquina, que com o tempo as peças vão ficando gastas e sendo substituídas por novas. Sabe-se que o serviço de manutenção concede vida ao objeto por um bom tempo, porém chega um dia em que o veículo tem que ir para o ferro velho. Ele deixa de ser útil e até mesmo de existir.

         Os órgãos do corpo humano semelhantemente a um veículo, com o tempo também vão se deteriorando. E através dos transplantes, os órgãos semelhantemente ás peças de um carro podem ser trocados, mas chegará um dia em que será impossível se manter a maquina humana viva. Ela semelhantemente aos carros terá que ir para o ferro velho, ou seja, morrer.

Mesmo que existisse um banco de órgãos que pudessem fornecer todos os órgãos que o corpo humano precisasse, e se conseguisse substituir até mesmo o cérebro, não haveria um meio de substituir a mente que também envelheceria. Isso nos leva a entender que cedo ou mais tarde o ser humano teria que morrer.

Mas qual a explicação para a morte, por que morremos? Existe alguma solução para a morte? De acordo com a Bíblia a morte é conseqüência do pecado.  Ela diz: “Por que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23). Se não existisse pecado no mundo, com certeza que também não existiria morte.

E quantos dos homens estão sujeitos a morte? O apóstolo Paulo sob a inspiração divina disse que: “todos pecaram e conseqüentemente todos estão sujeitos a morte”. (Romanos 3:23). Todos são sujeitos a morte, pois todos pecaram ou ainda irão pecar. Se todos pecaram, ou ainda irão pecar, é porque todos são pecadores.

 O homem não precisa pecar para ser um pecador, ele peca porque é um pecador, ainda que ele nunca tenha pecado como é o caso das crianças recém-nascidas. Elas não pecam, mais são pecadoras, pois não se esperaria que pecadores gerassem filhos não pecadores.

É interessante compreendermos que uma mangueira não precisa produzir mangas para ser uma mangueira. Ela produz mangas porque é uma mangueira. Mesmo sendo ainda pequena e não produza mangas, ela não deixará de ser uma mangueira.

Da mesma forma sucede com o pecador. Assim se entende que, se todos são pecadores, só se pode esperar que eles produzam pecados, e assim terão como recompensa a morte. Portanto, todos estão sujeitos a morte, e conseguintemente perdidos. Se o homem por natureza está perdido, ele precisa ser salvo.

Quando se fala em ser salvo precisa-se ser claro ao mencionar o tipo de salvação que se está enfatizando. Nesse caso se está mencionando a salvação da morte eterna. Mas esta salvação incorre na salvação primeiramente do pecado, pois ele é o responsável por todas as desgraças que existem neste planeta.

 “E ela dará a luz um filho e porá nome de Jesus, pois ele salvará seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21). O nome Jesus já tem um significado muito importante para todos nós. Simboliza que Ele é nosso salvador, pois ele nos salvará dos nossos pecados. Se Jesus viesse salvar apenas da morte, o seu sacrifício seria incompleto, pois todas as vezes que o homem pecasse se tornaria merecedor de morte. Nesse caso a morte de Cristo seria apenas paliativa, salvando apenas das conseqüências do pecado e não do pecado propriamente.

E Deus, Ele irá ficar olhando ao homem nascer, crescer e finalmente morre sem interferir? É claro que não. Disse Jesus: “Por que o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (São Lucas 19:10). Deus já interferiu enviando seu filho para morrer pela raça humana, pois essa era a única maneira de destruir o mal.

Mas o que é o pecado? Disse o apóstolo João: “Todo aquele que peca, também transgride a lei, pois o pecado é a transgressão da lei” (I São João 3:4).

Pecado é a transgressão da lei. E quais seriam os meios de vencer o pecado?

 

COMO VENCER O PECADO

 

 “Anulamos, pois a lei pela fé, de maneira nenhuma, antes cumprimos a lei” (Romanos 3:31). “Porque a lei suscita a ira, mas onde não há lei, também não há pecado”. “Porque até ao regime da lei existia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei” (Romanos 4:15, 5:13). “Justiça e direito são as bases do teu trono, graça e verdade te precedem.” (Salmos 89:14).

 1° opção – abolir a lei.         Se pecado é a transgressão da lei, no momento em que a lei fosse abolida, não existiria mais pecado, pois o próprio texto já diz que “o pecado não é levado em conta quando não há lei.” Nesse caso nem precisaria Cristo vir morrer pela raça humana, pois bastaria Deus anular a sua Santa lei e tudo estaria resolvido. Mas como vimos em Salmos 89:14, a lei de Deus é o fundamento do seu trono. Anular a lei de Deus seria derribar o alicerce do seu trono e Deus não faria isso.

 

2° opção – ofertar condições para guardá-la. Como Deus não pode abolir a sua lei, pois a mesma é à base de seu trono, a segunda opção seria a solução.

            Antes de estudarmos essa questão de guardar ou não a lei, deve-se saber qual é a natureza da lei de Deus e qual é a natureza do homem. Diz o apóstolo Paulo: “Sabemos que a lei é espiritual, eu, todavia sou carnal vendido à escravidão do pecado” (Romanos 7:14). De acordo com este texto existe um impasse entre a lei que é espiritual e o homem que é carnal. Como um homem carnal poderá cumprir uma lei que é espiritual? “Pode por acaso o etíope mudar a sua pele ou o leopardo as suas manchas? (Jeremias 13:23). Então, podereis fazer o bem (que nesse caso seria guardar a lei), estando acostumados a fazer o mal? A resposta óbvia é não. Só existe uma maneira: seria ele o homem, se transformar de um homem carnal em um homem espiritual. E essa transformação exigiria um milagre.

  Você já viu um cachorro virar gato ou vice-versa? Só se for por um milagre. Poderá um homem carnal virar espiritual? Também só se for por um milagre. Jesus chama a esse milagre de novo nascimento. São deles as seguintes palavras: “Se não nasceres de novo, não herdarás o reino de Deus” (João 3:3). A esse novo nascimento a que Jesus se refere, é o nascimento no reino de Deus, ou seja, no reino espiritual. Significa ter um novo coração ou um coração transformado. Mas o que significa ter um novo coração?

Quando os primeiros raios do Sol douravam a superfície de uma linda lagoa nas Índias Ocidentais um de nossos pastores conduzia às águas batismais um assassino confesso.

Um pastor perguntou a um guarda da prisão que estava ao seu lado:

– Acha o senhor que esse homem está de fato convertido?

– Pastor, – respondeu o guarda – posso dizer-lhe que é realmente um homem transformado. Alguns anos atrás quando foi trazido para nossa instituição, era obstinado, moroso e não queria cooperar. Hoje é pessoa completamente diversa. É prestativo, bem disposto, e faz tudo que pode para ajudar os outros presos. Se existe coisa como o novo nascimento, esse homem foi nascido de novo.

Na verdade existe uma grande necessidade de um coração transformado.

Certo senhor comprou uma casinha onde encontrou um poço com uma bomba. Quando o estava examinando, passou uma vizinha e lhe disse:

– O senhor não deve usar desta água porque é imprestável. O homem que antes morava aqui e sua família usaram-na e todos se envenenaram.

– É verdade? – disse o novo proprietário. – Mas logo arranjarei tudo isto.

Comprou tinta, pintou muito bem a bomba, tapou os buracos, ficando tudo bem bonito. Então disse para si mesmo: "Agora estou seguro de que tudo ficará bem."

No entanto, você dirá que este homem foi insensato ao crer que arrumando um pouquinho e pintando a bomba se remediaria tudo, quando a água estava envenenada.

É isto o que está fazendo o pecador. Trata de pintar e remendar sua natureza má, que sempre o inclina para o mal e lhe tem inspirado idéias torpes.

Assim como o proprietário necessitou de um novo poço para ter boa água, o pecador necessita de um novo coração para ter vida pura. – Hallock.

Paulo dá outra denominação a esse novo nascimento, ele o chama de conversão. Portanto, um homem carnal só poderá guardar uma lei que é espiritual só se for por um milagre, milagre da conversão ou seja, do novo nascimento.

E como se pode experimentar esse novo nascimento? O que realmente devemos fazer para sermos salvos? O próprio Jesus apresentou a solução. Ele disse: ”Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (São João 3:16). Portanto, para usufruirmos da salvação é necessário crer e aceitar de coração o sacrifício de Cristo.

Mas não há necessidade de obediência para sermos salvos? O apóstolo Paulo diz o seguinte: “Pela graça sois salvos, mediante a fé, isso não vem de vós, é dom de Deus. Não de obras para que ninguém se glorie”. (Efésios 2:8, 9).

Isso nos faz entender que não precisamos de obediência para nos salvar, pois se fosse assim, Jesus não precisaria vir morrer pela humanidade. Na verdade a salvação é um dom de Deus. Precisamos apenas crer nesse dom e aceitá-lo. Na verdade todos nós já nascemos com o dom da salvação, mas na maioria das vezes só estamos desenformados.

Então o que precisamos fazer para sermos salvos? Precisamos apenas aceitar esse maravilhoso dom da salvação.

Se não precisamos obedecer para sermos salvos porque Deus quer nos transformar em guardadores de sua lei? Para termos a resposta a esta pergunta precisamos ler alguns textos interessantes. “Porque o salário do peado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23). Uma das razões pela qual Deus quer que guardemos sua lei é para não sermos dignos de morte eterna novamente, afinal de contas, a sua transgressão é a grande responsável pela morte eterna. “Aquele que tem os mandamentos e os guarda, é esse o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu pai, e eu também o amarei.” (João 14:21). E uma segunda razão é demonstrar amor a Deus.

         Jesus veio vencer a morte eterna em nosso lugar e nos oferecer condições para vencer o causador da morte, ou seja, o pecado, pois sem Ele seria impossível vencê-lo.

A salvação do pecador se dá quando ele verdadeiramente crê. “Depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, diz o apóstolo Paulo, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa. (Efésios 1:13).

O que acontecerá no momento em que o pecador verdadeiramente aceitar a Jesus como salvador? Ele se tornará herdeiros do reino de Cristo. (Tito 3:7). Cristo passa viver em nós, (Gálatas 2:20), E passa a andar assim como Jesus andou. (I São João 2:6).

Depois que o ser humano nasce realmente no reino de Deus, ele passa a ter as seguintes características: se deleita na lei do Senhor, na sua palavra; amará seus irmãos, se inclinará para as coisas espirituais. (Salmos 1:1,2, , São João 13:35 e Romanos 8:5).

E se depois de aceitarmos a Cristo cometermos ainda alguma fraqueza, saiba que uma promessa nos é dada. “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis, todavia se alguém pecar, temos um advogado junto ao pai Jesus Cristo o justo.” (I São João 2:1).

Caro leitor! Você não precisa fazer penitencias muito menos praticar boas obras para ser salvo. Você precisa é apenas lançar-se aos pés de Jesus e aceitar o sacrifício feito por Ele na cruz do calvário. Você precisa apenas estar em paz com Deus.

Gosto das palavras de um pobre pedreiro que caiu no andaime, e estava às portas da morte, O sacerdote chegou e lhe disse: "Meu prezado senhor, estou apreensivo por causa da sua morte. Você se sentirá melhor fazendo sua paz com Deus". Para alegria do sacerdote, o homem disse: "Fazer minha paz com Deus, senhor? Ela já estava feita para mim na Cruz do Calvário, eu a tenho há 2000 anos".

É isto mesmo – ter paz que foi feita pelo sangue de Cristo todos aqueles anos – a paz que ninguém pode tirar. Então vem vida, assim! Vem uma vida longa e uma velhice feliz; a melhor preparação para uma vida longa é conhecer o Senhor.

O evangelho de Cristo é superior a qualquer filosofia jamais criada. Os grandes filósofos da antigüidade com toda a sua filosofia se mostraram inquietos e incertos diante da eternidade, mas o evangelho de Cristo nos dá segurança diante de qualquer circunstância da vida e mesmo diante da morte, porque Cristo fez a paz para nós, morrendo no Calvário em nosso lugar.

Ponha seu coração nas mãos de Deus para que Ele o quebre e faça um novo. Um coração sensível as coisas de Deus, capaz de amar e servi-lO em todas as circunstancias, pois só assim você será salvo.

Você aceita a este Jesus que morreu na cruz do calvário como seu único e suficiente salvador?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma lei que foi cravada na cruz

Na lição anterior estudamos sobre o que devemos fazer para sermos salvos. Foi estudado de uma forma sucinta o plano da salvação e o que devemos fazer para estar incluído nesse plano.

É interessante saber que o plano da salvação é o mesmo em todas as épocas. Deus não teve planos de salvação diferentes em épocas distintas, como muitos chegam a pensar. Deus apenas usou maneiras diferentes de representar esse plano, mas isso não muda a maneira que Deus tem de salvar o homem.
Existem pessoas e até mesmo denominações que acreditam que na época do velho testamento o homem era salvo pela lei e que na época do novo testamento ou seja, agora, somos salvos pela graça mediante a fé. Se enganam os que pensam assim. Deus só tem uma forma de salvar o homem, que é pela fé em seu filho Jesus Cristo.
Tanto na dispensação do antigo testamento quanto na do novo, todos os seus filhos são salvos pela graça mediante a fé. Todavia o que aconteceu na dispensação do velho testamento foi apenas uma apresentação do plano da salvação através de símbolos. Esses símbolos foram apresentados através de cerimônias que são chamados de leis cerimônias. E será a respeito dessas leis que iremos falar neste estudo.
Define-se lei como sendo um conjunto de princípios estabelecidos para um determinado povo. Quando Deus guiou seu povo do Egito até a terra prometida, estabeleceu leis para o bem estar de todo o Israel.
O povo de Deus passou 400 anos no Egito obedecendo às leis egípcias e agora eles não estavam preparados para viverem independentes das leis que durante muito tempo tinham obedecido.
Por isso, Deus estabeleceu várias leis para seu povo e uma delas foi à lei estatutos e juízos que equivaleria ao nosso código civil. As leis de Saúde que incluíam as leis da lepra, a lei de higiene, dos animais limpos e imundos etc.. A lei das propriedades, a lei da guerra, e as leis cerimoniais que incluíam os regulamentos do santuário, ofertas, festas, sacrifícios etc.. Também existia a lei dos sacerdotes. Essa lei regia o ministério e deveria reger até hoje. Existia a lei moral que era chamada de decálogo, que se encontra em Êxodo 20:3 -17.
Os cinco livros de Moisés que chamamos de Pentateuco, eram chamados de Tora, que quer dizer: Lei. Muitas vezes o Pentateuco é chamado também de lei de Moisés e até mesmo Moisés.
Mas hoje queremos nos deter apenas nas leis cerimoniais, ou seja, nas leis que regiam o santuário e seus rituais.
Essa lei era o próprio evangelho pregado por Jesus e os seus discípulos, que conhecemos atualmente. Era apenas o evangelho apresentado através de símbolos, que prefiguravam o salvador que viria morrer pela humanidade.
Essa lei permaneceu até a morte de Cristo, pois depois que Jesus o verdadeiro cordeiro pascal morreu, tudo se cumpriu e não se precisava representar mais nada através de tipos (símbolos) pois o antítipo (o verdadeiro) já tinha sido morto e cumprido o que deveria ser cumprido.
Mas voltando para a lei em si, deve-se primeiro atentar para o santuário, onde ela era praticada.
É bom entender que antes de Deus tirar os filhos de Israel do Egito, não existia um santuário, um templo especificamente onde pudesse ser adorado. A adoração era feita ao ar livre onde os adoradores edificavam altares e ofereciam ofertas que prefiguravam o salvador que viria salvar a humanidade.
Só depois que Deus tirou seus filhos do Egito, ordenou que construíssem um santuário para que habitassem no meio deles. “E me farão um santuário para que habite no meio de vós.” (Êxodo 25:8) Na verdade esse santuário não foi construído apenas como um enfeite. Ele tinha significados muito importantes que prefiguravam o que Cristo iria fazer pela humanidade. “Ora, a suma do que temos dito é, que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus, à destra do trono da majestade, Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou e não o homem.” (Hebreus 8:1, 2) “E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do seu concerto foi vista no seu santuário; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva.”(Apocalipse 11:19). Diante destes textos, pode entender que o santuário terrestre era apenas uma cópia do verdadeiro, que está no céu. Ele prefigurava o santuário verdadeiro, que está no céu.
O santuário terrestre possuía três compartimentos: pátio, santo e santo dos santos. Esse último compartimento era muitas vezes chamado de lugar santíssimo. Eram ministrados os seguintes serviços: sacrifício pelo pecado, sacrifício contínuo, queima de incenso e purificação do lugar santíssimo no dia da expiação. (Êxodo 26:33, Hebreus 9:7,8) “Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e meterás a arca do testemunho ali, dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo”. “Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo, dando, nisto, a entender, o Espírito Santo, que ainda o caminho do santuário não estava descoberto, enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo,”. Esses serviços prefiguravam o ministério de Cristo em prol do pecador. O apóstolo Paulo afirmou que esses serviços eram: “...sombras das coisas futuras, mas o corpo era de Cristo” (Colossenses 2:17). Se eram sombras, elas apenas representavam um ministério superior que haveria de ser realizado pelo filho de Deus. Isso nos faz entender que essas leis prefiguravam o que Cristo um dia iria fazer pela humanidade (Gêneses 3:15). E o cumprimento dessas leis, mostrava que o pecador cria no sacrifício que seria feito por Jesus. Nesse caso, a lei não podia ficar desvinculada de sua prática.
Todavia não deve-se confundir essas leis que tratam do ministério no santuário, com a lei moral, ou seja, com o decálogo. Existiam duas diferenças básicas entre essas leis. As leis cerimoniais baseavam-se em ordenanças, enquanto que a lei moral baseava-se em proibições. Mas o que aconteceu com essas leis em forma de ordenanças? O apóstolo Paulo diz que essa lei fora cravada na cruz, ou seja, ela foi cumprida em sua totalidade com a morte de Cristo. “Porque ele é a nossa paz,” diz Paulo “o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...” (Efésios 2:14,15).
Essas leis começaram a ser cumpridas a partir do primeiro sacrifício efetuado pelo homem lá no jardim do éden. E essa lei continuou a ser cumprida com utilidade pelo povo de Deus até a morte de Cristo, onde o verdadeiro cordeiro pascoal foi imolado. (São Mateus 27:51).
Depois do sacrifício de Jesus, algumas pessoas continuaram a cumprir essa lei cerimonial, mas sem utilidade, pois já havia se cumprido o que a lei prefigurava.
É bom entender que, o próprio Jesus guardou essa lei, pois se ele não tivesse guardado, ela não teria tido valor algum. São de Jesus as seguintes palavras: ”Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab’rogar, mas cumprir.” (São Mateus 5:17).
Depois da morte de Cristo não há mais necessidade de se guardar essa lei, pois tudo o que ela prefigurava, já se cumpriu. Resta-nos apenas crer em tudo o que ela prefigurava, aceitando a Jesus como nosso salvador, pois somente através dele podemos ser salvos.
Hoje Deus nos faz um maravilhoso convite: “Cheguemo-nos, pois, com confiança, ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:16). Quer você usufruir do plano da salvação estabelecido por Deus?

 

Fazendo a vontade de Deus

Como seria o mundo se não houvesse leis internacionais? Como seria o Brasil se não houvesse leis federais, estaduais e municipais? Como seria o trânsito se cada veículo pudesse andar como bem quisesse sem se importar com nada? Como seria o universo se não houvesse leis que regessem o curso de cada astro, constelações e galáxias? Como seria o povo de Deus se não tivesse uma lei que pudesse regê-los? Será que a igreja de Deus precisa de uma lei, ou ela pode viver como bem entende?
São de Jesus as palavras: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (São Mateus 7:21). Ele foi bastante claro ao afirmar que somente os que fazem a vontade de Deus entrarão em seu reino. Mas qual é a vontade de Deus? Afirma o apóstolo João: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos,..” (I São João 5:3). Portanto, a vontade de Deus é que guardemos os seus mandamentos.
Todavia, deve-se entender que a obediência a Deus ou aos seus mandamentos não é os responsáveis pela nossa salvação em hipótese alguma. Diz o apóstolo Paulo: “.. visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.” (Romanos 3:20). A lei de Deus ou qualquer outra lei mostrada na Bíblia não foram dadas para se obter a salvação, mas para mostrar o pecado. (Romanos 3:20). Se fosse necessário obedecer a Deus ou a sua lei, não precisaria Jesus ter vindo morrer pela humanidade, bastaria o homem obedecer a Deus e estaria resolvido. Bem porque se a salvação fosse dessa maneira, ela não seria um dom e o homem teria do que se gloriar. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8, 9).
Se a lei só nos mostra o pecado, quem nos purifica dele? Só o sangue de Jesus tem esse poder. “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. ” (I São João 1:7).
Mas como já vimos, a obediência a Deus ou a sua Santa lei não nos salva, pois ela (salvação) é um dom, todavia a obediência tem grande relação com a salvação. Disse Jesus: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (São João 14:15,21). Todos os salvos por Jesus terão o espírito de amor e gratidão. E a maneira de demonstrarmos esse amor é guardando aos seus mandamentos.
Todavia os seres humanos enfrentam um problema no que diz respeito à lei de Deus. Tudo porque a lei de Deus é espiritual e nós somos carnais. Diz o apóstolo Paulo: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.” (Romanos 7: 14).
E como poderia um homem carnal guardar essa lei que é espiritual? Humanamente isso é impossível. A não ser que aconteça um milagre, Deus através do seu Espírito nos conceda uma natureza espiritual. É exatamente esse milagre que o salvador quer operar em cada um de nós. Pois do contrário, não teríamos como manifestar o nosso amor a Deus.
Se a lei é espiritual e eu sou carnal, o único meio de guardarmos esta lei e agradarmos a Deus é sendo transformados de homens carnais em homens espirituais.
No momento em que aceitamos a morte de Cristo em nosso lugar, passamos a desfrutar o dom da salvação, e seu Santo Espírito nos concede uma nova natureza, uma natureza espiritual que nos capacita a guardar a sua lei espiritual. E dentro de nós passa fruir um espírito de gratidão pela redenção concedida por Cristo em sua morte.
Mesmo que a obediência a Deus e sua lei não nos salve, ela está relacionada à salvação, pois ela é fruto de nossa redenção. Todos os salvos em Cristo terão o espírito de gratidão pela salvação gratuita concedida. E as palavras deles serão: Senhor! O que queres que eu faça? E Deus através de sua palavra dirá: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19:17).
Só entrarão no reino de Deus os guardadores da lei, mas não será a observância dela a responsável pela salvação. A obediência a Deus através do cumprimento de sua lei deve ser apenas conseqüência do amor ao Deus que o salvou. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (São João 3:16).
Não devemos esquecer que a lei deve ser usada corretamente. Disse o apóstolo Paulo: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo,..” (I Timóteo 1:8). Guardar a lei com o objetivo de ser justificado ou salvo por ela é usá-la de forma incorreta. Esse tipo de obediência jamais resultará em salvação.
A lei de Deus se resume em amor. Amor a Deus e ao próximo. “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” (São Mateus 22:36-40). Assim como a morte de Cristo pela raça humana foi uma ação de amor, guardar a lei divina também deve ser um ao de amor.
Portanto, se quisermos fazer a vontade de Deus, devemos guardar os seus mandamentos.
Todavia deve-se entender que somos salvos pelo sacrifício de Jesus, mas seremos julgados pela lei criada por Ele. São do apóstolo Tiago as palavras: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.” (São Tiago 2:12).
Há porém uma indagação na mente da maioria das pessoas: qual lei se deve guardar para fazer a vontade de Deus? Quais os mandamentos que ainda estão em vigor em pleno século XXI?
Você precisa estudar a próxima lição para tirar estas dúvidas.
Até lá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As leis comparadas

A maioria dos evangélicos de hoje acredita que não é necessário se guardar a lei de Deus. Existem várias justificativas para essas teorias. Vejamos algumas delas.
A primeira justificativa é a de que na dispensação do antigo testamento o homem seria salvo pela lei, enquanto que na do novo testamento, a criatura seria salva pela graça. Os que acreditam assim, afirmam que não precisam mais guardar a lei em hipótese alguma, pois agora estamos na dispensação da graça.
Não existe algo mais errôneo que isso. Se fosse assim, os adoradores do passado não precisariam sacrificar cordeiros, pois os mesmos apontavam para o Salvador que viria morrer pela humanidade. Os sacrifícios apontavam para o autor da graça. A salvação em todos os seus momentos foi pela graça de Deus. E se o homem na época do velho testamento era salvo pela graça, por que guardavam a lei? Com certeza porque a lei tinha outro papel na vida deles, que deve ser o mesmo em nossos dias.
A segunda justificativa é: que a lei foi abolida quando Cristo morreu na cruz. Usam o seguinte texto para justificar essa idéia: “Na Sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...” (Efésios 2:15).
Acreditam esses irmãos, pelo fato de aceitarem que a Bíblia apresenta apenas uma lei, a Lei de Moisés. Entendem pelo termo “lei”, encontrado nas Escrituras, como definindo todas as leis da Bíblia. Não compreendem que existe separação entre elas, e discordam que haja distinção entre as mesmas. Pensam que só existe uma lei, a Lei de Moisés.
Mas isso não é verdade. Vejamos algumas leis em suas variações: Lei Moral – os Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17). Lei Cerimonial (Levítico 23). Lei Dietética – de Saúde (Levítico 11). Lei Civil (que regia o governo dos judeus). Leis de Casamento. Leis de Divórcio. Leis de Escravatura. Leis de Propriedade. Leis de Guerra, etc. Então não existe apenas uma lei. E qual delas foi abolida? É algo que deve ser analisado.
A terceira justificativa é a que todos os que guardam a lei estão debaixo da maldição. Usam o texto a seguir para justificar essa teoria. “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.” (Gálatas 3:10).
Se a verdade for da forma como se lê, então todas as pessoas sem exceção, são malditas, pois todas de alguma forma guardam a lei ou parte dela.
Quando se refere à lei de Deus, os dez mandamentos vejam – os:
“Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.
Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo”. (Êxodo 20:3 - 17).
Se você é desses que acredita que todos os que guardam a lei é maldito, saiba que de alguma forma você participa dessa maldição, pois em parte você guarda a lei, pelo menos a lei dos dez mandamentos.
Você mata, rouba, é idólatra, etc..? Se não, então em parte você guarda a lei e de alguma forma você é também maldito. Mas se as coisas não são assim, é porque não existe apenas uma lei e o apóstolo Paulo deve estar falando aos Gálatas de uma lei diferente da lei de Deus, ou seja, da dos dez mandamentos.
Comparemos a lei que Paulo fala aos romanos com a que ele fala aos Gálatas. “Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.” (Romanos 7:12). Se essa lei é boa é porque ela é uma benção. Vejamos agora a lei mencionada aos Gálatas. “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.” (Gálatas 3:10). Se os praticantes dessa lei são malditos, é porque ela não é uma bênção, ou seja, não é boa.
Como pode uma lei ser boa e maldita ao mesmo tempo? Seria uma contradição. Se fosse assim ela não seria justa, muito menos perfeita como diz o salmista Davi: “A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.” (Salmos 19:7). Como pode uma lei restaurar a alma e amaldiçoar ao mesmo tempo? Então o apóstolo Paulo deve estar falando de duas ou mais leis, pois do contrário ele estaria se contradizendo e a Bíblia não seria de total confiança.
Com respeito à lei de Deus, sabemos que é a vontade do Eterno que guardemos os seus mandamentos. Disse o apóstolo João: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, ..” (I João 5:3). Observar os mandamentos de Deus é um ato de amor da nossa parte, mas, quais mandamentos?
Mas da mesma maneira que se indagam, quais os mandamentos que se deve guardar como gratidão e amor a Deus que nos salvou também se perguntam: Qual lei foi abolida? Afinal de contas não existe apenas uma lei nas Escrituras sagradas.
Na verdade existem momentos em que a lei pode ter vários significados, inclusive o de código. Quando chamada de única Lei, ela está sendo chamada de código ou seja: conjunto de leis. Quando a lei é chamada de código, toda a bíblia passa ser esta lei. Abolir essa lei seria anular toda a Bíblia inclusive os princípios que dizem respeito aos dízimos e ofertas etc.. .
Mas as leis mais enfatizadas nas Escrituras são as que dizem respeito as cerimônias (leis cerimoniais) e a relacionada diretamente ao próprio Deus (lei moral). Vejamos agora a diferença entre elas.

A LEI MORAL – É DENOMINADA A “LEI DO SENHOR”
Salmo 1:2 – “... tem o seu prazer na Lei do Senhor. E na Sua lei medita de dia e de noite.
Salmo 19: 7 – “A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma...”
A LEI CERIMONIAL – FOI DENOMINADA A “LEI DE MOISÉS”
Neemias 8:1 – “... disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés...”
Atos 15:5 – “Alguns, porém, da seita dos fariseus... se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a Lei de Moisés.
A LEI MORAL – É CHAMADA A “LEI REAL”

Tiago 2:8 - “... se cumprirdes, conforme a Escritura, a Lei Real...”
A LEI CERIMONIAL – É CHAMADA A “CÉDULA DE ORDENANÇAS”

Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças...”
Efésios 2:15 – “Na Sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistiam em ordenanças...” (A Lei Cerimonial é chamada também de Lei Ritual).
A LEI MORAL – EXISTIA ANTES DO PECADO DO HOMEM

Romanos 4:15 – “... onde não há lei – também não há transgressão.”
(Logicamente, se Adão e Eva pecaram, é porque transgrediram a lei de Deus. Disso Paulo dá provas cabais e insofismáveis, ao declarar: “Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte... Mas o pecado não é imputado não havendo lei (Rom. 5:12-13). Fica então claro, que a Lei de Deus existia antes do pecado do homem, no Éden). A LEI CERIMONIAL – FOI DADA DEPOIS DA QUEDA DE ADÃO

Os símbolos e cerimônias desta lei (Lei Cerimonial) deveriam conduzir os homens ao Messias que viria para resgatar os pecadores. (Leia Hebreus 10:1).
A LEI MORAL – FOI ESCRITA PELO PRÓPRIO DEUS

Êxodo 31:18 – “E deu a Moisés...duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus.” A LEI CERIMONIAL – FOI ESCRITA POR MOISÉS

Deuteronômio 31:9 – “E Moisés escreveu esta lei, e a deu aos filhos de Levi...”
A LEI MORAL – FOI COLOCADA DENTRO DA ARCA

Deuteronômio 10:5 – “E virei-me e desci do monte, e pus as tábuas na arca que fizera; e ali estão como o Senhor me ordenou.”
A LEI CERIMONIAL – FOI COLOCADA FORA DA ARCA

Deuteronômio 31:26 – “Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca...”
A LEI MORAL – É UMA LEI PERFEITA

Salmo 19:7 – “A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma...” A LEI CERIMONIAL – “NENHUMA COISA APERFEIÇOOU”

Hebreus 7:19 – “Pois a – lei – nenhuma coisa aperfeiçoou...”
A LEI MORAL – É UMA LEI ETERNA

Mateus 5:18 – “... em verdade vos digo que até que o Céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.” A LEI CERIMONIAL – ERA TRANSITÓRIA

Hebreus 10:1 – “Porque tendo a lei sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas...”
A LEI MORAL – É SANTA, JUSTA E BOA

Romanos 7:12 – “... assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.” A LEI CERIMONIAL – NADA APERFEIÇOOU OU SANTIFICOU

Heb. 10: 1 “...Nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem a cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.”
A LEI MORAL – É UMA LEI ESPIRITUAL

Romanos 7:14 – “Porque bem sabemos que a lei é espiritual...” A LEI CERIMONIAL – ERA CARNAL

Hebreus 9:10 – “Consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne...”
A LEI MORAL – NÃO FOI AB-ROGADA (ANULADA) POR CRISTO

Mateus 5:17-19 – “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: Não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o Céu e a Terra passem, nem um jota, ou um til, se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido...” A LEI CERIMONIAL – SIM – FOI CRAVADA NA CRUZ

Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós, nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”
A LEI MORAL – NÃO FOI ABOLIDA NEM ANULADA PELA FÉ EM CRISTO

Romanos 3:31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma; antes, estabelecemos a lei.” A LEI CERIMONIAL – FOI DESFEITA OU CANCELADA POR CRISTO

Efésios 2: 15 – “Na Sua carne (Seu sacrifício) desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...”
A LEI MORAL – CONTÉM UM SÁBADO SEMANAL

Êxodo 20: 8-11
“Lembra-te do dia de Sábado para o santificar...”
A LEI CERIMONIAL – TINHA SETE SÁBADOS ANUAIS

Levítico 23:27; 23:32
“Mas aos dez deste mês sétimo, será o dia da expiação; tereis santa convocação... sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas, aos nove do mês à tarde...”

São dos inimigos da Lei as seguintes palavras: “– Os Adventistas e a Lei de Moisés – Dividem a Lei de Moisés em duas partes, uma moral, incluindo os dez mandamentos e a outra cerimonial, compreendendo o resto da lei. Dizem que Cristo aboliu a lei cerimonial, mas a lei moral precisa ser obedecida. Inventaram essa maneira de argumentar, porque viram-se em dificuldade diante da declaração bíblica de que a lei foi abolida por Cristo.” – Pastor Rui Franco (teólogo Batista), Revista Mocidade e Adulto, Edições Brasil Batista, 10 de outubro de 1976. Todavia não precisa ser um grande teólogo para se observar a diferenciação entre leis. E essa diferenciação faz parte da própria Bíblia, não foi criada por movimento religioso algum.
Se todas as leis constituem uma só e, essa “lei” foi abolida, não seria erro algum matar, roubar, adulterar ou cometer qualquer ato que venha de atrito com essa “lei” ou com a Bíblia. Sem esquecer que a lei não foi criada por um povo ou movimento religioso, mas pelo próprio Deus. É por isso que sua lei é chamada pelo seu próprio nome, lei de Deus. E tem o mesmo caráter de seu criador.

Deus é Santo Sua lei é santa (Romanos 7:12)
Deus é bom Sua lei é boa (Romanos 7:12)
Deus é justo Sua lei é justa (Romanos 7:12)
Deus é eterno Sua lei é eterna (Salmos 119:142)
Deus é perfeito Sua lei é perfeita (Salmos 19:7)
Deus é amor Sua lei é amor (Mateus 10:38 - 40)

Portanto, caro leitor, se existe uma lei que foi cravada na cruz ou anulada como muitos dizem, foi à lei relacionada ao santuário, chamada cerimonial. A lei de Deus é eterna quanto o próprio Deus. Ela é à base do trono do divino. Diz o salmista: “Nuvens e escuridão o rodeiam, justiça e juízo são à base do seu trono.” (Salmos 97:2). Desobedecer à lei é desobedecer ao seu dono e criador.
Vejamos o que diz alguns teólogos de variados movimentos religiosos: “A lei de Deus é divina, santa, celestial, perfeita... Não há mandamento em excesso; não falta nenhum; é tão incomparável que sua perfeição constitui uma prova de divindade.” – Spurgeon (teólogo Batista), Sermon On The Law.
“A Lei é a vontade de Deus, no Decálogo.” – Pr. Carlo Johansson (teólogo Assembleano), Síntese Bíblica do Velho Testamento, pág. 48.
“A lei é uma parte vital do governo divino no mundo em nossos dias... a santa Lei de Deus é um pré-requisito para uma experiência mais profunda da Graça.” – Pr. Harold J. Brokle (teólogo Assembleano), Prosperidade Pela Obediência, pág. 10.
“Os mandamentos representam a expressão décupla da vontade de Jeová e a norma pela qual governa Seus súditos.” – Pr. Myer Pearlman (teólogo Assembleano), Através da Bíblia, pág. 27.
Caro leitor! Não tenha medo de obedecer a Deus. Se existe alguém que poderá ser muito abençoado com a obediência a Deus e sua santa lei é você.

 

Referencias 

GONZALEZ, Lourenço. Assim diz o Senhor. ADOS, Rio de Janeiro,RJ.

 

O selo do Deus vivo

Todo país ao ser reconhecido deve possuir três elementos muito importantes: moeda, bandeira e selo.

“O selo é usado para tornar válido ou autêntico qualquer decreto, ou lei, que uma pessoa ou poder promulgue. O selo é usado em relação com alguma lei ou decreto que requer obediência, ou em documentos que terão valor legal ou que estarão sujeitos às disposições da lei. A idéia de lei é inseparável do selo.” (Urias Smith, Daniel e Apocalipse vol. 2, pág. 101).
“O selo é definido como um instrumento de selar; o que é "usado por indivíduos, corporações e estados, para fazer impressões em cera, sobre documentos escritos como uma evidência da sua autenticidade." A palavra original neste texto é definida: "Um selo, isto é, um anel com sinete, uma marca, estampa, sinal, penhor." O verbo significa: "Assegurar a alguém, certificá-lo; pôr um selo ou marca sobre alguma coisa em sinal de que é genuína ou aprovada; atestar, confirmar, estabelecer, distinguir por uma marca." Tendo por base a definição comparar Gênesis 17:11 com Romanos 4:11, e Apocalipse 7:3 com Ezequiel 9:4, e veremos que as palavras “sinal”, “selo” e “marca”, segundo são usadas na Bíblia são termos sinônimos. O selo de Deus referido em nosso texto há de ser aplicado aos servos de Deus. Neste caso não se trata de alguma marca literal impressa carne, mas de alguma instituição ou observância com referência especial a Deus, que servirá de "sinal de distinção" entre os adoradores de Deus e os que não são Seus servos, ainda que professem segui-Lo.” (Urias Smith, Daniel e Apocalipse vol. 2, pág. 100).
“Não devemos supor que nos decretos e leis de Deus, cuja obediência é obrigatória a todos homens, tenha de ser posto um selo literal, feito com instrumentos literais. Pela definição do termo e pelo fim para que o selo é usado, como já se demonstrou, temos de compreender como selo aquilo que, a rigor, dá validade e autenticidade a decretos e leis. No selo encontra-se o nome ou assinatura do poder legislador, expresso em termos que mostrem de que poder se trata, e seu direito para fazer leis e exigir obediência. Mesmo com um selo literal o nome deve sempre ser usado, segundo os textos já dados.
Na profecia de Isaías 8:20, lemos: "Liga o Testemunho, sela a Lei entre os Meus discípulos." Deve referir-se a uma obra de reavivar nas mentes dos discípulos algumas das exigências da Lei que foram desprezadas, ou pervertidas do seu verdadeiro significado. Na profecia, isto se chama o selar a Lei, ou restituir-lhe o selo, que havia sido tirado.”
Muitas pessoas mesmo lendo o texto citado, ainda duvida do que vem ser realmente o selo de Deus. É bom entender que não se irá selar uma carta com algo que não seja o selo. Se Deus manda selar a lei em algum lugar é porque essa lei é o selo.
O selo para ter valor deve ter o nome do legislador, seu cargo oficial, o título ou autoridade, mostrando quem é ele, a extensão do seu domínio e o seu direito de governar.
“Os três primeiros mandamentos mencionam a palavra “Deus”, mas por eles não podemos dizer bem a quem se referem, porque há multidões de objetos a que é aplicado este nome. Há "muitos deuses e muitos senhores".(1 Coríntios 8:5). Sem considerar agora o quarto mandamento, o quinto contém as palavras “Senhor” e “Deus”, mas não as define. E os outros cinco preceitos não contêm o nome de Deus. Só com a parte da Lei que examinamos seria impossível convencer de pecado o idólatra. O adorador de imagens podia dizer: "Este ídolo que está diante de mim é o meu deus; o seu nome é Deus, e estes são os seus preceitos." O adorador dos astros podia também dizer: "O Sol é o meu deus, e eu o adoro segundo esta Lei." Assim, sem o quarto mandamento o Decálogo é nulo e sem valor no que diz respeito a definir a adoração do verdadeiro Deus.”
“Mas acrescentemos agora o quarto mandamento, devolvamos à Lei este preceito, que tantos consideram descartado, e vejamos qual é a situação. Examinemos este mandamento, que contém a declaração: "Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar, e tudo o que neles há", e vemos imediatamente que lendo os mandamentos dAquele que criou todas as coisas. O Sol não é, pois, o Deus do Decálogo. O verdadeiro Deus é Quem fez o Sol. Nenhum objeto do Céu ou da Terra é o Ser que aqui reclama obediência, porque o Deus desta Lei é o único que fez todas as coisas criadas. Temos agora uma arma contra a idolatria. Esta Lei não pode mais ser aplicada a falsos deuses, que "não fizeram os Céus e a Terra." (Jer. 10:11). O Autor desta Lei declarou Quem é Ele, a extensão do Seu domínio, e o Seu direito a governar, porque todo ser criado deve reconhecer imediatamente que Aquele que é o Criador de tudo, tem direito de exigir obediência de todas as Suas criaturas. Assim, com o quarto mandamento no seu lugar, esse maravilhoso documento, o Decálogo, o único documento entre os homens escrito pelo dedo de Deus tem uma assinatura, tem algo que o torna inteligível e autêntico; tem um selo. Mas sem o quarto mandamento a Lei é incompleta e carece de autoridade.”
“Nesta ordem de idéias é evidente que o quarto mandamento constitui o selo da Lei de Deus, ou o selo de Deus. As Escrituras acrescentam seu testemunho a esta conclusão.”
“Já vimos que na Bíblia os termos “sinal”, “selo” e “marca” são usados como sinônimos. O Senhor expressamente diz que o sábado é um sinal entre Ele e o Seu povo. "Certamente guardareis Meus sábados, porquanto isso é um sinal entre Mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que Eu sou o Senhor que vos santifica." (Êxodo 31:13). O mesmo fato é de novo afirmado em Ezequiel 20:12, 20. Aqui o Senhor diz ao Seu povo que o fim para que deviam guardar o sábado era para que soubessem que Ele é o verdadeiro Deus. É como se o Senhor dissesse: "O sábado é um selo. Da Minha parte é o selo de Minha autoridade, o sinal de que tenho o direito de exigir obediência. Da vossa parte é um sinal de que Me tomais por vosso Deus."”
“Assim, o Senhor considera o quarto mandamento como um sinal entre Ele e Seu povo, ou o selo da Sua Lei para todos os tempos. Ao observar esse mandamento o crente demonstra que é adorador do Deus verdadeiro. Pelo mesmo mandamento, Deus Se dá a conhecer como nosso Governador legítimo, visto que é nosso Criador.” (Urias Smith, Daniel e Apocalipse vol. 2, pág. 106).
Antes de vir buscar Seus filhos, Deus pretende selá-los. Como está escrito: “Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.” (Apocalipse 7:3). E como já pudemos observar, a lei de Deus, mas especificamente o quarto mandamento dela (o sábado), constitui o selo com o qual Deus quer selar os seus escolhidos.
Existe a compreensão a respeito do selo de Deus por parte de outras escolas teológicas de que o selo de divino seja o Espírito Santo. Baseiam-se em Efésios 1:13, que diz: “.. em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; .. .”
Mesmo que o apóstolo Paulo apresente o Espírito Santo como sendo um selo, esse selo não poderá ser aquele mencionado no apocalipse, pois ele não traz as três características de um selo que são: nome do legislador, seu cargo oficial, o título ou autoridade, a extensão do seu domínio e o seu direito de governar. Teologicamente o selo mencionado por João no apocalipse é um selo escatológico, que é um símbolo de propriedade. Apenas aqueles que forem reconhecidos como propriedades de Deus serão protegidos no momento que os anjos fizerem danos à terra e ao mar.
Quanto ao selo do Espírito Santo mencionado por Paulo aos Efésios, ele é dado àqueles que crêem. Sabemos que crer não basta para sermos propriedade divina, pois até os demônios crêem e tremem. “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.” (Tiago 2:19). Tiago não disse fazer mau os que apenas crer. Ao contrário ele disse que quem crê faz bem, mas não é suficiente. Em outras palavras ser selado pelo Espírito Santo é muito bom, mas não basta, é necessário ser guiado por Ele todos os dias, pois só assim seremos propriedade divina e Satanás não terá domínio sobre nós.
É bom entender que o selo do apocalipse é conseqüência da permanência do selo do Espírito Santo em nossas vidas. Não basta sermos selados pelo Espírito Santo (crermos) hoje, é necessário crermos todos os dias até chegar a hora em que os anjos irão fazer danos a terra e ao mar.
Deus em sua palavra apresenta o sábado como sinal eterno por causa da criação. “Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.” (Êxodo 31:17).
E quando esteve nesta terra, Jesus se apresentou como Senhor (dono) do sábado. Disse “Ele:”.. de sorte que o Filho do Homem é Senhor também do sábado.” (Marcos 2:28). E Ele deve ser o nosso modelo na observância do sábado, pois Ele guardava esse dia. “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.” (Lucas 4:16).
Além de Jesus, as mulheres que o seguia também guardavam o sábado do Senhor. Como está escrito: “As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.” (Lucas 23:55,56). Se Jesus tivesse mudado o dia de descanso do sábado para outro dia, com certeza teria dito para aquelas mulheres. Ou se mesmo pretendesse fazer isso depois de sua ressurreição, também teria feito. Se elas continuaram guardando o sábado, é porque ele continuava em vigor.
É interessante saber que na nova terra, ou seja, no paraíso, os servos de Deus guardarão também o sábado. Vejamos o que diz o profeta Isaías: “E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR.” (Isaías 66:23).
Mas também haverá um selo inverso ao selo de Deus que será dado por outro poder. Esse selo será estudado na próxima lição.

 

 Referencias

SMITH, Urias. Daniel e Apocalipse vol. 2. Publicaciones Interamericanas, Mountains California, E.E. de N.A, 1949.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como guardar o sábado

Muitas desculpas para não se guardar o sábado têm sido apresentadas por várias correntes teológicas conhecidas na atualidade. Entre elas está a que Jesus não guardou o sábado, pois ele curava nesse dia e justificava a sua ação. Vejamos este texto: “Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem” (Mateus 12:10-12).

É importante entender que Jesus não condenou os judeus por guardarem o sábado, mas sim a forma como eles guardavam. Eles faziam do sábado e dos demais mandamentos um verdadeiro fardo. São de Jesus as palavras: “Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23:4).
Jesus também guardava o sábado, pois além de ser judeu, se ele não o fizesse, não teria parte na adoração nos sábados. Confirmemos essa assertiva com as escrituras. “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler” (Lucas 4:16).
Os defensores da violação do sábado também afirmam que o sábado foi feito apenas para os judeus e que não existem provas de que se guardava o sábado antes do Sinai. Todavia essa assertiva não é verdadeira.
No decálogo pode-se comprovar: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êxodo 20:8–11). Se Deus manda lembrar do sábado para o santificar é porque esse dia foi esquecido em um determinado tempo. Se foi esquecido é porque ele era guardado antes do decálogo ser escrito.
Ele ainda enfatiza que esse dia pertence ao Senhor nosso Deus. “Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus”. Se ele pertence a Deus, significa que não é nosso. Deve ser dedicado exclusivamente a Deus.
Outra desculpa é a de que o sábado pode ser qualquer dia da semana. Mas é ao contrário. O sétimo dia que é o sábado. Dizem as escrituras: “Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus”.
Quando Deus chama ao sábado de seu dia, é porque ele mesmo descansou nesse dia. Não que estivesse cansado, pois Ele não cansa, mas porque estava satisfeito. Deus descansou também para dar exemplo ao seu povo em todos os tempos. “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito” (Gêneses 2:2).
O próprio Jesus declarou ser Senhor do sábado, ou seja, dono desse dia. São dele as palavras: “.. de sorte que o Filho do Homem é Senhor também do sábado” (Marcos 2:28). Se Ele é o dono do sábado, esse dia não nos pertence. E esse sábado não foi criado porque Deus ou Jesus precisasse dele, mas por causa do próprio homem. Disse Ele: “E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado ..” (Marcos 2:27). Deus desde o principio sabia que o homem precisava de um dia para descansar. Por isso separou esse dia. E como já foi enfatizado, ele mesmo foi nosso exemplo ao guardar o sábado.
É importante entender que Jesus foi acusado de transgredir o sábado como está escrito: “E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:16-18). “Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais? E houve dissensão entre eles” (João 9:16). Observe que os judeus acusavam a Jesus de violador do sábado, mas eles também o acusavam de endemoninhado (Mateus 12:24). A pergunta é: eles estavam falando a verdade ou a mentira? Claro que eles estavam mentindo. Então com respeito ao sábado eles também estavam proferindo mentiras.
É importante entender que Jesus guardava o sábado, mas não da forma deturpada dos judeus. Significa que existe a maneira certa e a errada de guardar esse dia. Se você quiser guardar da forma correta o sábado, guarde-o como Jesus guardava e esse dia será santificado com alegria e não com tristeza.
Como se deve guardar o sábado? Vejamos o que dizem as escrituras:
“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse” (Isaías 58:13,14).
O que Deus fez como sábado e quer que façamos também? “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gêneses 2:1-3). Deus fez com o Seu dia exatamente aquilo que quer que façamos. Ele descansou, abençoou e santificou. Descansar é um dever e todos nós podemos fazer. Não podemos abençoar esse dia, mas podemos torná-lo uma benção, ou seja, um dia agradável. Santificar também é um dever e todos nós podemos santificá-lo. Santificar o sábado é separá-lo exclusivamente para o serviço de Deus.
Como é chamado o dia anterior ao sábado e o que devemos fazer nesse dia? “Era o dia da preparação, e começava o sábado. As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento” (Lucas 23:54-56). O dia de sexta-feira é chamado dia da preparação. Nele devemos nos preparar para o sábado. Esse princípio era observado desde os tempos que Israel estava no deserto.“Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto podia comer; porque, em vindo o calor, se derretia. Ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; e os principais da congregação vieram e contaram-no a Moisés. Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o SENHOR: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte. E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do SENHOR; hoje, não o achareis no campo” (Êxodo 16:21 -25).
Guardar o sábado não é uma questão simplesmente de obediência. Ele é um dia abençoado por todos os que fielmente o observam. Desfrutam grandes bênçãos todos os que de coração o guarda. Como já vimos mas vale ressaltar: ”.. te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse.”
Você quer também usufruir das bênçãos divinas e especiais nesse dia? Então comece a guardá-lo. Faça um pacto com Deus ainda hoje de santificar o próximo sábado.

Por que se guarda o domingo

Muitos “guardam o domingo” porque encontram motivos para não guardar o sábado. Outros dizem guardar o domingo porque encontraram razões para santificá-lo.
No primeiro caso, o motivo para não guardar o sábado é porque ele pertence à lei e nós somos salvos pela graça. Nesse caso guardar o sábado implicaria na salvação ou justificação pelas obras da lei. Como dizem as escrituras: “.. visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). Resumindo, eles não guardam a lei porque não são salvos por ela e sim pela graça. Todavia transgredir a lei do criador por causa da salvação pela graça é tão errado quanto guardar a lei para ser salvo por ela.
Se a salvação pela graça justifica a transgressão da lei, então não há nenhum problema em transgredir qualquer outro mandamento pertencente a essa lei. Se eu posso violar o quarto mandamento da lei de Deus (o sábado) me justificando na salvação pela graça, então eu posso transgredir o sexto mandamento (não matarás) que me proíbe matar, eu posso violar o sétimo mandamento (não adulterarás) que me proíbe adulterar, também posso transgredir o oitavo mandamento (não furtarás) que me proíbe roubar etc.. . Vejamos o que diz o apóstolo Paulo a esse respeito: “Anulamos a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes cumprimos a lei.” (Romanos 3:31). O próprio apóstolo Paulo está afirmando que guarda essa lei.
É importante saber que a graça não tira a minha responsabilidade para com à lei do criador. É respeitável entender que guardar a lei inclusive o sábado como fazem muitos sabatistas, para se salvar é um grande erro. Mas também transgredir essa lei porque ela não o salva é incluir-se em erro semelhante ao citado anteriormente. Para compreender esse assunto, deve-se estudar as lições anteriores que falam sobre o que fazer para ser salvo e como fazer a vontade de Deus.
Muitos cristãos acreditam que a lei de Deus não está mais em vigor, porque nela está presente um mandamento que ordena a observância do sábado. Apresentam até alguns textos bíblicos para justificar a tal crença.
Vejamos alguns deles. “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.” (Colossenses 2:16,17).
Observe que no texto o apóstolo fala de um sábado que está no plural. No estudo sobre leis comparadas, pode-se saber que existia o sábado semanal (singular) e os sábados cerimoniais (plural). Os sábados cerimoniais eram sombras de coisas que haviam de vir. Esses sábados eram constituídos das festas comemoradas pelos filhos de Israel. Elas, de certa forma prefiguram o Messias que um dia haveria de vir. Como disse o apóstolo Paulo: “eram sombras das coisas que haviam de vir,” ou seja, de Jesus. Esses sábados cerimônias não tinham nenhuma relação com o sábado semanal.
Como falamos no inicio muitos também dizem guardar o domingo porque “encontraram” razões para santificá-lo. Analisemos essas razões.
Existem três textos no novo testamento usado como justificativa para a guarda do domingo: I Cor. 16:1, 2; Atos 20:7-11 e Apoc. 1:10.
O primeiro diz o seguinte: “Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for.” (I Cor. 16:1 e 2).
Os defensores da guarda do domingo alegam que se Paulo mandou fazer a coleta no primeiro dia da semana, é porque os cristãos se reuniam nesse dia. E se eles se reuniam nesse dia, é porque guardavam-no.
A primeira coisa que deve ser observada é que, se reunir em um determinado dia não significa guardá-lo. Creio que todas as igrejas evangélicas se congregam em outros dias da semana como quarta-feira, quinta-feira etc.., mas isso não significa que eles guardam esses dias. Os adventistas do sétimo dia se reúnem no domingo a noite, mas eles não guardam esse dia. Os fieis da igreja universal têm reuniões todos os dias em seus templos, mas isso não significa que eles guardam todos os dias.
Mas também existe um detalhe de muito valor que deve ser considerado. Observemos o texto de Paulo novamente. Ele diz: “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, EM CASA, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for.” (I Cor. 16:1 e 2). Observe que a coleta era feita em casa. Isso mostra que as reuniões não aconteciam no primeiro dia da semana como muitos pensam.
“Maior clareza não pode haver! Torna-se dispensável qualquer comentário! A simples leitura do texto nos convence de que: a) não se tratava de culto nem de reunião de espécie alguma no primeiro dia da semana; b) a coleta não era feita na igreja; c) a coleta não era parte do culto nem se destinava à igreja local; d) era uma separação de dinheiro que cada um devia fazer em sua casa; e) quando Paulo viesse, cada um lhe entregaria o total de sua separação semanal, que Paulo levaria ou mandaria para os crentes pobres de Jerusalém. Não se faria coleta alguma quando Paulo viesse, porquanto esta já fora feita, já estava pronta. Paulo somente a tomaria para encaminhá-la ao seu destino.” (Arnaldo Cristianini – Subtilezas do erro, pág. 227).
Mesmo que as reuniões espirituais acontecessem no primeiro dia da semana, que não há provas disso, as coletas eram feitas em casa. E se mesmo assim, eles tivessem reuniões no primeiro dia da semana, isso não o tornava santo.
Quanto ao sábado, é bom entender que congregar-se nele ou em qualquer outro dia, não os tornam dia de descanso. Como vimos na lição anterior, o sábado é santo não porque os sabatistas se congregam nele, mas porque Deus o santificou (Gêneses 2:1-3; Êxodo 20:10,11). Se Deus o santificou, não há quem possa desfazer essa santificação. Será que há? Se você decidir guardar o sábado, saiba que você não irá torná-lo santo por guardá-lo. Deverá guardá-lo sim, mas porque ele já é santificado pelo próprio Deus.
Outro texto também muito citado pelos “guardadores” do domingo é este: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite. Havia muitas lâmpadas no cenáculo onde estávamos reunidos. Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante o prolongado discurso de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto. Descendo, porém, Paulo inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a vida nele está. Subindo de novo, partiu o pão, e comeu, e ainda lhes falou largamente até ao romper da alva. E, assim, partiu” (Atos 20:7-11).
É bom entender que segundo à Bíblia, os dias não começam a meia noite como se pensa hoje em dia. Tanto o sábado quanto os outros dias, começam ao pôr do sol (Levítico 23: 32).
Então a reunião do primeiro dia da semana em Trôade aconteceu no sábado depois do pôr-do-sol, na noite do primeiro dia da semana. Ela ocorreu porque o apóstolo Paulo iria fazer uma viagem no dia imediato ao sábado, ou seja, no primeiro dia da semana (domingo) pela manhã. Observe que a reunião não era de oração, mas para partir ou comer o pão. Era na verdade um jantar. Mas depois da refeição, como o apóstolo iria viajar pela manhã, ele resolveu dar algumas orientações de forma que o ajuntamento se estendeu até tarde da noite. Isso não significa que eles estavam se congregando no primeiro dia da semana e nem tão pouco que guardavam esse dia. Foi apenas um jantar que pode ser aproveitado para fins orientativos.
Mas vejamos algumas orientações dadas por notáveis professores de teologia de variadas igrejas que guardam o domingo aproveitadas pelo professor Cristianini (1986).
Ele faz uso das palavras do conceituado DR. AUGUSTO NEANDER, abalizado escritor eclesiástico, insuspeito por ser observador do domingo.
"A passagem não é absolutamente convincente [como prova da guarda do domingo], porque a partida iminente do apóstolo era motivo para reunir a pequenina igreja, em uma ceia fraternal, ocasião em que fez seu último discurso, embora não fosse culto especial de domingo nessa casa." (Arnaldo Cristianini – Subtilezas do erro, pág. 220).
Cristianini (1986) também faz uso das palavras dos renomados professores batistas CONYBEARE AND HOWSON quando dizem:
"Era o anoitecer que sucedia o sábado judaico. No domingo de manhã o navio deveria partir... Ele [Paulo] continuou sua solitária viagem naquele domingo, depois do meio-dia, na primavera, entre os carvalhais e córregos de Ida." (Arnaldo Cristianini – Subtilezas do erro, pág. 221).
O professor Arnaldo Cristianini também faz uso das palavras de outros conceituados teólogo que vale a pena mencionar.
HACKETT, professar de grego do Novo Testamento no Seminário Teológico de Rochester, diz em Seu comentário:
"Os judeus contavam o dia da tarde para a manhã, e sobre esta base a noite do primeiro dia da semana seria nosso sábado à noite. Se Lucas aqui contava assim, como supõem muitos comentaristas, o apóstolo então aguardara o término do sábado judaico, e realizara sua última reunião religiosa com os irmãos em Trôade... na noite de sábado, e em conseqüência, recomeçara a viagem na manhã de domingo."
Outro estudioso do assunto foi McGARVEY, da igreja Discípulos de Cristo:
"Chego, portanto, à conclusão de que os irmãos se reuniram na noite após o sábado judaico, que era ainda observado como dia de repouso por todos dentre eles que eram judeus ou prosélitos; e considerando este fato, tal foi o início do primeiro dia da semana, empregado na maneira acima descrita. Na manhã de domingo, Paulo e seus companheiros reiniciaram a viagem."
ROBERTSON NICOLL nos diz sobre o assunto:
"Vieram a Trôade, e lá permaneceram por uma semana, forçados sem dúvida pelas exigências do navio e seu carregamento. No primeiro dia da semana, S. Paulo reuniu a igreja para o culto. A reunião realizou-se no que poderíamos chamar de sábado à noite; pois nos devemos lembrar que o primeiro dia judaico começava ao pôr de Sol do sábado."
STOCKES, outro comentarista de valor, nos diz:
"A reunião foi realizada no que poderíamos chamar a noite de sábado; pois nos devemos lembrar de que o primeiro dia judeu tinha inicio ao pôr de Sol do sábado."
STIFLER, também autor de um comentário do livro Atos dos Apóstolos, nos informa:
"Sem dúvida reuniram-se na noite de nosso sábado, de modo que o pão da comunhão foi partido antes do romper do dia, na manhã do nosso domingo." (Arnaldo Cristianini – Subtilezas do erro, pág. 222).
Como já foi visto, não há no texto estudado anteriormente, nenhuma prova de que se guardava o primeiro dia da semana que hoje é chamado de domingo.
Mas existe outro texto que também tem sido citado pelos que dizem guardar o domingo. Vejamos. “Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta,..” (Apocalipse. 1:10).
Os dominguistas acreditam que ao Jesus ressuscitar no domingo, isso o tornou dia do Senhor, ou seja, dia de repouso.
Se formos tomarmos o dia da ressurreição como dia do Senhor, então deveríamos considerar outros dias em aconteceram coisas importantes tanto quanto a ressurreição, como o dia do seu nascimento, o dia da sua morte etc.. . Saibam que não haveria ressurreição se Jesus não tivesse nascido, também não haveria ressurreição se ele não tivesse morrido. Qual desse dias é mais importante?
O professor e teólogo Cristianini afirma: “Primeiramente o arrebatamento nada prova (aliás a nova versão bíblica diz "Achei-me em espírito," indicando apenas que o apóstolo teve as visões) em favor da guarda do dia. João teve outras visões e, com relação a estas, não se menciona o dia em que ocorreram. A segunda visão se deu em dia não especificado (Apoc. 4:2), e a fato de um profeta ter visão em determinado dia, não significa que tal dia deva ser guardado. A santidade de um dia repousa em base mais sólida, fundamenta-se num claro e insofismável "'assim diz a Senhor.
A afirmação de que "dia da Senhor" nessa passagem se refira indiscutivelmente ao primeiro dia da semana é baseada em presunção sem nenhum valor probatório. O fato de em fins do segundo século da era cristã surgirem escritos aludindo ao primeiro dia da semana como sendo "dia do Senhor", não autoriza a dogmatizar que João também se referia ao domingo. Antes do ano 180 A. D., quando surgiu um falso Evangelho Segundo S. Pedro que afirmava ser o primeiro dia da semana o "dia do Senhor," nada, absolutamente nada se pode invocar para dizer que João se referia ao domingo. O próprio Justino Mártir que alude a um costume que se implantava entre os cristãos, de se reunirem no primeiro dia da semana, ao dia refere como "o dia do Sol" e não como "dia do Senhor". A partir daqueles tempos, o título "dia do Senhor" aparece profusamente na literatura patrística. Mas é preciso provar que João tinha em mente o primeiro dia da semana quando escreveu "dia do Senhor".
Autoridades evangélicas afirmavam que João escreveu seu evangelho depois do Apocalipse, situando-o entre 96 a 99 A. D.: Albert Barnes, em suas Notas Sobre os Evangelhos, John Beatty Howell em sua tabela de datas, W. W. W. Rand, em seu Dicionário Bíblico, e comentaristas Bloomfield, Dr. Rales, Horne, Nevinse Olshausen, Williston Walker e muitos outros. Isso é importante, pois se João, no Apocalipse, escrito antes, se refere ao domingo como "dia do Senhor", como então no seu evangelho, escrito posteriormente, volta a referir-se simplesmente ao "primeiro dia da semana"? (S. João 20:1 e 19).
Temos fundadas razões para crer que S. João se referia ao sábado. Porque, consoante a Bíblia, o único "dia do Senhor" que nela se menciona é o sábado. Leia-se cuidadosamente Isaías 58:13: "santo dia do Senhor". O mandamento (Êxo. 20:10) diz: "O sétimo dia é o sábado do Senhor". Em S. Mar. 2:28 lemos: "O Filho do homem é Senhor até do sábado." E a Revista de Jovens e Adultos para a Escola Dominical, editada pela Convenção Batista Brasileira, relativa ao 4.º trimestre de 1938, pág. 15, assim comenta este versículo:
"... o Filho do homem é Senhor do sábado (S. Marcos 2:28); isto é... o sábado é o 'dia do Senhor,' o dia em que Ele é Senhor e pelo Seu senhorio Ele restaura o Seu dia ao seu verdadeiro desígnio."
O discípulo amado conhecia muito bem as palavras do Decálogo (Êxo. 20:10) bem como as de Isaías (Isa. 58:13). À vista disso, não precisamos ter dúvida quanto ao dia a que ele quis referir-se quando no Apocalipse escreveu: "fui arrebatado em espírito no dia do Senhor."
Se posteriormente, com a fermentação da apostasia na igreja primitiva, é que o domingo foi tomando corpo, e a designação "dia da Senhor" lhe foi adjudicada.” (Arnaldo Cristianini – Subtilezas do erro, pág. 215). Então caro leitor! Pelo que vimos o dia do Senhor mencionado no apocalipse é o sábado.
É bom entender que se a igreja primitiva guardava o domingo como muitos crêem, então Jesus deve ter mudado o dia de guarda do sábado para o domingo, você concorda? Isso nos leva a acreditar que em algum lugar do novo testamento está escrito que Jesus mudou o dia de guarda do sábado para o domingo.
É interessante saber que existe uma igreja evangélica que dá um milhão de dólares para quem mostrar um texto na Bíblia que diga que Jesus mudou o sábado para o domingo. Ela vai mais longe ainda, ela dá esse milhão de dólares para quem mostrar a palavra domingo nas escrituras sagradas. Saiba que até aqui não apareceu ninguém para pegar essa dinheirama.
Se não há aprovação bíblica para a guarda do domingo, como foi que surgiu então essa tal prática? Se a guarda do domingo não a é de origem cristã e nem tem apoio bíblico qual é a origem dele?
Como já foi estudado em lições anteriores, no ano 300 dc, o imperador Constantino se “converteu” ao cristianismo, mas tudo foi uma manobra política. Ele sabia que com o crescimento do cristianismo, continuar sendo inimigo dos cristãos seria uma perda. Ele então tornou-se cristão. Mas ele não aceitou todos os princípios pregados pelo rebanho de cristo, dentre esses estava o quarto mandamento. Foi aí que ele fez o seguinte decreto:
"Que todos os juízes, e todos os habitantes da Cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer a miúdo que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu." – Codex Justinianus, lib. 13, it. 12, par. 2 (3). O dia do sol era o primeiro dia da semana, ou seja, o domingo.
"O imperador Constantino, antes de sua conversão, reverenciava todos os deuses (pagãos) como tendo poderes misteriosos, especialmente Apolo, o deus do Sol, ao qual, no ano 308, ele [Constantino] conferiu dádivas riquíssimas; e quando se tornou monoteísta o deus ao qual adorava era – segundo nos informa UHLHORN – antes o "Sol INCONQUISTÁVEL" e não o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. E na verdade quando ele impôs a observância do dia do Senhor (domingo) não o fez sob o nome de sabbatum ou Dies Domini, mas sob o título antigo, astrológico e pagão de Dies Solis, DE MODO QUE A LEI ERA APLICÁVEL TANTO AOS ADORADORES DE APOLO E MITRA COMO AOS CRISTÃOS." (Versais nossos.) – Dr. Talbot W. Chamber, Old Testament Student, janeiro de 1886.
Dizem os defensores da guarda do domingo que o primeiro dia da semana já era observado desde o surgimento da igreja primitiva. Mas a história geral nos mostra o contrário.
"O mais antigo reconhecimento da observância do domingo, como um dever legal, é uma constituição de Constantino em 321 A.D., decretando que todos os tribunais de justiça, habitantes das cidades e oficinas deviam repousar no domingo (venerabili die Solis), com uma exceção em favor dos que se ocupavam do trabalho agrícola." –Enciclopédia Britânica, art. "Sunday".
"Constantino, o Grande, baixou uma lei para todo o império (321 A. D.) para que o domingo fosse guardado como dia de repouso em todas as cidades e vilas; mas permitia que o povo do campo seguisse seu trabalho." – Enciclopédia Americana, art. "Sabbath".
"Os cristãos trocaram o sábado pelo domingo. Constantino, em 321, determinou a observância rigorosa do descanso dominical, exceto para os trabalhos agrícolas... Em 425 proibiram-se as representações teatrais [nesse dia] e no século VIII aplicaram-se ao domingo todas as proibições do sábado judaico." – Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, art. "Domingo".
O grande e abalizado historiador cardeal Gibbon, com sua incontestada autoridade assevera o seguinte: "O Sol era festejado universalmente como o invencível guia e protetor de Constantino....
"Constantino averbou de Dies Solis (dia do Sol) o 'dia do Senhor' – um nome que não podia ofender os ouvidos de seus súditos pagãos." – The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, cap. 20 §§ 2°., 3°. (Vol. II, págs. 429 e 430).
Se o domingo já era guardado pelos cristãos desde o surgimento da igreja primitiva, então não haveria necessidade de um imperador pagão baixar um decreto ordenando guardar um dia em homenagem a um deus pagão.
"A conservação do antigo nome pagão de "Dies Solis" ou "Sunday" (dia do Sol) para a festa semanal cristã é, em grande parte, devido à união dos sentimentos pagão e cristão, pelo qual foi o primeiro dia da semana imposto por Constantino aos seus súditos – tanto pagãos como cristãos – como o "venerável dia do Sol"... Foi com esta maneira habilidosa que conseguia harmonizar as religiões discordantes do império, unindo-as sob uma instituição comum." Deão Stanley, Lectures on the History on thc Eastern Church, conferência n°. 6, pág. 184.
O professor Cristianini faz uso das palavras do conceituado erudito bispo Arthur Cleveland Coxe quando comenta:
"Foi uma conversão política, e como tal foi aceita, e Constantino foi um pagão até quase ao morrer. E quanto ao seu arrependimento final, abstenho-me de julgar." – Elucidation 2, of "Tertullian Against Marcion", book 4.
O escritor citado anteriormente faz uso também de uma testemunha chamada Eusébio bem conhecida no cristianismo:
"Ele [Constantino] impôs a todos os súditos do império romano a observância do dia do Senhor (domingo) COMO UM DIA DE REPOUSO, e também para que fosse honrado o dia que se segue ao sábado." – Life of Constantine, Book 4, chap. 18. Destaques nossos.
É interessante saber que o domingo não substituiu o sábado de uma hora para outra. Esse processo se deu de forma gradativa. Para confirmar esta assertiva o professor Arnaldo Cristianni também faz uso de uma fonte evangélica muito interessante onde diz:
"Quando os antigos pais da igreja falam do dia do Senhor, às vezes, talvez por comparação, eles o ligam ao sábado; porém jamais encontramos, anterior à conversão de Constantino, uma citação proibitória de qualquer trabalho ou ocupação no mencionado dia, e se houve alguma, em grande medida se tratava de coisas sem importância... Depois de Constantino as coisas modificaram-se repentinamente. Entre os cristãos, o "dia do Senhor" – o primeiro da semana – gradualmente tomou o lugar do sábado judaico." – Smith's Dictionary of the Bible, pág. 593.
Depois de algum tempo após o decreto de Constantino o dia de guarda dos cristãos e pagãos passou ser o mesmo.
"O dia era o mesmo de seus vizinhos pagãos e compatriotas; e o patriotismo de boa vontade uniu-se à conveniência de fazer desse dia, de uma vez, o dia do Senhor deles e seu dia de repouso... Se a autoridade da igreja deve ser passada por alto pelos protestantes, não vem ao caso; parque a oportunidade e a conveniência de ambos os lados constituem seguramente um argumento bastante forte para uma mudança cerimonial, como do simples dia da semana para observância do repouso e santa convocação do sábado judaico." North British Review, Vol. 18, pág. 409
O professor Lourenço Gonzalez faz uso de alguns livros católicos que creio ser de muita utilidade nesse estudo. Vejamo-nos.
“Nós, católicos romanos, guardamos o domingo, em lembrança da ressurreição de Cristo, e por ordem do chefe de nossa igreja, que preceituou tal ordem de o Sábado ser do Antigo Testamento, e não obrigar mais no Novo Testamento.” – Pe. Júlio Maria, em Ataques Protestantes, p. 81.
“Foi a Igreja Católica que, por autoridade de Jesus Cristo, transferiu esse descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor: de modo que a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, independentemente de sua vontade, à autoridade da Igreja.” – Monitor Paroquial de 26 de Agosto de 1926, Socorro, SP. Grifos meus.
“A Igreja Católica, por sua própria infalível autoridade, criou o domingo como dia santificado para substituir o Sábado, da velha lei.” – Kansas City Catholic, 9 de Fevereiro de 1893.
“A Igreja Católica... em virtude de sua divina missão, mudou o dia de Sábado para o domingo.” Catholic Mirror (espelho católico), órgão oficial do Cardeal Gibbons, de 23 de Setembro de 1893, grifos meus.
“O domingo é uma instituição católica, e sua observância só pode ser definida por princípios católicos. Do princípio ao fim das Escrituras não é possível encontrar uma única passagem que autorize a mudança do culto público semanal, do último para o primeiro dia da semana.” – Catholic Press, Sidney, Austrália. 25 de Agosto de 1900 – grifos meus.
“Observamos o domingo em vez do Sábado, porque a Igreja Católica no Concílio de Laodicéia (364 a.D.) transferiu a solenidade do Sábado para o domingo.” – The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine, Rev. Peter Geierman, C.S.S.R.) pág. 50 – terceira edição, 1913, obra que recebeu a bênção apostólica do Papa Pio X, em 25 de Janeiro de 1910, grifos meus.
“Podereis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do Sábado, dia que nós nunca santificamos.” – Cardeal Gibbons em The Faith of Ours Fathers, edição de 1892.
“A Bíblia manda santificar o Sábado, não o domingo; Jesus e os apóstolos guardaram o Sábado. Foi a tradição católica que, honrando a ressurreição do Redentor, ocorrida no domingo, aboliu a observância do Sábado.” – O Biblismo, pág. 106, Padre Dubois – Belém.
A pergunta é: a igreja mãe, ou seja, a igreja católica tem o poder de mudar o dia de descanso do sábado para o domingo?
“Não tivesse ela (Igreja Católica) esse poder, e não poderia haver feito aquilo em que concordam todos os religionistas modernos – não poderia haver substituído a observância do Sábado do sétimo dia, pela do domingo, o primeiro dia, mudança para a qual não há autoridade escriturística.” – Um Catecismo Doutrinal, Rev. Stephan, pág. 174, grifos meus.
Creio que deu para entender caro leitor, que a guarda do domingo tem origem pagã. Não foi ordenada por Jesus e nem endossada por seus discípulos. Foi um líder pagão que introduziu esse costume no meio cristão quando a igreja e o Estado romano estavam de mãos dadas.
Mas saiba que Deus continua sendo o mesmo e a sua palavra também. Disse Jesus: “Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.”
Referencias

GONZALEZ, Lourenço. Assim diz o Senhor. ADOS, Rio de Janeiro, RJ, 2010.
CRISTIANINI, Arnaldo. Subtilezas do erro. CPB, Santo André, SP, 1986.

 

Por que se guarda o domingo II

Mas existe outro texto que também tem sido citado pelos que dizem guardar o domingo. Vejamos. “Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta,..” (Apocalipse. 1:10).
Os dominguistas acreditam que ao Jesus ressuscitar no domingo, isso o tornou dia do Senhor, ou seja, dia de repouso.
Se formos tomarmos o dia da ressurreição como dia do Senhor, então deveríamos considerar outros dias em aconteceram coisas importantes tanto quanto a ressurreição, como o dia do seu nascimento, o dia da sua morte etc.. . Saibam que não haveria ressurreição se Jesus não tivesse nascido, também não haveria ressurreição se ele não tivesse morrido. Qual desse dias é mais importante?
O professor e teólogo Cristianini afirma: “Primeiramente o arrebatamento nada prova (aliás a nova versão bíblica diz "Achei-me em espírito," indicando apenas que o apóstolo teve as visões) em favor da guarda do dia. João teve outras visões e, com relação a estas, não se menciona o dia em que ocorreram. A segunda visão se deu em dia não especificado (Apoc. 4:2), e a fato de um profeta ter visão em determinado dia, não significa que tal dia deva ser guardado. A santidade de um dia repousa em base mais sólida, fundamenta-se num claro e insofismável "'assim diz a Senhor.
A afirmação de que "dia do Senhor" nessa passagem se refira indiscutivelmente ao primeiro dia da semana é baseada em presunção sem nenhum valor probatório. O fato de em fins do segundo século da era cristã surgirem escritos aludindo ao primeiro dia da semana como sendo "dia do Senhor", não autoriza a dogmatizar que João também se referia ao domingo. Antes do ano 180 A. D., quando surgiu um falso Evangelho Segundo S. Pedro que afirmava ser o primeiro dia da semana o "dia do Senhor," nada, absolutamente nada se pode invocar para dizer que João se referia ao domingo. O próprio Justino Mártir que alude a um costume que se implantava entre os cristãos, de se reunirem no primeiro dia da semana, ao dia refere como "o dia do Sol" e não como "dia do Senhor". A partir daqueles tempos, o título "dia do Senhor" aparece profusamente na literatura patrística. Mas é preciso provar que João tinha em mente o primeiro dia da semana quando escreveu "dia do Senhor".
Autoridades evangélicas afirmavam que João escreveu seu evangelho depois do Apocalipse, situando-o entre 96 a 99 A. D.: Albert Barnes, em suas Notas Sobre os Evangelhos, John Beatty Howell em sua tabela de datas, W. W. W. Rand, em seu Dicionário Bíblico, e comentaristas Bloomfield, Dr. Rales, Horne, Nevinse Olshausen, Williston Walker e muitos outros. Isso é importante, pois se João, no Apocalipse, escrito antes, se refere ao domingo como "dia do Senhor", como então no seu evangelho, escrito posteriormente, volta a referir-se simplesmente ao "primeiro dia da semana"? (S. João 20:1 e 19).
Temos fundadas razões para crer que S. João se referia ao sábado. Porque, consoante a Bíblia, o único "dia do Senhor" que nela se menciona é o sábado. Leia-se cuidadosamente Isaías 58:13: "santo dia do Senhor". O mandamento (Êxo. 20:10) diz: "O sétimo dia é o sábado do Senhor". Em S. Mar. 2:28 lemos: "O Filho do homem é Senhor até do sábado." E a Revista de Jovens e Adultos para a Escola Dominical, editada pela Convenção Batista Brasileira, relativa ao 4.º trimestre de 1938, pág. 15, assim comenta este versículo:
"... o Filho do homem é Senhor do sábado (S. Marcos 2:28); isto é... o sábado é o 'dia do Senhor,' o dia em que Ele é Senhor e pelo Seu senhorio Ele restaura o Seu dia ao seu verdadeiro desígnio."
O discípulo amado conhecia muito bem as palavras do Decálogo (Êxo. 20:10) bem como as de Isaías (Isa. 58:13). À vista disso, não precisamos ter dúvida quanto ao dia a que ele quis referir-se quando no Apocalipse escreveu: "fui arrebatado em espírito no dia do Senhor."
Se posteriormente, com a fermentação da apostasia na igreja primitiva, é que o domingo foi tomando corpo, e a designação "dia da Senhor" lhe foi adjudicada.” (Arnaldo Cristianini – Subtilezas do erro, pág. 215). Então caro leitor! Pelo que vimos o dia do Senhor mencionado no apocalipse é o sábado.
É bom entender que se a igreja primitiva guardava o domingo como muitos crêem, então Jesus deve ter mudado o dia de guarda do sábado para o domingo, você concorda? Isso nos leva a acreditar que em algum lugar do novo testamento está escrito que Jesus mudou o dia de guarda do sábado para o domingo.
É interessante saber que existe uma igreja evangélica que dá um milhão de dólares para quem mostrar um texto na Bíblia que diga que Jesus mudou o sábado para o domingo. Ela vai mais longe ainda, ela dá esse milhão de dólares para quem mostrar a palavra domingo nas escrituras sagradas. Saiba que até aqui não apareceu ninguém para pegar essa dinheirama.
Se não há aprovação bíblica para a guarda do domingo, como foi que surgiu então essa tal prática? Se a guarda do domingo não a é de origem cristã e nem tem apoio bíblico qual é a origem dele?
Como já foi estudado em lições anteriores, no ano 300 dc, o imperador Constantino se “converteu” ao cristianismo, mas tudo foi uma manobra política. Ele sabia que com o crescimento do cristianismo, continuar sendo inimigo dos cristãos seria uma perda. Ele então tornou-se cristão. Mas ele não aceitou todos os princípios pregados pelo rebanho de cristo, dentre esses estava o quarto mandamento. Foi aí que ele fez o seguinte decreto:
"Que todos os juízes, e todos os habitantes da Cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer a miúdo que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu." – Codex Justinianus, lib. 13, it. 12, par. 2 (3). O dia do sol era o primeiro dia da semana, ou seja, o domingo.
"O imperador Constantino, antes de sua conversão, reverenciava todos os deuses (pagãos) como tendo poderes misteriosos, especialmente Apolo, o deus do Sol, ao qual, no ano 308, ele [Constantino] conferiu dádivas riquíssimas; e quando se tornou monoteísta o deus ao qual adorava era – segundo nos informa UHLHORN – antes o "Sol INCONQUISTÁVEL" e não o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. E na verdade quando ele impôs a observância do dia do Senhor (domingo) não o fez sob o nome de sabbatum ou Dies Domini, mas sob o título antigo, astrológico e pagão de Dies Solis, DE MODO QUE A LEI ERA APLICÁVEL TANTO AOS ADORADORES DE APOLO E MITRA COMO AOS CRISTÃOS." (Versais nossos.) – Dr. Talbot W. Chamber, Old Testament Student, janeiro de 1886.
Dizem os defensores da guarda do domingo que o primeiro dia da semana já era observado desde o surgimento da igreja primitiva. Mas a história geral nos mostra o contrário.
"O mais antigo reconhecimento da observância do domingo, como um dever legal, é uma constituição de Constantino em 321 A.D., decretando que todos os tribunais de justiça, habitantes das cidades e oficinas deviam repousar no domingo (venerabili die Solis), com uma exceção em favor dos que se ocupavam do trabalho agrícola." –Enciclopédia Britânica, art. "Sunday".
"Constantino, o Grande, baixou uma lei para todo o império (321 A. D.) para que o domingo fosse guardado como dia de repouso em todas as cidades e vilas; mas permitia que o povo do campo seguisse seu trabalho." – Enciclopédia Americana, art. "Sabbath".
"Os cristãos trocaram o sábado pelo domingo. Constantino, em 321, determinou a observância rigorosa do descanso dominical, exceto para os trabalhos agrícolas... Em 425 proibiram-se as representações teatrais [nesse dia] e no século VIII aplicaram-se ao domingo todas as proibições do sábado judaico." – Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, art. "Domingo".
O grande e abalizado historiador cardeal Gibbon, com sua incontestada autoridade assevera o seguinte: "O Sol era festejado universalmente como o invencível guia e protetor de Constantino....
"Constantino averbou de Dies Solis (dia do Sol) o 'dia do Senhor' – um nome que não podia ofender os ouvidos de seus súditos pagãos." – The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, cap. 20 §§ 2°., 3°. (Vol. II, págs. 429 e 430).
Se o domingo já era guardado pelos cristãos desde o surgimento da igreja primitiva, então não haveria necessidade de um imperador pagão baixar um decreto ordenando guardar um dia em homenagem a um deus pagão.
"A conservação do antigo nome pagão de "Dies Solis" ou "Sunday" (dia do Sol) para a festa semanal cristã é, em grande parte, devido à união dos sentimentos pagão e cristão, pelo qual foi o primeiro dia da semana imposto por Constantino aos seus súditos – tanto pagãos como cristãos – como o "venerável dia do Sol"... Foi com esta maneira habilidosa que conseguia harmonizar as religiões discordantes do império, unindo-as sob uma instituição comum." Deão Stanley, Lectures on the History on thc Eastern Church, conferência n°. 6, pág. 184.
O professor Cristianini faz uso das palavras do conceituado erudito bispo Arthur Cleveland Coxe quando comenta:
"Foi uma conversão política, e como tal foi aceita, e Constantino foi um pagão até quase ao morrer. E quanto ao seu arrependimento final, abstenho-me de julgar." – Elucidation 2, of "Tertullian Against Marcion", book 4.
O escritor citado anteriormente faz uso também de uma testemunha chamada Eusébio bem conhecida no cristianismo:
"Ele [Constantino] impôs a todos os súditos do império romano a observância do dia do Senhor (domingo) COMO UM DIA DE REPOUSO, e também para que fosse honrado o dia que se segue ao sábado." – Life of Constantine, Book 4, chap. 18. Destaques nossos.
É interessante saber que o domingo não substituiu o sábado de uma hora para outra. Esse processo se deu de forma gradativa. Para confirmar esta assertiva o professor Arnaldo Cristianni também faz uso de uma fonte evangélica muito interessante onde diz:
"Quando os antigos pais da igreja falam do dia do Senhor, às vezes, talvez por comparação, eles o ligam ao sábado; porém jamais encontramos, anterior à conversão de Constantino, uma citação proibitória de qualquer trabalho ou ocupação no mencionado dia, e se houve alguma, em grande medida se tratava de coisas sem importância... Depois de Constantino as coisas modificaram-se repentinamente. Entre os cristãos, o "dia do Senhor" – o primeiro da semana – gradualmente tomou o lugar do sábado judaico." – Smith's Dictionary of the Bible, pág. 593.
Depois de algum tempo após o decreto de Constantino o dia de guarda dos cristãos e pagãos passou ser o mesmo.
"O dia era o mesmo de seus vizinhos pagãos e compatriotas; e o patriotismo de boa vontade uniu-se à conveniência de fazer desse dia, de uma vez, o dia do Senhor deles e seu dia de repouso... Se a autoridade da igreja deve ser passada por alto pelos protestantes, não vem ao caso; parque a oportunidade e a conveniência de ambos os lados constituem seguramente um argumento bastante forte para uma mudança cerimonial, como do simples dia da semana para observância do repouso e santa convocação do sábado judaico." North British Review, Vol. 18, pág. 409
O professor Lourenço Gonzalez faz uso de alguns livros católicos que creio ser de muita utilidade nesse estudo. Vejamo-nos.
“Nós, católicos romanos, guardamos o domingo, em lembrança da ressurreição de Cristo, e por ordem do chefe de nossa igreja, que preceituou tal ordem de o Sábado ser do Antigo Testamento, e não obrigar mais no Novo Testamento.” – Pe. Júlio Maria, em Ataques Protestantes, p. 81.
“Foi a Igreja Católica que, por autoridade de Jesus Cristo, transferiu esse descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor: de modo que a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, independentemente de sua vontade, à autoridade da Igreja.” – Monitor Paroquial de 26 de Agosto de 1926, Socorro, SP. Grifos meus.
“A Igreja Católica, por sua própria infalível autoridade, criou o domingo como dia santificado para substituir o Sábado, da velha lei.” – Kansas City Catholic, 9 de Fevereiro de 1893.
“A Igreja Católica... em virtude de sua divina missão, mudou o dia de Sábado para o domingo.” Catholic Mirror (espelho católico), órgão oficial do Cardeal Gibbons, de 23 de Setembro de 1893, grifos meus.
“O domingo é uma instituição católica, e sua observância só pode ser definida por princípios católicos. Do princípio ao fim das Escrituras não é possível encontrar uma única passagem que autorize a mudança do culto público semanal, do último para o primeiro dia da semana.” – Catholic Press, Sidney, Austrália. 25 de Agosto de 1900 – grifos meus.
“Observamos o domingo em vez do Sábado, porque a Igreja Católica no Concílio de Laodicéia (364 a.D.) transferiu a solenidade do Sábado para o domingo.” – The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine, Rev. Peter Geierman, C.S.S.R.) pág. 50 – terceira edição, 1913, obra que recebeu a bênção apostólica do Papa Pio X, em 25 de Janeiro de 1910, grifos meus.
“Podereis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do Sábado, dia que nós nunca santificamos.” – Cardeal Gibbons em The Faith of Ours Fathers, edição de 1892.
“A Bíblia manda santificar o Sábado, não o domingo; Jesus e os apóstolos guardaram o Sábado. Foi a tradição católica que, honrando a ressurreição do Redentor, ocorrida no domingo, aboliu a observância do Sábado.” – O Biblismo, pág. 106, Padre Dubois – Belém.
A pergunta é: a igreja mãe, ou seja, a igreja católica tem o poder de mudar o dia de descanso do sábado para o domingo?
“Não tivesse ela (Igreja Católica) esse poder, e não poderia haver feito aquilo em que concordam todos os religionistas modernos – não poderia haver substituído a observância do Sábado do sétimo dia, pela do domingo, o primeiro dia, mudança para a qual não há autoridade escriturística.” – Um Catecismo Doutrinal, Rev. Stephan, pág. 174, grifos meus.
Muitos pastores ficam discutindo a questão da guarda do domingo na Bíblia, agem como idiotas os que fazem isso, pois a questão citada não é teológica e sim histórica. Não é na Bíblia que se encontrará a resposta precisa para a questão e sim na história. Como já foi visto, de acordo com a história o domingo foi determinado como dia de guarda por um imperador romano em acordo com a igreja mãe.
Para entender o assunto, bastará estudar a história universal e será tudo entendido.
Creio que deu para entender caro leitor, que a guarda do domingo tem origem pagã. Não foi ordenada por Jesus e nem endossada por seus discípulos. Foi um líder pagão que introduziu esse costume no meio cristão quando a igreja e o Estado romano estavam de mãos dadas.
Mas saiba que Deus continua sendo o mesmo e a sua palavra também. Disse Jesus: “Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.”

 

Referencias

GONZALEZ, Lourenço. Assim diz o Senhor. ADOS, Rio de Janeiro, RJ, 2010.
CRISTIANINI, Arnaldo. Subtilezas do erro. CPB, Santo André, SP, 1986.

 

Por que existem tantas religiões?

A palavra religião vem do latim religar. Passou haver necessidade de religião depois da queda do homem no jardim do Éden. Antes o homem vivia plenamente ligado em Deus por isso ele não precisava de religião (religação). Depois do pecado, o homem estava desligado de Deus, portanto, a partir daí, precisava de religação, ou seja, de religião.

Na maioria das vezes se confunde religião com denominação. São palavras que tem sons parecidos, mas com significados diferentes. Denominação é uma organização onde um grupo de pessoas acredita no mesmo ensino, enquanto que a religião é o que acontece dentro das pessoas. É a relação do homem com o Criador. Podemos até fazer parte de uma denominação e não sermos religiosos.
Para Deus, existem duas religiões apenas: a verdadeira e a falsa, a pura e a impura. Dizem as escrituras: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” (Tiago 1:27). O apóstolo Tiago não fala de religiões puras e sem mácula, mas de apenas uma.
O grande problema da maioria dos religiosos é fundamentarem suas “crenças” em pessoas, organizações religiosas, em crenças individuais, que são fundamentos movediços. Isso as tornam impuras e com máculas. Todavia a religião verdadeira é fundamentada em Cristo. Como diz o apóstolo Paulo: “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Coríntios 3:11). É importante entender que não é visitando os órfãos e viúvas que iremos nos tornar religiosos autênticos. O fiel servidor de Cristo deverá praticar a visitação aos órfãos e viúvas, mas por amor àquele que o salvou, não para os tornar religiosos ou para os salvar.
O que precisa-se fazer para ter a religião verdadeira? Disse Jesus: “...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (São João 8:32). Precisa-se conhecer toda a verdade. Essa verdade para ser completa precisa ter todas as colunas que a compõe. Vejamos essas colunas da verdade.
a) Jeremias 10:10 - ”Mas o SENHOR é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação”. O Senhor Deus, Ele é a verdade. Portanto, Ele é a primeira coluna da verdade.
b) São João 14:6 – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Portanto, a segunda coluna da verdade é Jesus. Ele mesmo se denominou assim, pois Ele é a verdade..
c) I São João 5:6,7 – “Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade”. O Espírito Santo Ele é a verdade. O que o torna a terceira coluna da verdade.
d) São João 17:17 – “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. A palavra de Deus é a verdade. Assim sendo, ela se torna a quarta coluna da verdade.
e) Salmos 119:151,172 – “Tu estás perto, SENHOR, e todos os teus mandamentos são verdade”. Se a lei é também a verdade, ela se constitui a quinta coluna da verdade.
Portanto, para se ter toda a verdade deve-se aceitar todos os pilares dela que são: Deus o pai, Jesus, o Espírito Santo, toda a palavra de Deus e a lei de Deus.
Então por que existem tantas denominações se existe um só Deus? Na atualidade existem duas razões para existir tantos movimentos religiosos: o primeiro é porque as pessoas não querem segui toda a verdade. A maioria prefere aceitar apenas parte da verdade. Aquela parte que as agrada. Muitos aceitam a Bíblia, mas rejeitam a lei divina. Desta forma possuem apenas parte da verdade. Existem milhares de denominações que possuem ou aceitam apenas parte da verdade.
Outra razão porque existem tantas religiões é por que os fundadores delas querem poder. Em muitos casos, dinheiro.
Sabe-se da existência de igrejas evangélicas em que suas doutrinas são iguais ou semelhantes. Crêem nas mesmas doutrinas. Se crêem nos mesmos ensinos, porque houve necessidade de se criar outros ministérios? Com certeza toda a questão está relacionada ao poder. Na atualidade fundar uma nova igreja se tornou um negócio muito lucrativo. Já se fala por aí até em pequenas igrejas, mas grandes negócios.
Mas existe uma coisa interessante em todas elas: todas dizem possuir a verdade. Ninguém diz pregar a mentira.
Qual é a maneira de saber se a igreja prega toda a verdade? Verifique se ela possui todas as colunas da verdade.
Se você está realmente à procura da verdade, deve procurá-la em sua integridade. Mas o que deve uma pessoa procurar na religião verdadeira? Vejamos o que disse Jesus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (S. João 17:3). Portanto, se deve buscar na religião verdadeira a vida eterna. Se buscar qualquer coisa que seja diferente disso, está perdendo seu tempo. E esse tipo de vida só se encontra conhecendo a Jesus.
Quanto à denominação, o crente encontrará a religião verdadeira apenas na que guarda os mandamentos e tem a fé de Jesus. “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse. 14:12). Nesse caso, os que possuem a religião verdadeira são chamados de santos. E não é qualquer pessoa, mas as que guardam os mandamentos e têm o testemunho de Jesus. E é contra eles que Satanás estará irado nos últimos dias. “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.” (Apocalipse. 12:17).
Pertencer ao povo de Deus dos últimos dias é um privilégio, mas também traz sacrifícios, pois estará contraindo inimizade com Satanás e seus seguidores.
O inimigo não está preocupado com os que possuem apenas uma parte da verdade, mas com aqueles que a possuem em sua totalidade.
Vimos que existem apenas duas religiões neste mundo, a verdadeira e a falsa. A que possui toda a verdade e a que possui apenas parte dela.
Pertencer a igreja que possui toda a verdade e praticar toda essa verdade implicará em inimizade contra Satanás ou seja, em perseguições.
Em qual igreja você quer estar, na que possui toda a verdade ou na que possui apenas uma parte dela?

O segredo da prosperidade

“Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito.” (Provérbios 15:22).

“Em qualquer projeto relevante, é impossível ser diligente sem buscar parcerias inteligentes.” (Steven Scott – Salomão o homem mais rico que já existiu pág. 28).
É interessante entender que todos de uma maneira ou de outra, precisam de algum tipo de parceria. Mesmo que tenha tudo o que o ser humano possa desejar, de alguma forma ele precisará de parcerias. E para ser próspero verdadeiramente, há necessidade de ter não simplesmente parcerias, mas parcerias eficientes.
Existem pessoas que herdam verdadeiras fortunas, mas que em pouco tempo perdem tudo, pois pensam que podem tudo com o que possuem. Esquecem que de alguma forma precisam de outras pessoas.
Muitos fracassos tanto na vida profissional quanto em outros ramos acontecem, porque se omite os bons parceiros. O que você faria com um montão de dinheiro se não tivesse como usá-lo? Quem compra, vende, trabalha ou faz de alguma forma algum tipo de ação, pode ser um tipo de parceiro. Porém uma pessoa que acredita não precisar de ninguém, não tem como ser próspero. Mesmo sendo dono de fortunas, o destino dele será a derrota.
Não existem patrões sem empregados, escolas sem professores, comércios sem fregueses, famílias sem esposo ou esposa, lar sem filhos etc.., tudo nesta vida para ser coroado de prosperidade, precisa de boas parcerias. Todavia deve-se levar em conta o tipo de parceria e qual é o melhor tipo de parceiro que se pode ter. Ele deve ser comprometido, sábio, honesto, etc.. .
Existe uma grande questão em uma parceria que deve ser também observada. Muitas vezes temos um parceiro com todas as qualidades necessárias, mas nós não sabemos usufruir da parceria. Não teria como ser próspero em situações desse tipo. São necessárias boas qualidades nas duas partes da parceria para que exista sucesso.
Onde se pode encontrar um parceiro com todas as qualidades necessárias para ser próspero. Pode encontrar em qualquer lugar, onde você estiver, pois esse parceiro está onde você precisa. Esse parceiro é o próprio Deus.
Como seria essa parceria? Seria da seguinte maneira: você administra 90% do valor investido e Deus apenas 10%. Todavia, começará bem quando você se conscientizar de que tudo pertence ao Criador, que você é apenas um administrador. Que Ele é o sócio (parceiro) majoritário, mas que deixa a maior parte para ser administrada por você.
A sociedade não acontece em função do valor que você designa, mas em função do valor que Deus investe. Na verdade Ele investe 100%, mas administra apenas a menor parte. O segredo da prosperidade está em confiar no parceiro divino e cuidar bem da parte que cabe a você.
É importante saber que nem sempre ser administrador é ser dono. Deus é administrador e dono, mas não sucede assim com os homens. O ser humano deve ser apenas administrador.
Cabe ao homem administrar as coisas criadas por Deus, pois a Ele “.. pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” (Salmos 24:1).
Tudo o que há na terra pertence a Deus, mas existem quatro coisas básicas que Ele põe em nossas mãos para que administremos 90%. Elas são: tempo, talento, corpo e tesouro. Deve-se entender que todos esses elementos citados anteriormente, pertencem a Deus e devem ser cuidados para a honra e glória Dele.
Vejamos um exemplo dessa natureza. No jardim do Éden Deus permitiu que nossos primeiros pais comessem de todos os frutos, mas proibiu de comerem de um, não que houvesse algum veneno ou algum mal naquele fruto, mas para ensinar ao casal o caminho da fidelidade. (Apocalipse 2:10). Com respeito àquilo que Deus “nos dá”, ocorre o mesmo princípio. Ele não precisa de nada daquilo que dizemos que é nosso, mas pede um porcentual dos bens, talentos, corpo e o tempo, para ensinar-nos a ser fieis, ou seja, dependentes Dele.
Quando se fala em fidelidade, somos tentados a pensar apenas nos bens, ou seja, nos dízimos dos nossos tesouros, mas a fidelidade que Ele espera vai muito além do que se imagina.
Vejamos como os patriarcas do passado seguiam esses princípios de fidelidade. ”Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus; e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo. “(Gêneses 28:20-22). Observe que Jacó falou que daria os dízimos de tudo, não apenas dos bens. Isso envolveu bens, talentos, corpo e o tempo.
“Jacó não estava aqui a fazer um contrato com Deus. O Senhor já lhe havia prometido prosperidade, e este voto era o transbordar de um coração cheio de gratidão pela certeza do amor e misericórdia de Deus. Jacó entendia que Deus tinha direitos sobre ele, os quais ele devia reconhecer, e que os sinais especiais do favor divino a ele concedidos exigiam retribuição. Assim, toda a bênção que nos é concedida reclama uma resposta ao autor de todas as nossas vantagens.” (______ Patriarcas e Profetas pág. 156).
O patriarca prometeu dar os dízimos de tudo, isso não significava apenas da prata ou do ouro, mas de tudo literalmente. Do trigo, das vacas, do jumento, dos talentos, do tempo, do corpo. Esse é o princípio que deve ser respeitado em nossa parceria com Deus. “Também todas as dízimas (10%) da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR. No tocante às dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo do bordão do pastor, o dízimo será santo ao SENHOR.” (Levítico 27:30,32).
Algumas pessoas chegam a pensar que os princípios dos dízimos não são mais vigentes porque os dízimos dados no passado eram do gado, cereais, frutos etc.., objetos que não são mais usados hoje.
É bom saber que essa forma de pensar está equivocada, pois naquela época se dava também ofertas e elas eram dadas do gado, cereais assim como os dízimos. Se por causa da maneira de dizimar do passado não se deve dizimar hoje, então não se deveria ofertar também.
É bom entender que na época que não existia moeda corrente, a prata, o ouro, a vaca etc.., eram usados como se fosse moeda corrente. Deles se devolvia os dízimos. Quando Abraão voltou de uma guerra que trouxe despojo, devolveu os dízimos a Melquisedeque rei de Salém. Do que ele deu os dízimos, será que foi só das vacas ou foi de tudo, como faria Jacó no futuro? Claro que foi de tudo. “E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.” (Gêneses 14:20).
O grande problema da maioria das pessoas de hoje é associar dízimos a dinheiro. Na verdade ele (dízimo) deve estar relacionado a tudo o que Deus dá, inclusive o tempo e os talentos (habilidades).
Quanto ao nosso corpo, como podemos ser fieis administradores de dele? Com certeza que cuidando bem dele evitando tudo o que possa prejudicá-lo, e dedicar ele no serviço de Deus. “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (I Coríntios 3:16,17; 10:31).
É importante saber que nem Jesus e nem os apóstolos foram contra os dízimos, ao contrário, eles mesmos aprovaram. ”Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas (dar os dízimos), sem omitir aquelas!” (São Mateus 23:23).
O que falou o apóstolo Paulo inspirado por Deus com respeito ao ministério? ”Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho;..” (I Coríntios 9:13,14).
Em todos os períodos da história da igreja de Deus, os seus ministros foram sustentados pelos recursos que vinham da casa de Deus. A prova disso está quando Israel entrou em Canaã, todas as tribos receberam terras como herança, mas a tribo de Levi não, pois Deus era a sua herança.(Josué 13:14). Eles não precisavam fazer outras coisas para sobreviverem, pois eles comiam do mantimento que havia na casa de Deus. Esse mantimento eram os dízimos e ofertas. Diz a palavra de Deus: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa...” (Malaquias 3:10).
“O dinheiro é de grande valor, porque pode realizar grande bem. Nas mãos dos filhos de Deus é alimento para o faminto, água para o sedento, vestido para o nu. É proteção para o opresso, e meio para socorrer o enfermo. Mas o dinheiro não é de mais valor que a areia, a não ser que o empreguemos para prover as necessidades da vida, para bênção de outros, e para o desenvolvimento da obra de Cristo. Riqueza acumulada não é somente inútil, como uma maldição. Nesta vida é uma armadilha para a pessoa, por desviar as afeições do tesouro celeste.” (__________, Parábolas de Jesus pág. 225).
Fidelidade a Deus é mais que devolução dos dízimos, envolve a boa administração dos tesouros que estão em nossas mãos. Usar de forma proveitosa ou seja: que satisfaça. ”Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.” (Isaias 55:2; Ageu 1:6).
Todavia existe outra questão que deve ser considerada: muitas pessoas fazem parcerias com o Dono de tudo, são abençoadas em função disso, mas usam mal as bênçãos. Por causa disso transformam as bênçãos em maldição, pois fizeram uma boa parceria, mas eles foram maus parceiros. Como poderiam ser prósperos dessa forma?
Para todos os que possuem luz sobre este assunto, a fidelidade é coisa muito séria. Aos fieis Deus promete abençoá-los (Malaquias 3:10,11), mas aos infiéis promete destruí-los (Malaquias 3:10; I Coríntios 6:10).
Quanto é o dízimo? A palavra dízimo significa 10%. De tudo o que você ganhar, 10% deve ser separado para Deus. Saiba que Deus não precisa desse dinheiro, pois Ele é o dono de tudo, mas você precisa ser dependente de Deus. O dízimo de tudo é uma questão de fé.
Outra razão para devolvermos os dízimos, é para proteger-nos do egoísmo.
Se você tem alguma dúvida, faça uma experiência com Deus. Ele diz: “provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. ”(Malaquias 3: 10). É assim que se faz uma parceria justa com Deus. Mas procure ser também um bom parceiro.

 


Referencias

SCOTT, Steven. Salomão, o homem mais rico que já existiu. Sextante, Rio de Janeiro, RJ, 2008.
WHITE, Hellen. Patriarcas e Profetas. CPB, Tatuí, SP 2008.

Corpo, alma e espírito

O que somos, de onde viemos e para onde vamos? Esta é a pergunta feita pela maioria dos seres humanos, que muitas vezes têm buscado até nas ciências ocultas respostas a esta e a outras indagações. 

Mas, o que é o homem e do que ele é feito? “O homem, esse ser maravilhoso, feito um pouco menor que os anjos, tem sido objeto de muitas especulações quanto à sua estrutura. Tem ele uma alma? Sai dele, quando morre, uma entidade abstrata que vai se incorporar em outro ser, racional ou irracional?” (Lourenço Gonzalez – Assim diz o Senhor pág. 258).
A maioria dos evangélicos acredita que o ser humano tem uma alma e que ela é imortal. Mesmo que o homem morra, ele possui uma alma ou o espírito que de alguma forma continuará vivo em algum lugar. Assim se compreende que o homem é um composto de um corpo, uma alma e um espírito. Seriam esses os elementos de um homem. E essa alma seria eterna, concepção que contraria as palavras do profeta Ezequiel quando diz: “A alma que pecar essa morrerá” (Ezequiel 18:4). Se a alma que pecar morrerá, é porque ela é mortal. Se o homem possuísse uma alma que fosse imortal, então ele seria imortal também.
“Essa idéia popular não veio da revelação divina mas sim dos povos pagãos da mais remota antigüidade, penetrou na igreja apostatada, infiltrou-se na teologia cristã e chegou até nós com foros de verdade bíblica.” (Arnaldo Cristianini – Subtilezas do erro, pág. 267).
“Por séculos a idéia sobre o homem tem sido influenciada pelo filósofo grego Platão. O homem consiste em duas partes: a alma imortal e o corpo corrupto, mortal. Esses dois elementos ele via como totalmente diferentes: um eterno e bom, outro mau, fraco e temporário. Durante a vida na Terra, ensina Platão, a alma tem de residir no corpo, como numa prisão de que se vê livre na morte. Ele fala do corpo como ‘fonte de intermináveis problemas’, e cria que o puro conhecimento de tudo poderia ser alcançado quando a alma se libertasse do corpo.” (– Lição da Escola Sabatina, 1975, pág. 29).
Na idade média devido à variedade de reformadores protestantes, muitos movimentos surgiram e conseqüentemente várias escolas teológicas também apareceram. Todas elas defendiam doutrinas variadas, mas também herdaram ensinos da igreja mãe. Ensinos esses que permanecem até hoje na maioria das igrejas modernas.
Hoje esses ensinos são espalhados de variadas formas através das escolas teológicas, filmes e outros meios de comunicação.
Outro grande problema herdado do cristianismo da idade média é a tradução das Bíblias que chegaram até nós. Como a maioria dos tradutores já possuía uma compreensão baseada naquilo que se criam na idade média, eles “traduziram” segundo a mente dos teólogos da igreja medieval. Na verdade não foi bem uma tradução, mas uma interpretação. E essas traduções só confirmaram o que a igreja mãe acreditava, trazendo dificuldades de compreensão para os cristãos contemporâneos.
Essas versões modernas fazem o leitor desatento da Bíblia pensar de forma bem diferente da que poderia acreditar se tivesse uma tradução fidedigna das escrituras sagradas.
É por esse motivo que em muitas situações se fará necessário buscar uma tradução mais próxima do original dos textos sagrados.
Mas, o que Deus ensina a respeito do estado do homem através de sua Palavra? ”Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” (Gênese 2:7).
E essa alma é composta de corpo mais o fôlego de vida, que forma uma equação desse tipo: Corpo + fôlego = alma vivente. Através do texto lido anteriormente se entende que o homem não possui uma alma, mas sim que ele é uma alma vivente.
Gostos da comparação que o professor Gonzalez faz com o objetivo de esclarecer melhor o assunto.
“• A luz elétrica é a resultante da união de dois elementos: energia ou corrente elétrica, mais a lâmpada. Desta união, temos a brilhante luz.
• A cadeira não tem cadeira, ela é uma cadeira, que é a união de pregos e madeira.
• A mistura de tinta azul com tinta amarela resulta na cor verde. O verde não tem verde, ele é verde.
Claro que a corrente elétrica só, não ilumina. A luz é o resultado da união normal da energia ou corrente elétrica com a lâmpada. Se você cortar o fio que leva a eletricidade até a lâmpada, esta não produzirá luz. Da mesma maneira, a lâmpada só, sem energia, também não ilumina.
O verde também, só existirá quando continuarem misturados o azul e o amarelo. Estas cores, azul e amarelo, são cores básicas e têm existência própria; o verde, porém, é uma cor derivada e só existirá quando estiverem perfeitamente misturados o azul e o amarelo.
Desta forma, a “alma” é o resultado da união destes dois elementos utilizados por Deus ao criar o homem: o pó da terra e o fôlego de vida. Ambos se juntaram e produziu-se uma alma vivente – o homem.
O corpo por si só não pode pensar, agir, arrazoar. Porém, Deus, ao introduzir nele o fôlego de vida, tornou-o mais que uma simples matéria. Entrementes, assim como a corrente elétrica, só, não ilumina, da mesma maneira o fôlego de vida só não pode pensar, arrazoar, sentir, chorar, sofrer, nem realizar alguma função de vida inteligente.” (Lourenço Gonzalez – Assim diz o Senhor pág. 258).
No antigo testamento a palavra alma vem do original hebraico Nephesh, que é traduzida de diferentes formas, dependendo do contexto. No novo testamento a palavra alma vem do original Grego Psyche, também com vários sentidos dependendo do contexto. O vocábulo Nephesh ocorre 755 vezes no velho testamento enquanto que o Psyche 40 vezes.
Em nenhum texto do original bíblico há uma definição para NEPHESH ou PSYSHE como sendo uma entidade consciente capaz de sobreviver independentemente do corpo. Esse conceito se originou nos antigos sistemas religiosos, filosóficos pagãos do Egito e da Grécia e daí penetraram na teologia cristã. Na Bíblia a palavra alma literalmente significa o ser por inteiro, como quando Adão passou a viver, ou quando Jesus disse que sua ‘alma’ ou seu ser estava triste.
Mas existem outras definições para alma na Bíblia que se faz necessária examiná-las. E quais são esses outros significados de alma? Para responder a esta indagação farei uso da obra “Assim diz o Senhor” de meu amigo escritor Lourenço Gonzalez que muito nos ajudará na compreensão desse assunto.
Se deve estudar separadamente os três elementos que constituem o homem.

“ALMA” – COM SIGNIFICADO DE “VIDA”

→ “Porque a alma (vida) da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas (vidas); porquanto é o sangue que fará expiação pela alma (vida, pessoa).” (Levítico 17:11).
→ “Porquanto (o sangue, v. 13) é a alma (vida) de toda carne; o seu sangue é pela sua alma (vida); ... tenho dito aos filhos de Israel: não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a alma (vida) de toda carne é seu sangue...” (Levítico 17:14).
→ “Paulo porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o disse: Não vos perturbeis, que a sua alma (vida) está nele.” (Atos 20:10).
E mais estes textos: Gên. 9:4 e 5; I Reis 19:14; Jó 6:11; Mar. 3:4; II Cor. 12:15; Heb. 10:39; Mat. 16:26; Luc. 12:20; Mat. 11:29; Mar. 8:37, etc.

“ALMA” – COM SIGNIFICADO DE “PESSOA”

→ “E os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas (pessoas). Todas as almas (pessoas) da casa de Jacó, que vieram do Egito, foram setenta.” (Gênesis 46:27).
→ “... Nenhuma alma (pessoa) de entre vós comerá sangue...”
→Atos 7:14 – “... sua parentela, que era de setenta e cinco almas (pessoas).” (Levítico 17:12).
→ “Naquele dia agregaram-se quase três mil almas (pessoas).” (Atos 2:41).
→ “E éramos... duzentos e setenta e seis almas (pessoas).” (Atos 27:37).
E mais estes textos: Gên. 36:6; 46:15, 18, 22, 25 e 26; Lev. 17:10, 15; Jer. 52: 29 e 30; Eze. 13:18-20; 22:25; Sal. 109:20; Prov. 11:30; Atos 3:23, etc.
“ALMA” – COM SIGNIFICADO DE “CORAÇÃO”

→ Gênesis 34:3 – “E apegou-se a sua alma (coração) com Diná, filha de Jacó, e amou a moça...”
→ I Samuel 20:17 – “E Jônatas fez jurar a Davi de novo, porquanto o amava... com todo o amor da sua alma (coração).”
→ I Reis 11:37 – “E te tomarei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma (coração), e serás rei sobre Israel.”
→ Atos 2:43 – “Em toda a alma (coração) havia temor...”
E mais estes textos: Sal. 42:5; Ecl. 6:2; Cant. 3:4: Miq. 7:3; Mar. 14:34, etc.

“ALMA” – COM SIGNIFCADO DE “CADÁVER”

“Houve alguns que se acharam imundos por terem tocado o cadáver (alma) de um homem, de maneira que não puderam celebrar a Páscoa naquele dia; por isso, chegando-se perante Moisés e Arão, ..” (Números 9:6).
“ALMA” – COM SIGNIFCADO DE “APETITE”

“Todo trabalho do homem é para a sua boca; e, contudo, nunca se satisfaz o seu apetite (alma).” (Eclesiastes 6:7).
Como você pode observar, alma na Bíblia pode significar: vida, pessoa, coração, apetite e até mesmo cadáver, mas em momento algum foi apresentada como sendo uma entidade consciente capaz de sobreviver independentemente do corpo.
Com estas definições fica mais fácil entender certos textos aparentemente complexos como os debaixo.
“Minha alma tem sede de Deus...” (Salmos 42:2).
“A alma dos feridos clamam ao Senhor” (Jó24:12).
“Louco! Esta noite pedirão a tua alma ...” (Lucas 12:20).
“Alma, tens em depósito muitos bens, ...” (Lucas 1219).
“O Senhor não deixará a minha alma na morte ...” (Salmos 16:10).
Etc.. .
O espírito é também mencionado como fazendo parte do homem, então vejamos o seu significado de acordo com a Bíblia.
No antigo testamento a palavra espírito vem do original hebraico NESHAMAH ou RUACH, que aparece 377 vezes e no novo testamento vem do vocábulo grego PNEUMA, é empregado, também em diversos sentidos, mas nenhum deles se refere a uma entidade inteligente capaz de existir independentemente do corpo. Vejamos os vários sentidos de espírito nas Escrituras Sagradas.

“ESPÍRITO” – COM SIGNIFICADO DE FACULDADES MORAIS – ÍNDOLE – CARÁTER – PENSAMENTO – SENTIMENTO

→ “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito (caráter, índole) reto.” (Salmo 51:10).
→ “E irá adiante dele no espírito (caráter) de Elias...” (Lucas 1:17).
→ “Que quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito (sentimento) de mansidão.” (I Coríntios 4:21).
→ “...quer vá e vos veja... e ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito (pensamento), combatendo juntamente... pela fé do evangelho.” (Filipenses 1:27).
E mais estes textos: II Tes. 2:2; Rom. 1:9; 7:6, etc.

“ESPÍRITO” – COM SIGNIFICADO DE SABEDORIA – DISCERNIMENTO – RACIOCÍNIO – CONHECIMENTO

→ “E o menino crescia, e se robustecia em espírito (conhecimento)...” (Lucas 1:80).
→ “Bem-aventurados os pobres de espírito (raciocínio), porque deles é o reino dos Céus.” (Mateus 5:3).
E mais estes textos: Êxo. 31:3; Núm. 14:24, etc.

“ESPÍRITO” – COM SIGNIFICADO DE – ÂNIMO – ENERGIA

→ “Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras de José... reviveu o espírito (ânimo) de Jacó.” (Gênesis 45:27).
→ “O meu espírito (energia, ânimo) se vai consumindo...” (Jó 17:1).
→ “Ouve-me depressa, ó Senhor; o meu espírito (ânimo) desfalece; não escondas de mim Tua face...” (Salmo 143:7).
→ “Então o Senhor fendeu a caverna que estava em Leí, e saiu dela água; e bebeu, e o seu espírito (ânimo) tornou, e reviveu...” ( Juízes 15:19).
Mais estes textos: I Sam. 30:12; Prov. 15:13; 17:22; Eze. 18:31; Dan. 7:15; Ageu 1:14, etc.

“ESPÍRITO” – COM SIGNIFICADO DE FÔLEGO – RESPIRAÇÃO – SOPRO
→ “E de toda a carne, em que havia espírito (fôlego) de vida, entraram de dois em dois para Noé na Arca.” ( Gênesis 7:15).
→ “Mas, morto o homem é consumido; sim, rendendo o homem o espírito (fôlego), então onde está?” (Jó 14:10).
→ “E o pó volte à terra como era, e o espírito (fôlego) volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12:7).
→ “E o seu espírito (fôlego, respiração) voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer.” (Lucas 8:55).
Mais estes textos: Jó 27:3; Apoc. 11:11, etc.

“ESPÍRITO” – COM SIGNIFICADO DE – VIDA

→ “Que está na sua mão a alma (vida) de tudo quanto vive; e o espírito (vida) de toda carne humana.” (Jó 12:10).
→ “E foi-lhe concedido que desse espírito (vida) à imagem da besta...” (Apocalipse 13:15).

“ESPÍRITO” – COM SIGNIFICADO DE – ANJO

Atos 8:26, comparar com o verso 29; Heb. 1:13-14, etc.

“ESPÍRITO” – PODER DIVINO – ESPÍRITO DE DEUS
Gên. 1:2; Isa. 44:3; 61:1; I Cor. 6:19, e mais 301 textos.
De acordo com os textos apresentados, espírito pode significar: Índole, caráter, pensamento, sentimento, sabedoria, discernimento, conhecimento, ânimo, energia, fôlego, respiração, sopro, vida, anjos, poder divino e espírito de Deus
Todavia, “das 283 passagens bíblicas sobre “espírito” (excetuando-se as 305 que mencionam espírito – Poder Divino), e nas conotações apresentadas, nada há indicativo de que sai de dentro do homem algo que tenha forma e se identifique como um ser – vaporoso, translúcido, silhuético ou fantasmagórico.
Conquanto haja nas Escrituras estas variadas formas em que alma e espírito são empregados, não há em nenhuma delas qualquer indício que signifiquem uma “entidade abstrata que sobrevive à matéria”. Não há na Bíblia nenhum texto que autorize a doutrina de uma alma ou um espírito imortais. Só Deus é imortal. I Tim. 1:17; 6:16.” (Lourenço Gonzalez – Assim diz o Senhor pág. 15).
Vejamos agora o significado do elemento final do ser humano, o corpo. Como está escrito em Gêneses 2:7, Deus precisou de dois elementos para construir o homem ou seja, a alma: corpo mais o fôlego. Que formam esta equação: Corpo + fôlego = alma vivente.
No antigo testamento a palavra carne é usada para significar o corpo, que é traduzida do Hebraico BASAR, e no novo testamento, do grego SARX. Eles significam as partes físicas de pessoas e animais (Gêneses 9:4; 29:14; Lucas 24:39; I Coríntios 15:39); seres vivos em geral (Gêneses 6:13; I Pedro 1:24); a natureza carnal da humanidade, que é contrária às coisas espirituais (Jeremias 17:5; Zacarias 2:13; Mateus 16:17); a natureza mortal de homens e mulheres (I Coríntios 15:50 – 52).
Tanto o antigo como o novo testamento consideram o ser humano como um todo, não como partes independentes rotuladas como espírito, alma e corpo. A parte pensante das pessoas – a mente – é geralmente traduzida da palavra hebraica LEB, e da grega NOUS, mas também de outras palavras, tais como RUACH e PNEUMA. Assim, a oração de Paulo para que o Deus da paz santificasse nosso espírito, alma e corpo (I Tes. 5:23), é uma oração de que Deus santifique todo o ser.
De acordo com os textos estudados, pode-se entender realmente o que é o homem. Ele é um ser (alma) composto de corpo (carne) e fôlego de vida (espírito).
E que a alma não é uma entidade que vive no corpo do homem e sai quando ele morre. Ela é apenas uma junção do fôlego (espírito) mais o corpo (carne). E em momento algum as escrituras se referem à alma como sendo imortal, pois se assim fosse o próprio homem seria imortal, contradizendo as escrituras quando dizem que, só Deus possui a imortalidade. O apóstolo Paulo se refere a Deus como sendo: “o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” (I Timóteo 6:16).

Alguns questionamentos que devem ser observados neste estudo:

→ Se o homem quando criado possuía uma alma imortal, por que precisou comer do fruto da árvore da vida para viver eternamente? Com certeza porque sua alma ou seja, sua pessoa não era imortal, se fosse, não precisaria comer da árvore da vida para viver eternamente. (Gêneses 3:22,23).
→ Deus também não precisaria adverti-los de que na hora que pecassem, morreriam. “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gêneses 2:16,17). Sem esquecer que Deus através de sua palavra advertiu: “A alma que pecar, essa morrerá.” (Ezequiel 18:4). Se ela iria morrer é porque seria mortal.
Faço minhas as palavras do professor Prof. Otoniel Mota, eminente pastor presbiteriano citado pelo professor Cristianini em seu livro “Subtileza do erro” quando diz: "A doutrina da imperecibilidade da alma não é bíblica mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho. A doutrina de sua natureza simples, uma, indivisível etc., não se mantém diante das concepções psicológicas modernas e da teoria mais racional acerca da propagação do ser humana, corpo e alma." (Walker W. - História da Igreja Cristã, pág. 21).
Na verdade a primeira pessoa neste mundo a pregar sobre a imortalidade da alma foi Satanás lá no jardim do Éden, quando disse: “É certo que não morrereis” (Gêneses 3:4), contradizendo o que Deus tinha dito.
Hoje a doutrina da imortalidade da alma tem sido disseminada não somente pelas igrejas evangélicas do oriente, mas também pelas igrejas ocidentais. Sem esquecer que os filmes e novelas são grandes divulgadores desse ensino. No Brasil grandes novelas feitas pela Rede Globo como: “Mandala”, “A viagem” etc.., que foram verdadeiros sucessos, são exemplos de divulgadores da doutrina da imortalidade da alma.
No cinema quase todos os filmes de alguma forma retrata a imortalidade da alma. Temos alguns exemplos de filmes: “O titanique”, “Gost, o outro lado da vida”, “Há um passo da eternidade” etc.. .
De acordo com o estudo feito neste trabalho, a doutrina da imortalidade da alma é contrária a Bíblia sagrada, pois só Deus possui esse atributo.
Mesmo não possuindo a imortalidade, poderemos desfrutar deste atributo que há em Cristo pelo período de sua segunda vinda. Diz o apóstolo Paulo: “Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. ” (I Coríntios 15:51 – 54).
Devemos entender que Deus quer que vivamos eternamente, mas isto não nos dará o atributo da imortalidade, pois a mesma pertence somente a Deus. Com Cristo viveremos eternamente, mas, sob condições.
Todavia existe uma condição para desfrutarmos da imortalidade. Termos fé no sacrifício expiatório de Jesus. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8).
Entendemos que nós fomos feitos almas viventes, viemos do pó (Gêneses 3:19) e voltaremos ao pó (Eclesiastes 12:7), todavia se crermos em Jesus e o aceitarmos como nosso Senhor e salvador, mesmo que tenhamos voltado para o pó, no dia de sua vinda ele nos ressuscitará e nos levará para ficarmos para sempre com Ele.

 

 

Referências

CRISTIANINI, Arnaldo. Subtilezas do erro. CPB, Santo André, SP, 1965.
GONZALEZ, Lourenço. Assim diz o Senhor. ADOS, Rio de Janeiro, RJ, 2010.

O que é, e onde fica o inferno

Para se entender o assunto, deve-se em primeiro lugar saber a definição bíblica de inferno.

Na Bíblia existem três definições básicas para inferno:
a) II Pedro 2:4 – Tartarus (grego). ”Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;..”. Inferno neste texto que origina-se do vocábulo Tártarus, significa: um lugar escuro. O apóstolo Pedro quando citou esse lugar, se referia à situação da terra quando os anjos caídos foram expulsos do céu, não de um lugar onde existisse um fogo que ficaria queimando eternamente e os pecadores sendo atormentados pelos demônios.
“A palavra tártaro, usada por Pedro se assemelha muito à palavra "Tartarus", usada na mitologia grega, com nome de um escuro abismo ou prisão; porém, a palavra tártaro, parece referir-se melhor a um ato do que a um lugar. A queda dos anjos que pecaram foi do posto de honra e dignidade à desonra e condenação; portanto a idéia parece ser: Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas os rebaixou e os entregou a cadeias de trevas. Não existe nenhuma idéia de fogo ou tormento nesta palavra, ela simplesmente declara que estes anjos estão reservados para um julgamento futuro.” (Pedro Apolinário – Explicação de textos difíceis pág. 109).
b) Atos 2:27 – Hades (Grego) Seol (Hebraico). “.. Porque não deixarás a minha alma na morte (hades), nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.”
A palavra hades é usada apenas 10 vezes no Novo Testamento, Mat. 11:23; 16:18; Luc. 16:23; Atos 2:27, 31; Apoc. 1:18; 6:8; 20:13, 14 (I Cor. 15:55).
Quando Pedro discursou no pentecostes, ele enfatizou a morte de Davi e a de Jesus. Ele afirmou que ambos foram para o hades ou seja, para a sepultura, mas o corpo de Jesus não vira corrupção, não chegou a decompor-se, pois ressuscitou no terceiro dia. Alguns tradutores traduziram a palavra hades como sendo morte, mas a definição correta é sepultura. A tradução correta do texto ficaria assim: “Porque não deixará a minha alma (meu ser) no hades (sepultura), nem permitirás que teu santo veja corrupção (decomponha-se).”
c) Mateus 5:30 – Geena (Grego). “E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno (Geena).”
“Geena vem do vocábulo hebraico Ge Hinom ou Ge ben Hinom – Vale de Hinom ou Vale do filho de Hinom. Neste vale havia uma elevação denominada Tofete, onde ímpios queimavam seus próprios filhos.
Este vale se situava a sudeste de Jerusalém; neste local, antes da conquista de Canaã pelos filhos de Israel, cananitas ofereciam sacrifícios humanos ao deus Moloque. Posteriormente, judeus apostatados continuaram com esta prática nefanda e abominável, como nos relata II Crônicas 28:3. "Também queimou incenso no vale de Hinom, e queimou a seus próprios filhos no fogo, segundo as abominações dos gentios que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel."
Esta é uma referência ao ímpio rei Acaz, como também nos mostra II Reis 16:3.
"Porque andou no caminho dos reis de Israel, e até queimou a seu filho como sacrifício. . ."
Que esta prática existia fora dos arraiais dos israelitas é evidente da leitura de alguns textos bíblicos como Lev. 18:21 e Deut. 18:10, onde Deus adverte os seus filhos a não dedicarem seus descendentes a Moloque.
Manassés, neto do rei Acaz, restaurou esta prática execrável – II Crôn. 33:1; Jer. 32:35.
Alguns anos mais tarde, o bom rei Josias exterminou os sacrifícios humanos, derribando totalmente as elevações do vale de Hinom ou o Tofete, como está relatado em II Reis 23:10.
Em conseqüências destas transgressões Deus advertiu o seu povo de que o Vale de Hinom se tornaria um dia "o vale da matança" por causa dos cadáveres deste povo: Jer. 7:32, 33; 19:6, confira Isa. 30:33.
Terminados os sacrifícios humanos, este local ficou reservado para depósito do lixo proveniente da cidade de Jerusalém. Juntamente com o lixo vinham cadáveres de mendigos encontrados mortos na rua ou de criminosos e ladrões mortos quando cometiam o delito. Estes corpos, às vezes, eram atirados onde não havia fogo, aparecendo os vermes que lhes devoravam as entranhas num espetáculo dantesco e aterrador. É a este quadro que Isaías se refere no capítulo 66, verso 24.
Por estas circunstâncias, este vale se tornou desprezível e amaldiçoado pelos judeus e símbolo do terror, da abominação e do asco e mencionado por Jesus com estas características. Ser atirado à Geena após a morte, era sinônimo de desprezo ao morto, abandonado pelos familiares, não merecendo ao menos uma cova rasa, estando condenado à destruição eterna do fogo.
O vale de Hinom era um crematório das sujidades da cidade de Jerusalém. O fogo ardia constantemente neste sitio e com o objetivo de avivar as chamas e tornar mais eficaz a sua força lançavam ali enxofre. Devido a estas circunstâncias, Jesus com muita propriedade usou este vale para ilustrar o que seria no fim do mundo a destruição dos ímpios, sendo queimados na Geena universal.
Os rabis mais primitivos baseiam a idéia de ser a Geena um tipo do fogo do último dia da passagem bíblica de Isaías 31:9.” (Pedro Apolinário – Explicações de textos difíceis pág. 107)
Para compreender melhor texto citado, ele ficaria assim: “E, se a tua mão direita te faz tropeçar (se você roubar, matar), corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno (você seja pego e crucificado e finalmente jogado no Geena).”
Se uma pessoa fosse encontrada roubando ou praticando qualquer ato digno de morte, seria crucificada e depois de morta, lançada no Geena junto com sua cruz.
Portanto, existem três definições bíblicas para inferno na Bíblia: lugar escuro (Tártarus), sepultura (Hades e Seol) e Geena que não tem uma tradução para o português, mas que pode ser entendido como um lugar onde se queimava lixo, inclusive os corpos dos condenados a morte de cruz.
As definições apresentadas nos textos são bem diferentes de tudo o que você ouviu falar ou entende por “inferno”.
“Todos nós” ou quase todos costumamos acreditar que o inferno é um lugar onde os pecadores irão ficar por toda a eternidade. Lá o fogo não se apaga nunca. Existem até alguns textos bíblicos usados pelos defensores desta crença para justificar essa doutrina. Aqui estão alguns deles:
“E irão eles para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” (Mateus 25:46).
“E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrar na vida aleijado, do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga.” (Marcos 9: 43,46)
“Então dirá também aos que estiverem à Sua esquerda: Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” (Mateus 25: 41).
Como já vimos, “Inferno quer dizer sepultura, lugar de silêncio, parte inferior, lugar dos mortos. É traduzido da palavra hebraica sheol no Antigo Testamento e da palavra grega hades no Novo Testamento. É para lá que, após a morte, todos, tanto bons quanto maus, ricos e pobres, salvos ou não, irão aguardar a ressurreição. Pois inferno é sepultura. Ouça:
“E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe, e disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e Ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e Tu ouviste a minha voz.” (Jonas 2:1-2).
Observe que, aqui, inferno não dá idéia de suplício, nem de fogo, nem de punição, tormento ou agonia, mas simplesmente de um lugar inferior – neste caso, as profundezas do Mar Mediterrâneo.
“Que homem há, que viva, e não veja a morte? Ou que livre a sua alma do poder do mundo invisível?” (Salmo 89:48).
Esclarece, pois, o salmista, que todos os seres humanos morrerão, indo à sepultura (inferno), que denomina lugar invisível.
“Se eu olhar a sepultura como a minha casa, se nas trevas estender a minha cama.” (Jó 17:13).
O patriarca chama a sua casa de sepultura (inferno), e Salomão, o grande sábio, assim afirma, veja:
Provérbios 5:5 – “Os seus pés descem à morte, os seus passos firmam-se no inferno.”
Evidentemente, não há dúvida de que o inferno crido pelos autores bíblicos é um lugar inferior, debaixo da terra, a sepultura, lugar de todos os mortais.
Chamo a atenção de você, agora, para o aspecto mais contundente da verdade que desejo apresentar. Observe estes dois textos da Escritura:
“Pois não deixará a Minha alma no inferno, nem permitirá que o Teu Santo veja a corrupção.” (Salmo 16:10).
“Pois não deixarás a Minha alma no hades, nem permitirás que o Teu Santo veja a corrupção.” (Atos 2:27).
Observe que Lucas troca a palavra inferno, que Davi usa, pelo vocábulo hades, e no verso 31 esclarece cristalinamente que quando se reportava ao inferno, isto é, que Cristo não permaneceria no inferno, estava se referindo ao inferno como sepultura, ao asseverar:
“Nesta previsão disse da ressurreição de Cristo que a Sua alma não foi deixada no hades...” (Atos 2:31).
Portanto, nada mais claro que o inferno é sepultura, assim demonstrado pelos textos lidos, através da inspiração dos expositores bíblicos, patriarcas, profetas, apóstolos e o médico Lucas.
Desta forma, nenhuma destas passagens que se referem ao inferno quer dar a idéia de suplício, castigo ou fogo. Não ensina a Bíblia em nenhuma de suas páginas que há um lugar especial no Cosmo ou na Terra, sobre ela ou debaixo dela, que se tenha transformado no inferno, com demônios, fogo e suplício.
Quanto ao “fogo que nunca se apaga”, “nem o seu verme morre”, aparentemente sugere o castigo interminável, mas... vamos examinar estes textos à luz da Palavra de Deus, confrontando com a História Universal, para que a verdade aflore e edifique a nossa fé, certo?
Antes, porém, observe que o fogo não devora o bicho! Ora, quem executa o juízo? O fogo ou o bicho? Também, se o bicho não morresse, a destruição não seria completa, seria meia destruição, não é?
Como já foi citado, havia ao redor dos muros de Jerusalém, um vale muito grande onde os pagãos queimavam crianças vivas em honra ao deus Moloque, e também eram ali lançados os detritos, cadáveres de malfeitores, supliciados, corpos de animais e toda sorte de imundícies recolhidas na cidade.
Era um vazadouro de lixo (lixão público da cidade). Ali era acendido um “fogo que nunca se apagava”, isto é, estava constantemente aceso, haja vista haver todos os dias despejo de detritos e muita “carniça”.
Dessa forma, os dejetos que não eram consumidos pela ação intermitente do fogo, o era pela ação devastadora dos “vermes”, que proliferavam aos montões naquele amontoado de lixo. Digo-lhe, amado, aquele fogo “que não se apagava” era essencial, sobretudo, para a preservação da saúde do povo do lugar, daí ser reacendido a todo instante, para nunca se apagar.
Esse era o chamado Vale de Hinon ou Geena (Jer. 7:31). Certamente a cena impressionava os escritores bíblicos. Estando, pois, indelével em suas mentes, fazem aplicação desse quadro no campo espiritual, tornando-o um “simbolismo do fogo consumidor do último dia do julgamento e punição dos ímpios”.
Muitos aplicam a expressão “fogo eterno” ao desejo mórbido de ver pecadores (ainda que o sejam) queimando por toda a eternidade sem fim, entre gritos alucinantes. Mas, isto não é certo, quer ver? Responda-me: As cidades de Sodoma e Gomorra estão queimando até hoje? Ouça:
“Assim, Sodoma e Gomorra... havendo-se corrompido... foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.” (Judas 7).
Não é gritante a clareza do texto? Foi posta como EXEMPLO da pena do fogo eterno. Vale enfatizar que estas cidades foram mencionadas pelo irmão de Jesus como sendo exemplo de quem recebe o castigo do fogo eterno.
Mas, caro leitor, embora tenham sofrido a pena do fogo eterno, não estão essas ímpias cidades queimando até hoje, correto? A eternidade daquele fogo devorador foi tão rápida, que durou apenas “um momento”. Eis a prova:
“Porque maior é a maldade da filha do meu povo que o pecado de Sodoma e Gomorra, a qual se subverteu como num momento...” (Lamentações 4: 6).
Sabe você o que existe no lugar dessas ímpias cidades? Um mar! Sim, o Mar Morto. (85 km de água super salgada ao sul da Palestina). E o fogo eterno, onde está?
Veja mais um texto que confirma esta assertiva:
“Mas, se não Me derdes ouvido, para santificardes o dia de Sábado, para não trazerdes carga alguma, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de Sábado, então acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém, e não se apagará...” (Jeremias 17:27).
O profeta diz que tal fogo é semelhante a um fogo eterno. Agora o leitor vai ver o cumprimento dessa formidável profecia:
“E queimaram a casa do Senhor e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os seus palácios queimaram a fogo... para que se cumprisse a Palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a Terra se agradasse dos Seus Sábados...” (II Crônicas 36:19-21).
Pois bem, a profecia de Jeremias cumpriu-se religiosamente, demonstrando ao mundo a sacrossantidade do Sábado; apenas o fogo que ele mencionou não se apagaria; apagou-se! E agora: O profeta mentiu? Não foi ele inspirado pelo Espírito Santo?”(GONZALEZ, 2008).
Deve-se entender que nos dias de Jesus aqui nesta terra já existiam pessoas que criam na imortalidade da alma bem como na doutrina deturpada do inferno, ensinamento herdado dos pagãos. Jesus chegou até a contar uma parábola fazendo uso de crenças já existente em alguns povos para se fazer melhor compreender em algumas situações. Como foi o caso da parábola do rico e Lázaro.
O apóstolo Paulo ao escrever a sua primeira carta aos coríntios, também fez uso de uma ilustração pagã para representar os dons e ministérios cristãos (I Coríntios 12). Mas isso não significa que ele ou Jesus acreditavam ou ensinavam paganismo aos fieis.
A doutrina do inferno que prevaleceu no cristianismo teve seu fundamento na doutrina da imortalidade trazida do paganismo. Todavia houve uma razão para a existência desta doutrina no cristianismo, “doutrinas” que foram mais tarde justificadas através da inclusão dos livros apócrifos nas escrituras sagradas. Deve-se saber que com a expansão territorial dos mulçumanos, a igreja que na época era a maior senhora feudal, começou a perder espaço e conseqüentemente fieis.
A igreja ameaçada, criou duas doutrinas que visavam impedir o desenvolvimento da religião islâmica em território cristão. Foi criada a doutrina do tormento eterno (inferno) e a doutrina deturpada do céu. E alguns livros apócrifos foram aceitos pelos “cristãos” para poder justificar as novas crenças.
É importante saber que nos cultos dos domingos o que menos se falava era de Deus e Jesus. Oitenta por cento dos conteúdos apresentados tinham a ver com inferno, pois tinham o objetivo de amedrontar os fieis para que em caso de uma invasão mulçumana, preferir morrer que aceitar a doutrina islâmica.
A doutrina de forma básica era assim: o cristão que morresse mesmo que fosse na ponta da espada de um mulçumano já iria direto para o “céu”. Porém aquele que negasse sua fé e aderisse qualquer outra doutrina, ao morrer iria direto para o “inferno”, ou seja, para o tormento eterno.
Quando vivo, o papa João Paulo II chegou a dizer que, não havia mais necessidade de assustar ninguém com a doutrina do tormento eterno.
Mesmo que esse ensino seja hoje aceito pela maioria dos cristãos, deve-se questioná-los a luz das escrituras sagradas. Observemos alguns princípios para entendermos a questão apresentada.
Segundo a Bíblia, pecado é a transgressão da lei. Pois, “todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” (I São João 3:4). E todo aquele que peca, ou seja: o que transgride a lei, é procedente do Diabo. “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio.” (I São João 3:8). Sendo procedente do Diabo, o destino dele (do transgressor) será o lago de fogo e enxofre.
A grande desculpa da maioria das pessoas é não conseguir guardar a lei. Mas se Deus sabe de tudo, o presente, o passado e o futuro, por que ele criou uma lei para o homem guardar sabendo que o mesmo não teria condições de guardá-la?
Como foi visto, todo os que praticam o pecado (transgressores da lei) são procedentes do Diabo e que o destino desses será o lago de fogo e enxofre. “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” (Apocalipse 21:8).
Como vimos, Deus é amor. E se Ele é amor (I São João 4:8), por que Ele criou o inferno (castigo eterno)? O homem não pediu para nascer, e nem tão pouco exigiu de Deus uma lei para seguir. Agora lhe é imposta uma lei impossível de se guardar e todos os transgressores terão que sofrer eternamente. Seria isso um ato de amor da parte de Deus? É claro que não.
Na verdade Ele criou essa lei porque sabia que o homem com a ajuda divina, teria condições de guardá-la.
Deus não seria amor se tivesse criado uma lei impossível de se guardar e um lugar onde os transgressores dessa lei ficassem sofrendo por toda a eternidade.
Deus também não criou nenhum “inferno”, pelo menos com o sentido de tormento eterno, pois se assim tivesse feito, Ele não seria o Deus que diz ser.
Sabe-se que nenhum homem pediu para nascer, e se Deus sabia que certas pessoas não iriam servi-lo, permitir que elas nascessem para depois lançá-las no inferno por toda eternidade seria injustiça da parte de Dele. É importante saber que o Eterno não criou ninguém para lançá-lo neste inferno, bem porque este tipo de inferno não existe. Deus criou o homem por que o ama. Criou também a Sua lei, porque ela é uma lei de amor. Ela retrata o caráter do seu Criador. É por isso que ela é chamada de lei do amor, pois se resume em amor: amor a Deus e amor ao próximo. Para os que amam o autor da lei, ela é uma protetora. Mas é impossível guardar essa lei se não for por amor ao Dono dela.
Para os que amam verdadeiramente a Deus, Sua lei é um deleite, mas para os que não o amam ela é um fardo. Disse o salmista: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!” (Salmos 119:97).
Deus criou um inferno sim, mas com o sentido de sepultura, onde o próprio Jesus depois de morto, foi para lá. Nesse tipo de inferno ninguém fica sofrendo, pois o próprio Jesus afirmou que os que para lá vão, dormem. “Nosso amigo Lázaro adormeceu (morreu), mas vou para despertá-lo.” (S. João 11:11). ”Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento.” (Eclesiastes 9:5).
De acordo com a Bíblia, todos os que morrerem irão para a sepultura. ”No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.“ “Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede; como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para o mesmo lugar, todos são pó, e ao pó tornarão.” (Gêneses 3:19; Eclesiastes 3:19-20). Mas também todos serão ressuscitados. Disse Jesus: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.” (São João 5:28,29).
Mesmo para aqueles que decidiram ser infiéis a Deus e a Sua santa lei, eles não passarão por um tormento eterno. Sofrerão a condenação (de efeitos eternos) eterna, mas mesmo assim, esse ato ainda será uma expressão da misericórdia divina.
Com respeito ao texto que lemos anteriormente que diz que os ímpios sua parte será no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 21:8), Deus não está falando de um fogo que arderá por toda eternidade, mas de uma condenação de efeitos eternos.
“Os problemas relacionados com a palavra inferno se desfazem como bolhas de sabão, quando conhecemos bem o significado etimológico dos termos sheol, hades, geena e tártaro, que jamais poderiam ser traduzidos pela nossa palavra inferno por ter uma conotação totalmente diferente do que é expresso por aqueles vocábulos.
A palavra inferno foi usada pelos tradutores por influências pagãs e por preconceitos enraizados na mente de muitos, mas totalmente estranhos ao texto sagrado.
De acordo com a Bíblia todos os que morrem, quer sejam bons, quer sejam maus descem à sepultura, ao lugar do esquecimento e ali esperam até o dia da ressurreição quando então receberão a recompensa. (Apocalipse. 22:14).
Muitas das traduções modernas da Bíblia, mais fiéis aos originais hebraico e grego, preferem manter estas palavras transliteradas, por expressarem melhor o que elas significam.
As palavras sheol em hebraico e hades em grego eram usadas para sepultura, não trazendo nenhum sentido de sofrimento e castigo eterno.” (Pedro Apolinário – Explicações de textos difíceis pág. 109).
Outra grande razão para se rejeitar a doutrina do inferno pregada pela igreja mãe e pelas demais igrejas filhas é porque ela contraria a doutrina bíblica da vinda de Jesus. Se o crente ao morrer já vai para o céu, não precisaria Jesus voltar outra vez. Quanto aos ímpios, se ao morrer já vão direto para o inferno, não haveria necessidade de um juízo final. ”E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo.” (Hebreus 9:27).
A doutrina que de os salvos ao morrerem já vão direto para o céu contraria o ensino de Paulo com respeito à ressurreição quando diz: “Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada à trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.” (I Tessalonicenses 3:15-17). Se ao morrer os crentes já vão para o céu, porque então precisam ressuscitar no dia da vinda de Jesus?
A doutrina do inferno tanto quanto o ensino da imortalidade da alma, tinham objetivos comerciais na igreja mãe da idade média. As pessoas quando ouviam falar do sofrimento que um parente podia estar tendo no inferno, sofria também. Era aí que surgia a proposta da igreja. Com uma quantia considerável de dinheiro dada a igreja, se poderia tirar o parente do inferno e mandá-lo direto para o céu. A doutrina do imortalismo e do inferno desde o início andavam de mãos dadas e tinham os mesmos objetivos: proteger o espaço físico da igreja e também a perda de fieis que era a sua maior fonte de renda.
Como estudamos, o inferno biblicamente significa sepultura. Ele pode estar longe ou até perto de onde você mora. Por esse motivo você não deve ter medo dele, mas de não estar preparado para quando Jesus te chamar.
Então prepare-se!

 

 Referências

GONZALEZ, Lourenço. Assim diz o Senhor. ADOS, Rio de Janeiro, RJ, 2010.
APOLINÁRIO, Pedro. Explicação de textos difíceis. EUA, Santo Amaro, SP, 1990).

 

Todos os milagres são divinos?

“.. porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24:24).

Uma das características do ministério de Jesus foi a operação de milagres. A palavra milagre vem do verbo latim mirare que significa um acontecimento dito extraordinário que, à luz dos sentidos e conhecimentos até então disponíveis, não possui explicação cientifica ainda conhecida.
Jesus foi um exemplo de operador de verdadeiros milagres. Ele começou seu ministério fazendo algo que não teve explicação, quando transformou água em vinho (João 2:1-11). Não existe explicação para tal façanha. Ele tocava em um leproso e ele ficava limpo, dizia ao morto levanta e ele ressuscitava, distribuía uma pequena porção de pão para uma grande multidão e todos ficavam saciados.
Ele também disse que seus discípulos fariam milagres tanto quanto Ele. “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Marcos 16:17,18).“Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (João 14:12).
Mas Jesus advertiu com respeito à operação de milagres feita por falsos profetas. Ele disse que esse tipo de “prodígios” visaria enganar os próprios eleitos. É muito importante saber que esses falsos profetas não viriam em nome de nenhum ser estranho, mas em nome do próprio Jesus e operaria muitos milagres. Disse o apóstolo Paulo: “Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras” (II Coríntios 11:13-15).
Agora você sabe que existem milagres operados por Deus e prodígios feitos por Satanás. Como saber se um milagre é de Deus ou não? Disse Jesus: “Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?” (São Mateus 7:16). Verifique os atos desse operador de “milagres” e você verá se ele é de Deus ou não.
“Os dons do Espírito Santo são reais. Pertencem a igreja de Deus. São para nós e estão ao nosso alcance. Entrementes, temos que nos conscientizar que há condições impostas por Deus para serem concedidos” (Lourenço Gonzalez – Assim diz o Senhor pág.188).
Satanás não opera milagres porque seja bonzinho ou ainda tenha alguma porção de bondade em seu coração, mas porque quer através dos sinais operados pelos seus secretários, seduzir se possível até os eleitos. Dizem as escrituras: “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Apocalipse 12:9). “.. porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (S. Mateus 24:24). Ele usa as coisas que são aparentemente boas, para levar o homem para o mal. Os milagres são os recursos usados por ele para enganar quantos possa.
No jardim do Éden ele não veio falar com Eva mostrando quem realmente era. Ele usou um disfarce. Ele veio incorporado na serpente, o animal mais belo que existia no jardin. “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gêneses 3:1). Como todos nós sabemos, a serpente é um animal que não fala. Como ela poderia ter falado naquela ocasião? É claro que era outro sujeito que estaria falando. Ela estava sendo apenas o instrumento, ou seja, um disfarce. Seriam os milagres bons disfarces para enganar se possível os escolhidos? Com certeza que sim.
Um dos critérios que deve-se ter para não ser enganado é verificar se o tal profeta ou operador de milagres é a favor da lei de Deus ou não. Dizem as escrituras: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaias 8:20). “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Provérbios 28:9). Como poderia uma pessoa que transgride a lei de Deus operar milagres em nome desse Deus se ele mesmo é inimigo da lei do Criador?
Em muitas situações é mais fácil acreditar que um milagre é feito por Deus do que por Satanás, mas cuidado, pois o inimigo é capaz de se disfarçar até de anjo de luz para enganar se possível os escolhidos.
Eu sei que quando uma pessoa está sofrendo com câncer, e aparece uma pessoa inimiga da lei do Criador dizendo que pode libertá-la do seu sofrimento pelo poder de Deus, fica difícil acreditar que tal pessoa não seja de Deus. Mas cuidado, pois existem muitos anjos do diabo disfarçados de anjos de luz operando muitos prodígios por aí.
Gosto de lembrar de um acontecimento que se deu há aproximadamente trinta anos no Rio de Janeiro. Certo ministério conseguiu juntar 50.000 pessoas no Estádio do Maracanã. Lá milhares de pessoas que usavam óculos foram desafiadas a jogarem fora seus óculos em nome de Jesus. Todos os que tiveram coragem de fazer o tal feito, ficaram curados imediatamente, mas depois de um mês todos os “curados” precisaram comprar novos equipamentos. Foi o mês em que as óticas mais venderam óculos na cidade. Interessante que, o próprio operador dos milagres usava e ainda usa óculos até hoje. Curava as outras pessoas em “nome de Jesus”, mas não conseguia curar a si mesmo. Milagres desse tipo com certeza que é de procedência duvidosa. Sem esquecer que nessa ocasião fora recolhida grande quantidade de dinheiro de maneira que os obreiros precisaram carregá-los em sacos.
Hoje os “milagres” estão sendo feitos torto à direita, mas todos eles têm um preço. A maioria deles acontece quando se faz um voto ou campanha onde o tamanho do milagre tem o mesmo tamanho de teu bolso. Quanto mais o fiel puder dar, maior será o “milagre”. Existem lugares onde o fiel paga para ter a oração incessante do pastor. Lá a oração vale dinheiro. Quanto maior for o valor da contribuição, maior será a “benção”. Será que é assim que Deus abençoa? É assim que os milagres são concedidos?
A Bíblia não é contra a devolução dos dízimos e ofertas (Mateus 23:23). Ela só não aprova os métodos pelos quais eles são dados. O dízimo como já estudamos é um dever, mas a oferta deve ser um ato de adoração e gratidão. Se alguém motiva os fieis a dar dízimos e ofertas para receber em troca bênçãos ou milagres, saiba que Deus não aprova tais práticas.
Certa feita Satanás usou o disfarce de anjo de Deus para tentar enganar até mesmo o filho de Deus. Mas Jesus pôde através das palavras do enganador reconhecer o inimigo. Quais são os disfarces de Satanás hoje? Como podemos nos defender precaver deles? Só existe uma maneira: resista ao diabo e ele fugirá de você. Disse o apóstolo Tiago: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7).
Dessa forma se entende que nem todos os milagres são provenientes de Deus. Os prodígios podem ser de duas origens: de Deus ou do diabo, porém todos eles têm sido apresentados em nome de Deus. Satanás não teria tanto sucesso em seus enganos se viesse mostrando ser o que realmente é. Você aceitaria ser curado pelo demônio, mesmo que a tua enfermidade fosse o câncer em seu estado terminal? Duvido.
“Infelizmente, o que vemos hoje é muito exibicionismo. Homens e mulheres “usando” o Espírito Santo ao invés de, por Ele, serem usados. Não há como negar que, uma verdadeira desvirtuação dos dons solapa a Igreja Evangélica. Uma “roda-viva” que está levando de roldão muitas pessoas sinceras e tementes a Deus. É preciso ter cautela, e nos adequar ao que o bom senso exige” (Lourenço Gonzalez – Assim diz o Senhor pág. 188).
“O dom de cura à época de Jesus era não só necessário, mas vital. A promiscuidade de vida (falta de higiene, de rede de esgotos e de água potável) facilitava a doença. Não havia hospitais, médicos, remédios suficientes, nem recursos para tal. Operações eram feitas sem anestesia. Pessoas ficavam doentes 10, 20, 40 anos e morreriam fatalmente, não fosse o dom de cura (João 5: 4-5; Mat. 9: 20). Hoje, tudo mudou. A ciência médica evoluiu a tal ponto que até fígado se transplanta com sucesso. Além do que, prolongou-se, comprovadamente, a vida humana, graças ao avanço médico.
Que dizer da Rede Hospitalar? Equipamentos computadorizados e a raio-laser a serviço da medicina. Processos avançadíssimos para exames de saúde. Liga-se alguns fios a um corpo e, na TV aparece seu coração batendo com tanta nitidez que, a primeira reação é louvar a Deus por ter o homem chegado a tal ponto da tecnologia médica. Trocar um coração doente por outro bom, hoje, é tarefa sem mistérios.
Médicos bem preparados e capazes, remédios eficazes para qualquer tratamento de saúde. Sim, as condições hoje são opostas àquela; além disso, um hospital evangélico pode realizar grande trabalho para Deus, porque, além de promover a saúde do paciente, pode orientá-lo a evitar as doenças, através de uma vida regrada e salutar, orientada por princípios salutares, descritos na Bíblia.
Bem, dirá você, e o poder de Deus? – É o mesmo, irmão! Porém Deus age quando “tiramos a pedra” (João 11: 39), salvo em casos especiais que Lhe aprouver. Inquestionavelmente, a nossa parte temos que fazer, porque Deus só fará o que não podemos. Nossa impossibilidade torna-se a possibilidade dEle. (Fui a uma igreja carismática no centro de Niterói, e, ao meu lado assentou-se uma senhora com uma ferida enorme, cheia de pus, na perna. Dava dó! O pastor iria orar pela perna dela. Mas, a única coisa que ela precisava imediatamente, era ser levada ao hospital).
IMAGINE: Uma reunião de cura. O pregador quer “curar” a todos. Todavia, o certo seria, primeiro, certificar-se de que muitas enfermidades provém da aberta transgressão da Lei da Saúde (João 5: 7-14). As pessoas têm que ser ensinadas a não transgredi-la para gozar boa saúde. Se uma pessoa sai curada desta reunião e volta a ter hábitos incorretos de saúde, arruina-la-á com certeza, e novamente Deus terá que curá-la? Deus não efetuará um milagre para curar alguém que não cuida de sua saúde, não acha?
A saúde não é produto do acaso, nem surge por um “passe de mágica”, e sim, manifesta-se pelo respeito às leis da vida. Deus quer que Seus filhos tenham boa saúde... por isso, criou leis preservativas da saúde, que, ao serem violadas, trazem enfermidades. O apóstolo Paulo é claro: “Aquilo que o homem semear, isto também ceifará.” Gálatas 6:7.
Esta é a lei da causa e efeito e o homem lhe está subordinado. Os dirigentes pois, tem a obrigação de instruir os membros da igreja a cultivarem uma completa Reforma de Saúde, que, sobretudo, é uma orientação divina.” (Lourenço Gonzalez - Assim diz o Senhor pág. 189)
“A cura, como milagre, ocorre em momento crítico, específico e circunstancial. Não pode ser um comércio vaidoso, nem modismo, ou pressão psicológica. Deve traduzir o profundo amor e misericórdia pelo sofredor. Isto ocorreu-me:
O Nelson morava em nossa casa. Certa vez caiu de uma escada e ficou com órgãos internos lesionados, que lhe causavam terríveis dores.
Procurou diversos médicos, hospitais e clínicas na esperança de ficar curado, porém, sem resultado. Era penoso vê-lo passar noites em claro, chorando de dor.
Um dia, movido de enorme compaixão daquele jovem, fui para a nossa sala e clamei em voz alta: Quem crê no poder de Deus venha cá. Vamos orar pelo Nelson agora.
Minha mãe, Galiana Gonzalez, meus irmãos Afonso e Sérgio Gonzalez, e o Jorge Laureano (outro jovem que morava conosco), se aproximaram.
Fomos então até o quarto do Nelson que se contorcia em dores. Ajoelhamos e orei por ele, reclamando a bênção de Deus. Instantaneamente a dor desapareceu. Está curado até hoje, mais de 30 anos. Glória a Deus! Aleluia!”(Lourenço Gonzalez - Assim diz o Senhor pág. 189)
“Hoje, o dom de curar está personificado na medicina. Porém, nunca descri no grande poder de Deus para curas imediatas, se for de Sua vontade e para Sua glória. Tenho também ouvido de muitos irmãos nossos, verdadeiros milagres.
É nestes parâmetros que temos de agir, e com a máxima prudência, primeiro para que ninguém pense que o poder é seu próprio e não de Deus; e, segundo, Lúcifer contrafaz tudo que promana de Deus, e uma cura pode representar o preço de uma alma que custou o sangue de Jesus. Isto é, o diabo pode curar alguém, e retê-lo para a perdição.
Por isso, o que temos que dar ao povo é a certeza da salvação em Cristo Jesus, ensinando-lhes os princípios de saúde apresentados na Bíblia, doutrinando-os para desenvolverem uma firme fé e confiança no Pai Celestial, e não nos milagres ou nos milagreiros” (Lourenço Gonzalez - Assim diz o Senhor pág. 192).
Caro leitor! Não se iluda com os milagres. Saiba que prodígios nunca serão provas de instrumentalidade divina.
Faço minhas as palavras de João: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (I João 4:1).

 

Referencias

GONZALEZ, Lourenço. Assim diz o Senhor. ADOS, Rio de Janeiro, RJ, 2008).

Como se originou o mal

Se Deus é amor e sabe de tudo, porque permitiu que existisse o mau e por que não tomou nenhuma iniciativa para evitá-lo? Esta é uma pergunta muito intrigante feita pela maioria das pessoas.

Sabe-se que o mal no universo começou com um indivíduo criado pelo próprio Deus e como dizem as Escrituras: “ ..Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.” (Ezequiel 28:12-15).
Este texto é dirigido a um rei (rei de Tiro) que tinha características semelhantes às do originador do mal. Mas quando se refere a ele como sendo: sinete da perfeição, que estava no jardim de Deus, era querubim da guarda ungido e permanecia no monte santo de Deus, logo se entende que não podia está se referindo a um homem, mas a um ser bem superior. Bem porque o rei de Tiro nunca foi anjo muito menos perfeito. Ele também nunca morou no monte santo de Deus. Foi nessa pessoa (Satanás) que começou todo o mal. Todavia, Deus não o criou mau, foi ele que escolheu ser mau.
Mas por que esse ser que era perfeito se corrompeu? Na verdade a origem do mal é um mistério. E isso pode até gerar uma série de dúvidas como estas: se surgiu o mal no coração de um ser “perfeito”, isso mostra que ele não era perfeito; e também mostra que nem tudo o que Deus faz é perfeito. E Deus também não seria perfeito. Mas o pior de tudo, Deus seria o criador dessa criatura.
Seria isso verdade, teria sido Deus o criador do mal? Na verdade Satanás não foi criado por Deus, mas um anjo de luz transformou-se na criatura que é. As Escrituras sagradas a respeito dele afirmam: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isaias 14:12-14). Na verdade Deus não criou esse anjo pecador ou mau, como diz o texto, ele fora criado perfeito. Mas o orgulho, o egoísmo e a inveja foram os fatores responsáveis pela queda desse ser.
Mas a questão é: como poderiam defeitos surgir dentro de um ser perfeito que vivia na presença de Deus?
Para se entender este questionamento deve-se levar em conta a criação de filhos de uma família. Em um lar existem por exemplo dez filhos. Todos recebem a mesma atenção, o mesmo amor, a mesma educação etc.., “todos” se tornam pessoas de bem, mas um deles resolve tornar-se traficante. Que explicação se pode dar para uma escolha desse tipo? Mas como já está exposto na pergunta, foi uma escolha. E por que muitas das vezes fazemos escolhas erradas? Às vezes até sabemos que estamos escolhendo mal, mas mesmo assim, insistimos em optar pelo mal, pois acreditamos que poderíamos nos dar “bem”.
É bom entender que Deus em sua infinita sabedoria criou seres livres e perfeitos. E o livre arbítrio faz parte dessa perfeição. Ele não queria ser adorado por seres que não tivesse liberdade de escolha, pois do contrário, teria criado robôs que não fariam nada que fosse diferente do programa instalada nele. O plano de Deus era e sempre será, o serviço por amor.
Quando o anjo que se transformou em Satanás desejou ser como Deus, ele não estaria errado desde quisesse ser semelhante ao Criador em caráter. Mas não foi isso que aconteceu. Ele quis ser como Deus em poder e adoração.
O grande conflito que começou no céu e se estendeu ao nosso planeta teve suas bases no poder e adoração. Satanás queria o poder de Deus e também privilégios que pertencem unicamente ao Criador, que é o direito de ser adorado.
Hoje em dia a briga por poder e adoração tem sido motivos para o maior conflito do universo e será por causa dele (conflito) que Deus terá que interferir o plano de Satanás.
Portanto, o mal surgiu no coração (mente) de Satanás por escolha própria. Tudo porque ele queria ser semelhante a Deus.
O que aconteceu com aquele anjo depois de transformado em Satanás? “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.” (Apocalipse 12:9).
Depois de expulso do céu para a terra, não satisfeito procurou enganar os nossos primeiros pais, com os quais obteve êxito. “Mas a serpente (Satanás), mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gêneses 3:1). É importante saber que Satanás não disse quem ele era. Ele se disfarçou para tentar a nossa primeira mãe. Se incorporou na serpente e falou com Eva. Lá no Éden aconteceu a primeira sessão espírita e o primeiro médium foi a serpente.
Ele nunca se mostra da forma como realmente é. Até mesmo com Jesus ele agiu dessa maneira. (Mateus 4:1-11).
O que Satanás continua a fazer? “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; ..” (I Pedro 5:8). Ele anda como um dragão tentando alguém para tragar (enganar).
Como já foi enfatizado, Satanás não se apresenta da forma como ele realmente é. Se mostra disfarçado. E um dos disfarces dele são os prodígios e milagres. Foi por causa disso que Jesus advertiu: “Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras. .. porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.” (II Coríntios 11:15, São Mateus 24:24).
Ele também faz uso de perigosas armas com o objetivo de destruir a quem puder. Elas são:
a) Engano - I Timóteo 2:14.
b) Mentira – São João 8:44.
c) Astúcia – Gêneses 3:21.
d) Sedução – Apocalipse 19:20.
e) Perseguição – Apocalipse 12:17.
O que tornam-se àqueles que usam as armas do diabo inclusive a mentira em suas variedades? “Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça;” (II Coríntios 11:14,15). Aqueles que usam as armas de Satanás, tornam-se ministros dele. Com essas armas ele (Satanás) pode facilmente vencer os que não estiverem realmente em Cristo.
As medidas que devemos tomar se não queremos ser vencidos pelo Diabo é sujeitar-nos exclusivamente a Deus. Diz a Bíblia: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;..” (Tiago 4:7, Efésios 6:11). Resista ao Diabo e use as armas de Deus, pois só assim você não será vencido pelo inimigo.
Todavia o inimigo tem estratégias que em muitos casos têm sido eficazes. Aqui estão algumas delas:
A Idéia de que ele não existe. “...outro erro sutil e nocivo é a crença, que rapidamente se espalha, de que Satanás não existe como ser pessoal; de que este nome é empregado nas Escrituras meramente para representar os maus pensamentos e desejos do homem.” (_______, O grande conflito pág. 458). Se fosse assim, não precisaria ninguém se preparar para se defender dele, afinal de contas, ele não existe. Não se deve lutar contra um adversário que não existe.
Aparência horrorosa. A idéia de que Satanás é horroroso, que possui rabo e chifre é outra estratégia usada por ele para disfarçar. Como já foi visto, ele foi um anjo de luz, perfeito e mais belo dentre os anjos. Todavia faz pensar que é horrível e assustador para que não seja identificado quando se apresentar para enganar.
A idéia de ele não é tão mau. No mundo existe uma ideologia de que nem tudo é cem por cento bom, assim como nem tudo é cem por cento mau. Isso torna o Diabo um pouco bom, que não precisa ter cuidado com ele.
Ele não se importa. Existe a crença de que ele (Satanás) existe, mas não está preocupado com os seres humanos. Nesse caso o Diabo não seria um inimigo a ser temido.

Saiba porém que, Satanás e seus secretários terão um triste fim. Serão lançados no lago de fogo e enxofre. Serão finalmente extintos. Esse será o último ato de misericórdia de Deus. (Apocalipse 20:10,15; 21:8).
Caro leitor! Saiba que o Diabo existe, mas não foi Deus que o criou. Foi aquele anjo que um dia foi portador de luz quem decidiu se transformar naquilo que é agora. Esse tipo de decisão é um mistério que Deus não achou importante nos revelar. Como dizem as Escrituras: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” (Deuteronômio 29:29). Assim como aquele anjo teve o livre arbítrio de escolher ser o que é, você também é livre para escolher a quem servir.
Espero que você faça a escolha certa.

A idolatria

Idolatria é definida como culto prestado a ídolos; amor ou paixão exagerada por alguma coisa (Mini Aurélio). Ela não está relacionada apenas a religião, mas a outras partes da vida. 

Na atualidade muitos até acreditam que a idolatria de forma moderada seja necessária. Todavia Deus em sua lei proíbe a idolatria de qualquer espécie. Dizem as escrituras: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus..” (Êxodo 20:4,5).
Mesmo que Deus proíba todo o tipo de idolatria, em sua lei Ele enfatiza com veemência o culto a imagens de escultura, que era o problema principal daquele momento.
Entre os povos da antiguidade era normal se cultuar a muitos deuses representados por várias imagens de esculturas. Os egípcios e babilônios são exemplos de povos que eram politeístas e prestavam cultos a várias imagens que significavam as divindades que eles acreditavam. Deus não aprovava esse tipo de conduta nem mesmo que essas imagens tivessem alguma relação com o Deus verdadeiro. Por isso que Ele disse: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto;...” (Êxodo 20:4).
Um dos motivos pelo qual não devemos prestar cultos a essas imagens é porque elas (as imagens) não são nada e nem sabem de nada. “Todos os artífices de imagens de escultura são nada, e as suas coisas preferidas são de nenhum préstimo; eles mesmos são testemunhas de que elas nada vêem, nem entendem, para que eles sejam confundidos.” (Isaias 44:9).
Assim como os “cristãos” de hoje fazem procissões a vários padroeiros ou “santos”, naquela época também era comum os adoradores fazerem procissões aos seus deuses pagãos. Práticas também condenadas por Deus. “Congregai-vos e vinde; chegai-vos todos juntos, vós que escapastes das nações; nada sabem os que carregam o lenho das suas imagens de escultura e fazem súplicas a um deus que não pode salvar.” (Isaias 45:20). Dizem as escrituras: Os participantes dessas procissões não sabem o que fazem.
A Bíblia não reprova somente a idolatria, mas também a fabricação de ídolos. Ela diz que os fabricantes serão penalizados pela prática. “Eis que todos os seus seguidores ficariam confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos e se apresentem, espantem-se e sejam, à uma, envergonhados. Envergonhar-se-ão e serão confundidos todos eles; cairão, à uma, em ignomínia os que fabricam ídolos.” (Isaias 44:11; 45:16).
Deus através de sua palavra escrita chama para as pessoas que prestam cultos aos ídolos de cegos espirituais. “Nada sabem, nem entendem; porque se lhes grudaram os olhos, para que não vejam, e o seu coração já não pode entender.” (Isaias 44:18). E assim como os ídolos são sem vida, também ficarão os seus adoradores. “Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; pois não há alento de vida em sua boca. Como eles se tornam os que os fazem, e todos os que neles confiam.” (Salmos 135:15- 18). Deus está querendo dizer que se perderão os que praticam tais coisas.
Como já foi mencionada, a idolatria não é constituída apenas de culto a imagens de escultura, mas de prestação de culto a qualquer coisa que tome o lugar de Deus. Pode-se cultuar um jogador de futebol, um cantor famoso, um ator, objetos valiosos, o dinheiro e até mesmo um filho. Disse Jesus: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim;..” (Mateus 10:37).
Vejamos o que Deus nos diz com respeito à idolatria do dinheiro. “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.” (Timóteo 6:10,11).
Deus não proíbe ter dinheiro, mas sim a idolatria dele, pois normalmente quem o tem em abundância o idolatra. Junto com a idolatria do dinheiro existe também a avareza. E não precisa se ter muito dinheiro para idolatrá-lo ou ser avarento. São de Jesus as palavras: “...porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mateus 6:21).
Por esse motivo que o apóstolo João nos aconselha a guardar-nos dos ídolos. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (I João 5:21). Isso inclui todo o tipo de ídolo.
Muitas vezes se acredita que a idolatria de qualquer espécie não tenha tanta importância, mas Deus através de sua palavra nos adverte que o destino de todos os idolatras é o fogo com enxofre. “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” (Apocalipse 21:8).
Em nossos dias as igrejas que são diretamente idólatras, procuram se justificar dizendo que não adoram as imagens de escultura. Elas apenas as têm como se fossem lembranças de um parente etc.. . Outros se justificam que Deus proibia era aquela idolatria praticada pelos pagãos, pois as suas imagens representavam deuses que não existiam. Mas agora as coisas são diferentes. Se cultua as imagens de um de deus ou santo que existe.
A questão é: Deus aprova tudo isso? Existe na escritura do novo testamento algum lugar onde Jesus ou os discípulos autorizam esse tipo de culto? Ao contrário, em uma das reuniões gerais dos líderes eclesiásticos da época ficou decidido: “.. mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue.” (ATOS 15:20). Isso mostra claramente que a igreja apostólica não cultuava a ídolos.
Então como surgiu a idolatria no cristianismo?
Em 321 d.C. Ocorreu a conversão nominal do imperador Constantino ao cristianismo, que na verdade foi apenas uma manobra política para lhe assegurar a permanência no governo. Em 7/3/321 d.C. celebra ele o famoso edito dominical que iria abrir a porta às leis dominicais futuras. Posteriormente afirmou: “Juntar-se à igreja ou perder a vida.” (GONZALEZ, 2010). E para agradar o imperador, muitos súditos “converteram-se”, não porque quisessem mudanças em suas vidas ou achassem o cristianismo interessante, mas apenas para amimar o soberano. Tornar-se cristão naquela época, tornou-se popular. Milhares de pessoas vinham juntar-se aos cristãos, mas traziam junto os costumes pagãos. E lentamente os cultos do paganismo foram sendo infiltrados no cristianismo. Os cristãos tradicionais de início reagiram, não concordaram com a infiltração de imagens na adoração, mas eles (os pagãos recém-convertidos) alegavam que não seriam imagens de deuses pagãos que seriam cultuados, mas da mãe de Jesus, dos apóstolos, etc.. . E desta forma a idolatria se infiltrou sorrateiramente e lentamente no cristianismo. Até que em: (609 d.C.) foi autorizado o culto à virgem Maria e em (787 d.C.) culto às imagens. A idolatria no cristianismo começou por aí e se estende até os nossos dias.
Na atualidade quando se refere à idolatria no Brasil, ela também tem influencia dos afros - descendentes. Os escravos trouxeram como bagagem, suas religiões. E como a religião dos senhores era o catolicismo, os escravos foram proibidos de reverenciar às entidades representadas por “santos” africanos. Para resolver o problema, eles deram às suas entidades imagens de “santos” cristãos. Nos centros de cultura negra (Umbanda, Candomblé, etc..), as imagens passaram a ser as mesmas usadas nas paróquias, porém com os significados das entidades cultuadas pelos ancestrais. Sabe-se que a padroeira do Brasil é a nossa senhora de aparecida, mas ela é a mesma Iemanjá dos afros – descendentes. Mudaram apenas o nome, mas a entidade é a mesma. A idolatria mudou de roupagem, mas continua sendo a mesma de outros tempos.
No entanto é importante entender que na atualidade a idolatria adquiriu várias roupagens. Ela está presente em muitas religiões cristãs, mas vestida com outras vestimentas. Ela pode vir camuflada de maneira que os fieis não observam a quem estão realmente prestando culto. Ela pode ir maquiada de relíquias como: lenços milagrosos, toalhas milagrosas, etc.. . De títulos como: apóstolos, bispos, operadores de milagres, etc.. . Eles não dizem ser Jesus, mas aceitam cultos como se fossem ao filho de Deus. Quando na terra Jesus advertiu: Cuidado, pois aparecerão pessoas dizendo ser o Cristo e enganarão a muito. Disse Jesus: “Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.” (MATEUS 24:5). “.. surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. ” (Mateus 24:24).
É importante entender que eles não virão dizendo ser o Diabo e talvez nem saiba que são secretários dele, mas farão a mesma obra do inimigo.
Outros não dirão ser o cristo, até negarão ser, mas aceitarão culto como se fossem. Cuidado com esses também!
Caro leitor! É possível que tudo o que leu neste estudo difere daquilo que você crê. Não é a minha intenção criticar qualquer denominação que seja, apenas mostrar que nem sempre o que cremos e ó certo. Se Deus não aprova a idolatria, quem sou eu para ir de encontro a sua palavra. Não importa o tipo de idolatria praticada, todas são condenadas por Deus. Ele quer adoradores, e talvez você até seja um, mas que tipo de adoração você está oferecendo a Ele. Quem é mais importante para você, Deus ou a imagem dEle?
Saiba que Deus não precisa de adoradores, pois Ele é supremo. Somos nós que precisamos adorá-lo. Mas que tipo de adoração Ele quer receber? Vejamos as palavras de Jesus: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. ” (João 4:23).
Que tipo de adoração você quer oferecer ao Eterno Deus a partir de hoje?

 

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